quarta-feira, 19 de março de 2014

O mistério da prosperidade dos maus- Salmo 72







Capítulo 72

1 Salmo de Asaf. Oh, como Deus é bom para os corações retos, e o Senhor para com aqueles que têm o coração puro! 
2 Contudo, meus pés iam resvalar, por pouco não escorreguei, 3 porque me indignava contra os ímpios, vendo o bem-estar dos maus: 4 não existe sofrimento para eles, seus corpos são robustos e sadios. 
5 Dos sofrimentos dos mortais não participam, não são atormentados como os outros homens. 
6 Eles se adornam com um colar de orgulho, e se cobrem com um manto de arrogância. 
7 Da gordura que os incha sai a iniquidade, e transborda a temeridade. 
8 Zombam e falam com malícia, discursam, altivamente, em tom ameaçador.
 9 Com seus propósitos afrontam o céu e suas línguas ferem toda a terra. 
10 Por isso se volta para eles o meu povo, e bebe com avidez das suas águas. 
11 E dizem então: Porventura Deus o sabe? Tem o Altíssimo conhecimento disto? 
12 Assim são os pecadores que, tranquilamente, aumentam suas riquezas. 
13 Então foi em vão que conservei o coração puro e na inocência lavei as minhas mãos?
 14 Pois tenho sofrido muito e sido castigado cada dia. 
15 Se eu pensasse: Também vou falar como eles,  seria infiel à raça de vossos filhos. 
16 Reflito para compreender este problema, mui penosa me pareceu esta tarefa, 17 até o momento em que entrei no vosso santuário e em que me dei conta da sorte que os espera. 
18 Sim, vós os colocais num terreno escorregadio, à ruína vós os conduzis. 
19 Eis que subitamente se arruinaram, sumiram, destruídos por catástrofe medonha. 
20 Como de um sonho ao se despertar, Senhor, levantando-vos, desprezais a sombra deles.
 21 Quando eu me exasperava e se me atormentava o coração, 22 eu ignorava, não entendia, como um animal qualquer. 
23 Mas estarei sempre convosco, porque vós me tomastes pela mão.
 24 Vossos desígnios me conduzirão, e, por fim, na glória me acolhereis. 
25 Afora vós, o que há para mim no céu? Se vos possuo, nada mais me atrai na terra. 
26 Meu coração e minha carne podem já desfalecer, a rocha de meu coração e minha herança eterna é Deus. 
27 Sim, perecem aqueles que de vós se apartam, destruís os que procuram satisfação fora de vós. 
28 Mas, para mim, a felicidade é me aproximar de Deus, é pôr minha confiança no Senhor Deus, a fim de narrar as vossas maravilhas diante das portas da filha de Sião.



5 mentiras que devemos parar de contar a nós mesmos





Logo que comecei a trabalhar em agência de propaganda, eu via um certo glamour em estar sempre ocupada, abraçar mais de dez projetos ao mesmo tempo, passar horas em reuniões intermináveis e trabalhar até de madrugada. O que o tempo me mostrou é que, na verdade, eu tinha a necessidade de me sentir importante e competente e todas essas atividades me faziam sentir dessa forma. Quando você identifica sua necessidade primária, fica mais fácil entender o que você precisa mudar em vez de simplesmente aceitar que é assim que deve ser.
Quando percebi que para me sentir importante e competente eu só precisava fazer meu trabalho muito bem feito, eu passei a controlar o tempo das reuniões, a dizer não para projetos que não faziam sentido ou que eu não conseguiria fazer com a mesma qualidade por estar cuidando de outras coisas e, raramente, ficava até depois das oito e meia trabalhando.
Mas não é fácil reconhecer ou admitir qual é o problema e qual é a verdadeira necessidade por trás de alguns dos nossos comportamentos. Por isso, é inevitável começarmos a encontrar desculpas para justificarmos o motivo pelo qual nossa vida é do jeito que é.
Um filme que eu amo e relata isso muito bem é “O Diabo Veste Prada”. A frase preferida da personagem principal, a Andy, é: “Eu não tive escolha”. Ela diz sempre que tenta explicar para todo mundo o porquê de aceitar os absurdos vindos da chefe.
A grande verdade é que, sim, sempre temos escolha. O que acontece é que nem sempre estamos dispostos a lidar com as consequências e por isso criamos mecanismos de defesa para nos protegermos. Aqui vão algumas das mentiras que eu costumava contar a mim mesma até que decidi mudar:
1. Se eu tivesse mais tempo eu faria “isso”
Como “isso” entenda qualquer coisa que você não faça por falta de tempo. Pode ser um curso de línguas, exercícios físicos, sair mais com os amigos, ler um livro, fazer caridade, não importa. Falta de tempo (e o trânsito) virou a desculpa universal para justificar o fato de que não somos disciplinados quando o assunto é gerenciar as 24 horas do nosso dia. Uma coisa que eu aprendi é que quando você realmente quer fazer uma coisa, você arruma tempo, por mais ocupado que você seja.
A questão aqui é que, ou você quer muito uma coisa, ou você não quer tanto assim e o tempo não pode ser a desculpa por você não fazer.
Eu sempre quis ter um corpo sarado (#quemnunca). Toda vez que aparecia uma nova musa-com-o-corpo-mais-perfeito eu ficava me sentindo mal e pensando que eu devia me dedicar mais na academia. Mas sabe qual é a verdade? Eu gosto da ideia de ter um corpo sarado, mas eu nunca quis acordar às seis da manhã e ir à academia sete dias por semana, nem tomar shakes de whey no café da manhã, nem comer batata doce no almoço ou claras de ovos no jantar. E esse era o meu problema, mas eu sempre tentei me convencer de que eu não era sarada porque eu não tinha tempo.
Aí você pode me dizer: “Mas Fê, eu juro que eu não tenho tempo para nada, minha vida é trabalhar.”
Eu acredito em você, mesmo! Só que ser ocupadíssimo também é uma escolha. Nós investimos nosso tempo naquilo que é importante para nós, por isso, se você está trabalhando  oitenta horas por semana, é porque tem alguma coisa que você queira mais do que tudo e que vai ser resultado desse tempo investido no trabalho. E assim, você está deixando de fazer outras coisas que no fundo não devem ser tão importantes assim.
2. Se eu tivesse mais dinheiro eu poderia fazer “isso”
O dinheiro sempre foi a maior desculpa para tudo na minha vida. “Não faço exercícios porque não tenho dinheiro para academia. Não falo inglês porque não tenho dinheiro para pagar um professor particular. Não mudo da casa dos meus pais porque não tenho dinheiro para pagar aluguel”. Um monte de bobagem. É claro que muita gente realmente tem um orçamento apertado. Acredite, eu já fui essa pessoa um dia. Quando pagava a minha faculdade, eu almoçava marmita para poder vender o vale refeição e muitas vezes só o que tinha na minha carteira por semanas era o vale transporte.
E justamente por ter alguma experiência sobre o que era ter uma conta eternamente negativa que eu te digo que dinheiro não é desculpa para não fazermos as coisas.
Usamos a falta de dinheiro para nos convencermos de que nossa vida não é incrível porque vivemos numa sociedade injusta e desigual onde os ricos podem tudo e os pobres não podem nada. Mas eu vou te dizer uma coisa: quer fazer exercícios? Todos os parques são gratuitos. Quer estudar uma língua? Hoje é possível fazer isso de graça na internet através de sites como o Duolingo. Quer viajar? Existem sites como o Couchsurfing em que as pessoas deixam você dormir na casa delas sem ter de pagar nada por isso.
É claro que estes são alguns pequenos exemplos, mas são coisas das quais eu mais ouço as pessoas reclamando de que não podem fazer sem dinheiro. Além disso, quando prestamos mais atenção em como gastamos nosso dinheiro, fica mais fácil de fazer com que ele não desapareça.
3. Se “isso” acontecesse, minha vida seria perfeita
Aqui o “isso” pode ser comprar uma casa, arrumar um namorado, ter um filho, ser promovido no emprego. O nosso grande problema é que o “isso”, nesse caso, nunca será suficiente. É a lei da vida. O ser humano nunca está totalmente satisfeito com o que ele tem e está sempre querendo algo mais para ser feliz. Parece que é essa coisinha que falta que nos impede de ter uma vida completa.
O problema é que, quando estamos sempre olhando para o que está por vir, deixamos de aproveitar e agradecer pelo que temos hoje. Mas eu não vou te dar o conselho óbvio da autoajuda que é viva o presente e agradeça pelo que você tem hoje. Minha dica é: use essa necessidade que é inerente ao ser humano de sempre querer o que não tem como motivação, e não como a razão pela qual você não é feliz. Aprecie o desafio de correr atrás desse objetivo e deixe que isso te faça feliz e não que a falta “disso” te faça infeliz.
4. Eu mudaria “isso” na minha vida, se não fosse “aquilo”
Até pouco tempo atrás eu ainda morava com a minha mãe. Como ela morava na Zona Leste e eu trabalhava na Zona Sul, você que conhece São Paulo pode imaginar o inferno que era a minha vida no trânsito todos os dias. Depois que o meu pai morreu, eu passei a ajudar financeiramente em casa e conforme fui ficando mais velha, todas as vezes que alguém me perguntava porque raios eu ainda morava na Zona Leste minha primeira resposta era: “Eu adoraria mudar, mas eu ajudo a minha mãe e ela precisa de mim”. Na minha cabeça isso não era uma desculpa, era a verdade.
Quando eu finalmente decidi mudar e ir morar com o meu namorado, percebi que eu estava usando o fato de que eu ajudava a minha mãe financeiramente para mascarar o real motivo pelo qual eu nunca me mudei. No fundo, eu não sou uma pessoa que gosta de ficar sozinha. Eu gosto de chegar em casa e ter com quem conversar. Ao mesmo tempo, depois de uma certa idade não fazia tanto sentido para mim dividir apartamento com amigas. Além disso, se eu tivesse de pagar aluguel ou um financiamento imobiliário eu não teria feito nem metade das viagens que eu fiz e que só consegui pelo fato de morar com a minha mãe. Não podemos deixar que filhos, gato, cachorro, dívidas, emprego, mãe ou pai doente sejam desculpas para aliviar o fato de que não temos coragem para tomar algumas atitudes e lidar com as consequências que elas trarão para as nossas vidas.
5. Eu não vivo sem “isso”
Na maioria dos casos, sim, você vive. Parece uma bobagem, mas quando decidi que ia passar um tempo viajando algumas coisas ridículas começaram a me preocupar. Por exemplo, eu tenho alergia a lâmina de barbear, por isso sempre tive de fazer depilação. Como eu iria viver sem fazer depilação? Pois é, estou viva e não estou nem peluda, nem perebenta.
Se tem uma coisa que eu aprendi nesse pequeno período em que eu estou viajando é que para tudo existe um jeito e que nós somos completamente adaptáveis. Não existe nada com que você não vá se acostumar a viver sem, desde coisas até pessoas. Certamente podemos passar por um período de nostalgia ou saudade, mas depois de um tempo a vida se ajeita e de alguma forma compensa aquela falta.
O que nos faz ter a sensação de que “isso” é tão importante para a nossa vida ao ponto de não conseguirmos viver sem é que, muitas vezes, colocamos em coisas ou pessoas a responsabilidade da nossa felicidade.
A grande verdade é que nossa vida é feita de uma enorme lista de boas intenções que resultam algumas vezes em tentativas e muitas vezes erros. A boa notícia é que se você acordar amanhã, existe uma nova chance de tentar mais uma vez ;).

sexta-feira, 7 de março de 2014

Maravilhosa Canção...Bençãos de Deus ^^







Raridade-Anderson Freire


Não consigo ir além do teu olhar
Tudo que consigo é imaginar
A riqueza que existe dentro de você
O ouro eu consigo só admirar
Mas te olhando eu posso a Deus adorar
Sua alma é um bem que nunca envelhecerá

O pecado não consegue esconder
A marca de Jesus que existe em você
O que você fez ou deixou de fazer
não mudou o início: Deus escolheu você
Sua raridade não está naquilo que você possui
Ou que sabe fazer. Isso é mistério de Deus com você.

Você é um espelho
que reflete a imagem do Senhor
não chore se o mundo ainda não notou
Já é o bastante Deus reconhecer o seu valor
Você é precioso, mais raro que o ouro puro de ofir
Se você desistiu, Deus não vai desistir
Ele está aqui pra te levantar
Se o mundo te fizer cair

domingo, 2 de março de 2014

Confiança Absoluta-Salmo 61





















Capítulo  61

 

1 Ao mestre de canto. Segundo Iditum. Salmo de Davi.

2 Só em Deus repousa minha alma, só dele me vem a salvação.

3 Só ele é meu rochedo, minha salvação; minha fortaleza: jamais vacilarei.

4 Até quando, juntos, atacareis o próximo para derribá-lo como a uma parede já inclinada, como a um muro que se fendeu?

5 Sim, de meu excelso lugar pretendem derrubar-me; eles se comprazem na mentira.

 Enquanto me bendizem com os lábios, amaldiçoam-me no coração.

6 Só em Deus repousa a minha alma, é dele que me vem o que eu espero.

 7 Só ele é meu rochedo e minha salvação; minha fortaleza: jamais vacilarei.

 8 Só em Deus encontrarei glória e salvação.

Ele é meu rochedo protetor, meu refúgio está nele.

 9 Ó povo, confia nele de uma vez por todas; expandi, em sua presença, os vossos corações.

Nosso refúgio está em Deus.

10 Os homens não passam de um sopro, e de uma mentira os filhos dos homens. Eles sobem na concha da balança, pois todos juntos são mais leves que o vento.

11 Não confieis na violência, nem espereis vãmente no roubo; crescendo vossas riquezas, não prendais nelas os vossos corações.

12 Numa só palavra de Deus compreendi duas coisas: a Deus pertence o poder, 13 ao Senhor pertence a bondade. Pois vós dais a cada um segundo suas obras.

 

 

 

Fonte: http://www.claret.com.br/biblia/21/SALMOS/61


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Renata Meirelles: O tempo da floresta



“Na Amazônia, tanto as crianças como os adultos se sentem como partes integrantes do ambiente. A natureza não é um cenário. Eles são a natureza.”


A paulistana Renata Meirelles é educadora e já percorreu o Brasil investigando brincares de todas as regiões. Em parceria com o documentarista David Reeks, ela criou o Projeto Bira (Brincadeiras Infantis da Região Amazônica) e passou dez meses brincando com crianças de comunidades indígenas e ribeirinhas no Pará, Amapá, Amazonas, Roraima e Acre, lugares onde o corpo é o brinquedo, e a floresta imprime ritmo próprio à vida das pessoas.
Como é o brincar na Amazônia?
Acho que a primeira característica é que lá as crianças têm o tempo e o espaço para brincar. Outro elemento, que é um tanto óbvio, é o fato de que a natureza está ali disponível em todos os aspectos para as crianças explorarem. A brincadeira começa fazendo coisas do universo adulto como caçar, pescar, fazer farinha. Eles brincam "de verdade" e podem passar até oito horas por dia em uma pescaria, se divertindo. Isso acontece também porque eles têm uma relação com o tempo muito diferente do das crianças das cidades. O tempo da floresta é o tempo da experiência. Por isso as crianças permanecem muito mais tempo em uma atividade.
Qual é a importância que se dá ao brinquedo?

Construir brinquedos na floresta é uma parte muito importante do brincar. Mas a ideia é fazer o brinquedo para deixá-lo vivo, não para guardá-lo. Em uma comunidade indígena dos wapixanas, em Roraima, construímos um pião feito da semente do tucumã com as crianças. Passamos uma tarde inteira brincando, porque é um pião difícil de fazer.
No dia seguinte eu passei pelo local onde estávamos e percebi que um dos piões ficou no chão, estava sujo. Fui atrás do dono para devolver o brinquedo, e ele me disse: "Renata, a brincadeira acabou". Lá a brincadeira começa sempre pelo início: fazer o brinquedo para depois brincar com ele.
Como é a transmissão do repertório de brincadeiras?
Isso ocorre silenciosamente, fazendo junto sem precisar dar explicações ou regras, mas tentando e aprendendo dentro da própria brincadeira.
Que jogos você encontrou na Amazônia?
Existe o jogo da onça, que é muito popular entre as comunidades. Outro jogo muito presente entre eles é o dominó, que todos jogam o tempo inteiro. No caso do jogo da onça, o que eles costumam fazer é riscar o tabuleiro no chão de madeira das casas. Eles usam faquinhas para riscar, e o tabuleiro fica lá sempre. Se você tem vontade de jogar, é só sentar no chão, pegar umas sementes e começar.
Como é a relação das crianças na Amazônia com a água?
O melhor brinquedo da Amazônia é o rio. O poder da água é maior até que o da floresta, até porque, como chove muito, em vários momentos a floresta fica embaixo d'água. As crianças se jogam no rio o tempo inteiro e fazem um monte de brincadeiras: pega-pega, pular de árvore, barco, imitar peixe, pescar. Mantêm uma relação de respeito pela água, conhecem seus limites e não tentam desafiá-la, mas dialogam com ela. Uma vez, perguntei a uma menina quem a tinha ensinado a nadar tão rápido e bem. Ela me respondeu: "Ué, foram as águas aqui do igarapé!", como quem diz "é óbvio que eu converso com a águas, é assim que me relaciono com elas".
As crianças da cidade conseguem se relacionar com a natureza de modo semelhante?
É complicado, porque o contato profundo com a natureza não é só ir ao parque Ibirapuera ou plantar vasos na escola. Ele exige tempo para a exploração, para acompanhar os ciclos da natureza. Isso não é impossível nas cidades, mas naturalmente é mais difícil. Acho que as crianças, até os seis anos, deveriam passar o maior tempo possível na areia e na água. Eles se acalmam, estimulam a contemplação e a paciência. Você nunca vê uma criança eufórica na areia. Ela senta lá e devaneia, mergulhando em algo mais profundo. Fica muito mais concentrada no que está fazendo. O contato com a natureza é isso.
Qual é a importância do corpo nas brincadeiras da Amazônia?
Para eles, o corpo é o brinquedo. E eles o utilizam o dia inteiro e em tudo o que fazem. Lá, o corpo é muito livre, as crianças têm capacidades físicas muito amplas. Elas são fortes, robustas, flexíveis. O curioso é que elas têm menos medo de arriscar o corpo, mas medo do escuro, do boto, da cobra grande. Os limites delas são os seres mitológicos, o imaginário. Fisicamente, elas podem tudo.
O que há de semelhante entre as crianças das cidades no resto do Brasil e as da Amazônia?
Criança é criança em qualquer lugar do mundo. Por isso as buscas são as mesmas, só acontecem de um jeito um pouco diferente. Até no próprio repertório de brincadeiras isso fica claro. Encontrei brincadeiras de palmas, amarelinha e elástico exatamente como as que eu aprendi quando criança.
Quais são as buscas?
Por trás das brincadeiras que permanecem no tempo, existe o fato de que as crianças precisam brincar disso para se relacionar com algum aspecto humano. Essa é a busca: se relacionar com algo que é único do homem, ligar-se a algo comum a todos nós. É como se a camada mais profunda do ser humano, o rio que passa no fundo do homem, fosse o mesmo para todos. Cada um vai trazer isso à superfície -que seria a cultura- do seu jeito, com sua cantiga, seu gesto. Mas a fonte da qual bebemos é única.









Mais informações no site do Território do Brincar .

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Instabilidade da felicidade material-Salmo 48






Capítulo 48

1 Ao mestre de canto. Salmo dos filhos de Coré. 
2 Escutai, povos todos; atendei, todos vós que habitais a terra, 3 humildes e poderosos, tanto ricos como pobres. 
4 Dirão os meus lábios palavras de sabedoria, e o meu coração meditará pensamentos profundos.
 5 Ouvirei, atento, as sentenças inspiradas por Deus; depois, ao som da lira, explicarei meu 
oráculo. 
6 Por que ter medo nos dias de infortúnio, quando me cerca a malícia dos meus inimigos? 
7 Eles confiam em seus bens, e se vangloriam das grandes riquezas. 
8 Mas nenhum homem a si mesmo pode salvar-se, nem pagar a Deus o seu resgate.
 9 Caríssimo é o preço da sua alma, jamais conseguirá 10 prolongar indefinidamente a vida e escapar da morte, 11 porque ele verá morrer o sábio, assim como o néscio e o insensato, deixando a outrem os seus bens.
 12 O túmulo será sua eterna morada, sua perpétua habitação, ainda que tenha dado a regiões inteiras o seu nome,13 pois não permanecerá o homem que vive na opulência: ele é semelhante ao gado que se abate. 
14 Este é o destino dos que estultamente em si confiam, tal é o fim dos que só vivem em delícias. 
15 Como um rebanho serão postos no lugar dos mortos; a morte é seu pastor e os justos dominarão sobre eles.
Depressa desaparecerão suas figuras, a região dos mortos será sua morada. 
16 Deus, porém, livrará minha alma da habitação dos mortos, tomando-me consigo.
17 Não temas quando alguém se torna rico, quando aumenta o luxo de sua casa.
18 Em morrendo, nada levará consigo, nem sua fortuna descerá com ele aos infernos. 
19 Ainda que em vida a si se felicitasse: Hão de te aplaudir pelos bens que granjeaste. 
20 Ele irá para a companhia de seus pais, que nunca mais verão a luz.
21 O homem que vive na opulência e não reflete é semelhante ao gado que se abate.



Fonte:  http://www.claret.com.br/biblia/

''…de bêbado tem dono, sim'', diz monografia de estudante de Direito sobre estupro de mulheres embriagadas


Essa notícia não é recente, mas vale a pena compartilhar sempre que puder, além de chocante (rsrrs) o título da monografia dessa moça, o conteúdo chama mais ainda a atenção, tema que merece todo olhar voltado para casos que a universitária mencionou.
Fiquem com a matéria abaixo.




A universitária Thays Gonçalves, de 19 anos, apresentou uma monografia no IV Congresso Jurídico-Científico da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, em São Paulo, com um título um tanto quanto inusitado: “Cu de bêbado tem dono sim”. A intenção era causar um choque inicial para chamar atenção sobre o tema, descrito no subtítulo “estupro de vulnerável em caso de embriaguez feminina”. Aluna do 6º período, Thays alcançou seu objetivo ao apresentar o trabalho nesta quinta-feira (31) durante a XIII Semana Jurídica da instituição.

- A primeira reação foi de susto, mas depois, quando falei do tema e do crime, as pessoas entenderam por quê. A apresentação foi bem tranquila, fui muito bem recebida pela sala. O título fez exatamente o que eu queria: chamar atenção para o tema. No final, todos aplaudiram e vieram me parabenizar pessoalmente – comemora Thays.
No trabalho, a universitária se baseou no artigo 217-A do Código Penal: ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos. O parágrafo primeiro descreve que “incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência”. Para ilustrar o tema, Thays se baseou em estudos de casos:

- Teve um caso de Pinheiro Preto (SC), em que uma moça foi chamada por conhecidos para beber e fumar num ginásio esportivo. Após se recusar a beijar um dos caras, a menina continuou bebendo, até ficar embriagada. Ela foi estuprada pelo rapaz, se lembra de tudo, mas não conseguia se mexer ou pedir para parar. É agonizante. Pretendo prolongar o tema para minha monografia do final do curso, na qual quero entrevistar moças que sofreram esse tipo de estupro e se procuraram ajuda ou não. Muitas mulheres sentem vergonha de pedir auxílio quando sofrem.

A estudante conta que não sofreu resistência dos professores quanto ao polêmico título para um trabalho acadêmico, apesar de reconhecer que “no curso de Direito são poucos os que entendem a necessidade de desmitificar do juridiquês e deixar mais acessível a linguagem”. Ainda assim, ela diz que sua orientadora de iniciação científica, Gisele Salgado, e o professor de Direito Penal, disciplina na qual apresentou o trabalho, aprovaram o tema e o título.
- A Gisele amou o título! Até quer uma camiseta com ele – conta Thays.



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Mensagem do dia


Cientistas descobrem que veneno de abelha pode ser usado para destruir vírus da aids







É um passo importante rumo à criação de uma solução que possa evitar a transmissão do HIV, o vírus responsável pela aids. Quem o diz é Joshua Hood, um dos pesquisadores da Washington University School of Medicine em St. Louis, Estados Unidos, envolvidos na descoberta de que nanopartículas carregadas com uma toxina encontrada no veneno de abelhas poderiam capazes de destruir o vírus, sem prejudicar as células saudáveis.A melitina, como é chamada a toxina em causa, é capaz de destruir a camada protetora que envolve o vírus do HIV. Seria capaz de destruir também células normais mas, para evitar essa situação, os pesquisadores utilizaram nanopartículas (onde foi inserida a toxina) com uma espécie de escudo protetor, que as afasta das células normais, que são bem maiores. A substância seria aplicada através de um gel vaginal que impediria a contaminação durante o sexo.“A melitina forma pequenos complexos de poros e rompe o envelope do vírus [HIV], arrancando esse envelope”, explica Hood. Esse é o grande diferencial desta forma de combate ao vírus – todas as outras existentes no mercado atuam inibindo o vírus de se replicar, mas não impedem a infeção inicial. Assim, o vírus acaba encontrando formas de se escapar e de se reproduzir. Com esta forma de ataque, “teoricamente, não há como o vírus se adaptar. O vírus precisa ter essa capa protetora, essa camada dupla que o reveste”.
Pode estar aqui uma luz ao fundo do túnel no combate a outros tipos de vírus, mas por enquanto o enfoque é mesmo no da aids. “Nossa esperança é que, em lugares onde o HIV está sendo transmitido rapidamente, as pessoas possam usar este gel como uma medida preventiva para impedir a infecção inicial”, continua o pesquisador norte-americano. Há esperanças também que no futuro, as nanopartículas possam ser usadas também no tratamento de pessoas que já estejam com o vírus, e que não estejam respondendo bem ao tratamento tradicional.Mais de 34 milhões de pessoas estão contaminadas por todo o mundo e dessas, mais de três milhões são crianças com menos de 15 anos. Contudo, o conceito de aids não é uniforme e tem gerado largos debates entre a comunidade científica. Uma pessoa pode ser diagnosticada com aids num país e em outro não.A pesquisa não se refere à criação de um novo método contraceptivo, mas, de acordo com os pesquisadores, o gel poderia ser adaptado para ter os espermatozóides como alvo. Os cientistas também estão pensando em casais em que somente um parceiro tem HIV, e que querem ter um bebê.



Fonte:http://www.hypeness.com.br/2014/02/cientistas-descobrem-que-veneno-de-abelha-pode-ser-usado-para-destruir-virus-da-aids/


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Coordenador do Instituto Sou da Paz debate segurança pública do Maranhão





Bruno Langeani afirma que o governo busca soluções a curto prazo para reduzir o número de presos transitórios, que atualmente está 55% acima da capacidade prisional do estado.


Assista ao vídeo,muito boa essa entrevista .








Fonte:http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/bloco/coordenador-do-instituto-sou-da-paz-debate-seguranca-publica-do-maranhao

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Vida conjugal e dinheiro








Um relacionamento sério, oficializado ou não, provoca mudanças. E isso é natural. São duas pessoas com formações e desejos diferentes e, claro, com sentimentos em comum. Administrar a renda familiar, pensar em conjunto sobre os bens que serão adquiridos, alugar ou comprar uma casa, entre outras decisões, são desafios que qualquer casal terá de enfrentar.

Falar de dinheiro é importante

Muitos casais alegam que não gostam de conversar sobre dinheiro, pois é estressante, cada um pensa de um jeito e as prioridades são diferentes. Para Conrado Navarro, autor do livro Vamos Falar de Dinheiro e especialista em educação financeira, é fundamental quebrar o tabu.

"Os casais ficam adiando a conversa sobre dinheiro e acabam dando atenção ao assunto somente quando a questão financeira já virou um problema. As pessoas precisam quebrar essa caixa-preta. O diálogo é crucial para o sucesso financeiro do relacionamento", afirma Navarro.

O especialista sugere que o casal sente e coloque na ponta do lápis os objetivos comuns. "Se os dois estiverem motivados, pensando em uma viagem ou em uma poupança para a compra da casa própria, será muito fácil, pois haverá aproximação e o medo de falar em dinheiro, aos poucos, será deixado para trás", aconselha.

Já Haroldo Monteiro, coordenador do MBA em Finanças Corporativa da Universidade Veiga de Almeida, comenta que sempre tem um mais preocupado e disposto a fazer um planejamento, mas, muitas vezes, deixa de colocar no papel os gastos e despesas por ver que o outro não está interessado em fazer esse levantamento e deixa de lado a iniciativa.

"É fundamental fazer o planejamento financeiro, mesmo que o parceiro inicialmente acredite não ser importante. Se alguém tomar a iniciativa, o casal saberá o seu limite e poderá tomar atitudes mais racionais em conjunto, evitando problemas", afirma Monteiro.

Contas bancárias

Uma das dúvidas mais recorrentes entre os casais é: vale a pena ter contas separadas ou uma conta conjunta? As decisões são pessoais, mas algumas dicas valem a pena. Haroldo Monteiro alerta que a conta conjunta facilita a movimentação de dinheiro, por exemplo, em situações de emergência. Se a conta conjunta pode facilitar por um lado, Navarro chama atenção para a possibilidade de conflitos. "Sou a favor, pois ajuda a quebrar tabu.

O casal terá de administrar saldos, respeitar o desejo do outro sem ultrapassar limites. Creio que obriga o casal a sair da zona de conforto. Pode ser complicado, mas é importante. Se um casal quer construir um patrimônio e uma família é preciso que esteja unido e saiba equilibrar desejos", afirma.

Moradia

A escolha da moradia é um item importantíssimo, pois está diretamente ligada ao padrão de vida. É preciso ter clareza dos custos quando se opta por viver em um determinado lugar. "Os casais têm a tendência a quererem a casa própria e assumem prestações de longo prazo. Algumas vezes, chegam a comprometer até 50% da renda familiar, o que é uma percentagem alta e que eu não recomendo", afirma Navarro.

Mais uma vez, o caminho apontado pelos especialistas é conversar e planejar juntos. Equilibrar interesses não é fácil, mas necessário. Cada um percebe o dinheiro de uma forma e a saída para uma vida saudável a dois, do ponto de vista das finanças, é o diálogo e a busca por um consenso.

Os casais que não se sentem prontos para encarar os desafios podem procurar consultores. Segundo Navarro, em seis meses, a maioria das famílias consegue aprender a planejar, analisar situações e enxergar de forma racional a realidade financeira. A partir daí, é construir uma vida a dois sem tormentos de finanças.




Fonte:http://www.previ.com.br/menu-auxiliar/noticias-e-publicacoes/noticias/detalhes-da-noticia/vida-conjugal-e-dinheiro.htm