segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Renata Meirelles: O tempo da floresta



“Na Amazônia, tanto as crianças como os adultos se sentem como partes integrantes do ambiente. A natureza não é um cenário. Eles são a natureza.”


A paulistana Renata Meirelles é educadora e já percorreu o Brasil investigando brincares de todas as regiões. Em parceria com o documentarista David Reeks, ela criou o Projeto Bira (Brincadeiras Infantis da Região Amazônica) e passou dez meses brincando com crianças de comunidades indígenas e ribeirinhas no Pará, Amapá, Amazonas, Roraima e Acre, lugares onde o corpo é o brinquedo, e a floresta imprime ritmo próprio à vida das pessoas.
Como é o brincar na Amazônia?
Acho que a primeira característica é que lá as crianças têm o tempo e o espaço para brincar. Outro elemento, que é um tanto óbvio, é o fato de que a natureza está ali disponível em todos os aspectos para as crianças explorarem. A brincadeira começa fazendo coisas do universo adulto como caçar, pescar, fazer farinha. Eles brincam "de verdade" e podem passar até oito horas por dia em uma pescaria, se divertindo. Isso acontece também porque eles têm uma relação com o tempo muito diferente do das crianças das cidades. O tempo da floresta é o tempo da experiência. Por isso as crianças permanecem muito mais tempo em uma atividade.
Qual é a importância que se dá ao brinquedo?

Construir brinquedos na floresta é uma parte muito importante do brincar. Mas a ideia é fazer o brinquedo para deixá-lo vivo, não para guardá-lo. Em uma comunidade indígena dos wapixanas, em Roraima, construímos um pião feito da semente do tucumã com as crianças. Passamos uma tarde inteira brincando, porque é um pião difícil de fazer.
No dia seguinte eu passei pelo local onde estávamos e percebi que um dos piões ficou no chão, estava sujo. Fui atrás do dono para devolver o brinquedo, e ele me disse: "Renata, a brincadeira acabou". Lá a brincadeira começa sempre pelo início: fazer o brinquedo para depois brincar com ele.
Como é a transmissão do repertório de brincadeiras?
Isso ocorre silenciosamente, fazendo junto sem precisar dar explicações ou regras, mas tentando e aprendendo dentro da própria brincadeira.
Que jogos você encontrou na Amazônia?
Existe o jogo da onça, que é muito popular entre as comunidades. Outro jogo muito presente entre eles é o dominó, que todos jogam o tempo inteiro. No caso do jogo da onça, o que eles costumam fazer é riscar o tabuleiro no chão de madeira das casas. Eles usam faquinhas para riscar, e o tabuleiro fica lá sempre. Se você tem vontade de jogar, é só sentar no chão, pegar umas sementes e começar.
Como é a relação das crianças na Amazônia com a água?
O melhor brinquedo da Amazônia é o rio. O poder da água é maior até que o da floresta, até porque, como chove muito, em vários momentos a floresta fica embaixo d'água. As crianças se jogam no rio o tempo inteiro e fazem um monte de brincadeiras: pega-pega, pular de árvore, barco, imitar peixe, pescar. Mantêm uma relação de respeito pela água, conhecem seus limites e não tentam desafiá-la, mas dialogam com ela. Uma vez, perguntei a uma menina quem a tinha ensinado a nadar tão rápido e bem. Ela me respondeu: "Ué, foram as águas aqui do igarapé!", como quem diz "é óbvio que eu converso com a águas, é assim que me relaciono com elas".
As crianças da cidade conseguem se relacionar com a natureza de modo semelhante?
É complicado, porque o contato profundo com a natureza não é só ir ao parque Ibirapuera ou plantar vasos na escola. Ele exige tempo para a exploração, para acompanhar os ciclos da natureza. Isso não é impossível nas cidades, mas naturalmente é mais difícil. Acho que as crianças, até os seis anos, deveriam passar o maior tempo possível na areia e na água. Eles se acalmam, estimulam a contemplação e a paciência. Você nunca vê uma criança eufórica na areia. Ela senta lá e devaneia, mergulhando em algo mais profundo. Fica muito mais concentrada no que está fazendo. O contato com a natureza é isso.
Qual é a importância do corpo nas brincadeiras da Amazônia?
Para eles, o corpo é o brinquedo. E eles o utilizam o dia inteiro e em tudo o que fazem. Lá, o corpo é muito livre, as crianças têm capacidades físicas muito amplas. Elas são fortes, robustas, flexíveis. O curioso é que elas têm menos medo de arriscar o corpo, mas medo do escuro, do boto, da cobra grande. Os limites delas são os seres mitológicos, o imaginário. Fisicamente, elas podem tudo.
O que há de semelhante entre as crianças das cidades no resto do Brasil e as da Amazônia?
Criança é criança em qualquer lugar do mundo. Por isso as buscas são as mesmas, só acontecem de um jeito um pouco diferente. Até no próprio repertório de brincadeiras isso fica claro. Encontrei brincadeiras de palmas, amarelinha e elástico exatamente como as que eu aprendi quando criança.
Quais são as buscas?
Por trás das brincadeiras que permanecem no tempo, existe o fato de que as crianças precisam brincar disso para se relacionar com algum aspecto humano. Essa é a busca: se relacionar com algo que é único do homem, ligar-se a algo comum a todos nós. É como se a camada mais profunda do ser humano, o rio que passa no fundo do homem, fosse o mesmo para todos. Cada um vai trazer isso à superfície -que seria a cultura- do seu jeito, com sua cantiga, seu gesto. Mas a fonte da qual bebemos é única.









Mais informações no site do Território do Brincar .

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Instabilidade da felicidade material-Salmo 48






Capítulo 48

1 Ao mestre de canto. Salmo dos filhos de Coré. 
2 Escutai, povos todos; atendei, todos vós que habitais a terra, 3 humildes e poderosos, tanto ricos como pobres. 
4 Dirão os meus lábios palavras de sabedoria, e o meu coração meditará pensamentos profundos.
 5 Ouvirei, atento, as sentenças inspiradas por Deus; depois, ao som da lira, explicarei meu 
oráculo. 
6 Por que ter medo nos dias de infortúnio, quando me cerca a malícia dos meus inimigos? 
7 Eles confiam em seus bens, e se vangloriam das grandes riquezas. 
8 Mas nenhum homem a si mesmo pode salvar-se, nem pagar a Deus o seu resgate.
 9 Caríssimo é o preço da sua alma, jamais conseguirá 10 prolongar indefinidamente a vida e escapar da morte, 11 porque ele verá morrer o sábio, assim como o néscio e o insensato, deixando a outrem os seus bens.
 12 O túmulo será sua eterna morada, sua perpétua habitação, ainda que tenha dado a regiões inteiras o seu nome,13 pois não permanecerá o homem que vive na opulência: ele é semelhante ao gado que se abate. 
14 Este é o destino dos que estultamente em si confiam, tal é o fim dos que só vivem em delícias. 
15 Como um rebanho serão postos no lugar dos mortos; a morte é seu pastor e os justos dominarão sobre eles.
Depressa desaparecerão suas figuras, a região dos mortos será sua morada. 
16 Deus, porém, livrará minha alma da habitação dos mortos, tomando-me consigo.
17 Não temas quando alguém se torna rico, quando aumenta o luxo de sua casa.
18 Em morrendo, nada levará consigo, nem sua fortuna descerá com ele aos infernos. 
19 Ainda que em vida a si se felicitasse: Hão de te aplaudir pelos bens que granjeaste. 
20 Ele irá para a companhia de seus pais, que nunca mais verão a luz.
21 O homem que vive na opulência e não reflete é semelhante ao gado que se abate.



Fonte:  http://www.claret.com.br/biblia/

''…de bêbado tem dono, sim'', diz monografia de estudante de Direito sobre estupro de mulheres embriagadas


Essa notícia não é recente, mas vale a pena compartilhar sempre que puder, além de chocante (rsrrs) o título da monografia dessa moça, o conteúdo chama mais ainda a atenção, tema que merece todo olhar voltado para casos que a universitária mencionou.
Fiquem com a matéria abaixo.




A universitária Thays Gonçalves, de 19 anos, apresentou uma monografia no IV Congresso Jurídico-Científico da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, em São Paulo, com um título um tanto quanto inusitado: “Cu de bêbado tem dono sim”. A intenção era causar um choque inicial para chamar atenção sobre o tema, descrito no subtítulo “estupro de vulnerável em caso de embriaguez feminina”. Aluna do 6º período, Thays alcançou seu objetivo ao apresentar o trabalho nesta quinta-feira (31) durante a XIII Semana Jurídica da instituição.

- A primeira reação foi de susto, mas depois, quando falei do tema e do crime, as pessoas entenderam por quê. A apresentação foi bem tranquila, fui muito bem recebida pela sala. O título fez exatamente o que eu queria: chamar atenção para o tema. No final, todos aplaudiram e vieram me parabenizar pessoalmente – comemora Thays.
No trabalho, a universitária se baseou no artigo 217-A do Código Penal: ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos. O parágrafo primeiro descreve que “incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência”. Para ilustrar o tema, Thays se baseou em estudos de casos:

- Teve um caso de Pinheiro Preto (SC), em que uma moça foi chamada por conhecidos para beber e fumar num ginásio esportivo. Após se recusar a beijar um dos caras, a menina continuou bebendo, até ficar embriagada. Ela foi estuprada pelo rapaz, se lembra de tudo, mas não conseguia se mexer ou pedir para parar. É agonizante. Pretendo prolongar o tema para minha monografia do final do curso, na qual quero entrevistar moças que sofreram esse tipo de estupro e se procuraram ajuda ou não. Muitas mulheres sentem vergonha de pedir auxílio quando sofrem.

A estudante conta que não sofreu resistência dos professores quanto ao polêmico título para um trabalho acadêmico, apesar de reconhecer que “no curso de Direito são poucos os que entendem a necessidade de desmitificar do juridiquês e deixar mais acessível a linguagem”. Ainda assim, ela diz que sua orientadora de iniciação científica, Gisele Salgado, e o professor de Direito Penal, disciplina na qual apresentou o trabalho, aprovaram o tema e o título.
- A Gisele amou o título! Até quer uma camiseta com ele – conta Thays.



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Mensagem do dia


Cientistas descobrem que veneno de abelha pode ser usado para destruir vírus da aids







É um passo importante rumo à criação de uma solução que possa evitar a transmissão do HIV, o vírus responsável pela aids. Quem o diz é Joshua Hood, um dos pesquisadores da Washington University School of Medicine em St. Louis, Estados Unidos, envolvidos na descoberta de que nanopartículas carregadas com uma toxina encontrada no veneno de abelhas poderiam capazes de destruir o vírus, sem prejudicar as células saudáveis.A melitina, como é chamada a toxina em causa, é capaz de destruir a camada protetora que envolve o vírus do HIV. Seria capaz de destruir também células normais mas, para evitar essa situação, os pesquisadores utilizaram nanopartículas (onde foi inserida a toxina) com uma espécie de escudo protetor, que as afasta das células normais, que são bem maiores. A substância seria aplicada através de um gel vaginal que impediria a contaminação durante o sexo.“A melitina forma pequenos complexos de poros e rompe o envelope do vírus [HIV], arrancando esse envelope”, explica Hood. Esse é o grande diferencial desta forma de combate ao vírus – todas as outras existentes no mercado atuam inibindo o vírus de se replicar, mas não impedem a infeção inicial. Assim, o vírus acaba encontrando formas de se escapar e de se reproduzir. Com esta forma de ataque, “teoricamente, não há como o vírus se adaptar. O vírus precisa ter essa capa protetora, essa camada dupla que o reveste”.
Pode estar aqui uma luz ao fundo do túnel no combate a outros tipos de vírus, mas por enquanto o enfoque é mesmo no da aids. “Nossa esperança é que, em lugares onde o HIV está sendo transmitido rapidamente, as pessoas possam usar este gel como uma medida preventiva para impedir a infecção inicial”, continua o pesquisador norte-americano. Há esperanças também que no futuro, as nanopartículas possam ser usadas também no tratamento de pessoas que já estejam com o vírus, e que não estejam respondendo bem ao tratamento tradicional.Mais de 34 milhões de pessoas estão contaminadas por todo o mundo e dessas, mais de três milhões são crianças com menos de 15 anos. Contudo, o conceito de aids não é uniforme e tem gerado largos debates entre a comunidade científica. Uma pessoa pode ser diagnosticada com aids num país e em outro não.A pesquisa não se refere à criação de um novo método contraceptivo, mas, de acordo com os pesquisadores, o gel poderia ser adaptado para ter os espermatozóides como alvo. Os cientistas também estão pensando em casais em que somente um parceiro tem HIV, e que querem ter um bebê.



Fonte:http://www.hypeness.com.br/2014/02/cientistas-descobrem-que-veneno-de-abelha-pode-ser-usado-para-destruir-virus-da-aids/


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Coordenador do Instituto Sou da Paz debate segurança pública do Maranhão





Bruno Langeani afirma que o governo busca soluções a curto prazo para reduzir o número de presos transitórios, que atualmente está 55% acima da capacidade prisional do estado.


Assista ao vídeo,muito boa essa entrevista .








Fonte:http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/bloco/coordenador-do-instituto-sou-da-paz-debate-seguranca-publica-do-maranhao

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Vida conjugal e dinheiro








Um relacionamento sério, oficializado ou não, provoca mudanças. E isso é natural. São duas pessoas com formações e desejos diferentes e, claro, com sentimentos em comum. Administrar a renda familiar, pensar em conjunto sobre os bens que serão adquiridos, alugar ou comprar uma casa, entre outras decisões, são desafios que qualquer casal terá de enfrentar.

Falar de dinheiro é importante

Muitos casais alegam que não gostam de conversar sobre dinheiro, pois é estressante, cada um pensa de um jeito e as prioridades são diferentes. Para Conrado Navarro, autor do livro Vamos Falar de Dinheiro e especialista em educação financeira, é fundamental quebrar o tabu.

"Os casais ficam adiando a conversa sobre dinheiro e acabam dando atenção ao assunto somente quando a questão financeira já virou um problema. As pessoas precisam quebrar essa caixa-preta. O diálogo é crucial para o sucesso financeiro do relacionamento", afirma Navarro.

O especialista sugere que o casal sente e coloque na ponta do lápis os objetivos comuns. "Se os dois estiverem motivados, pensando em uma viagem ou em uma poupança para a compra da casa própria, será muito fácil, pois haverá aproximação e o medo de falar em dinheiro, aos poucos, será deixado para trás", aconselha.

Já Haroldo Monteiro, coordenador do MBA em Finanças Corporativa da Universidade Veiga de Almeida, comenta que sempre tem um mais preocupado e disposto a fazer um planejamento, mas, muitas vezes, deixa de colocar no papel os gastos e despesas por ver que o outro não está interessado em fazer esse levantamento e deixa de lado a iniciativa.

"É fundamental fazer o planejamento financeiro, mesmo que o parceiro inicialmente acredite não ser importante. Se alguém tomar a iniciativa, o casal saberá o seu limite e poderá tomar atitudes mais racionais em conjunto, evitando problemas", afirma Monteiro.

Contas bancárias

Uma das dúvidas mais recorrentes entre os casais é: vale a pena ter contas separadas ou uma conta conjunta? As decisões são pessoais, mas algumas dicas valem a pena. Haroldo Monteiro alerta que a conta conjunta facilita a movimentação de dinheiro, por exemplo, em situações de emergência. Se a conta conjunta pode facilitar por um lado, Navarro chama atenção para a possibilidade de conflitos. "Sou a favor, pois ajuda a quebrar tabu.

O casal terá de administrar saldos, respeitar o desejo do outro sem ultrapassar limites. Creio que obriga o casal a sair da zona de conforto. Pode ser complicado, mas é importante. Se um casal quer construir um patrimônio e uma família é preciso que esteja unido e saiba equilibrar desejos", afirma.

Moradia

A escolha da moradia é um item importantíssimo, pois está diretamente ligada ao padrão de vida. É preciso ter clareza dos custos quando se opta por viver em um determinado lugar. "Os casais têm a tendência a quererem a casa própria e assumem prestações de longo prazo. Algumas vezes, chegam a comprometer até 50% da renda familiar, o que é uma percentagem alta e que eu não recomendo", afirma Navarro.

Mais uma vez, o caminho apontado pelos especialistas é conversar e planejar juntos. Equilibrar interesses não é fácil, mas necessário. Cada um percebe o dinheiro de uma forma e a saída para uma vida saudável a dois, do ponto de vista das finanças, é o diálogo e a busca por um consenso.

Os casais que não se sentem prontos para encarar os desafios podem procurar consultores. Segundo Navarro, em seis meses, a maioria das famílias consegue aprender a planejar, analisar situações e enxergar de forma racional a realidade financeira. A partir daí, é construir uma vida a dois sem tormentos de finanças.




Fonte:http://www.previ.com.br/menu-auxiliar/noticias-e-publicacoes/noticias/detalhes-da-noticia/vida-conjugal-e-dinheiro.htm

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Boas Novas : Os dois caminhos...






























Salmo 1

1. Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores.

2. Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.

3. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.

4. Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva.

5. Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembléia dos justos.

6. Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição.








domingo, 29 de dezembro de 2013

QUAL É A GRAÇA?


Este é o vídeo ''engraçado'',analisem a situação...






Por Abdon Marinho

Qual é a graça?

Segundo um amigo, fora nossas tragédias do dia a dia, o assunto que mais “bombou”, na internet essa semana foi a inauguração de uma escada rolante na cidade Chapadinha. Confesso que cheguei a ver algo nas páginas de relacionamento ou em algum dos blogues que costumo acessar, porém sem dá muita importância. Pensei: mais um vídeo como tantos que pululam a internet sobre os mais variados assuntos.

O amigo então me disse do que se tratava e o estranhamento que causou na capital, onde muitos passaram a criticar o fato de se inaugurar uma escada rolante e mais ainda o fato de uma grande quantidade de pessoas chegarem a se aglomerar e a causar um certo tumulto para “andar” na dita escada.

Voltei a um blogue e vi que o titular diz parecer piada o acontecido na cidade de Chapadinha. Esse aliás, o comportamento da maioria da população. Acharam engraçado, alguns, nas redes sociais, disseram ser bizarro (palavra que nos últimos tempo tem servido para quase tudo). Pensava sobre isso no retorno para casa. O fato não tem nada de engraçado, pitoresco ou bizarro.

Na verdade, é mais um motivo de vergonha para o nosso estado. Entendo que este acontecido deva servir para reflexão, sobre o nosso modelo de desenvolvimento, um modelo tão "igualitário" que em uma cidade do porte da cidade em referência, as pessoas provoquem todo aquele tumulto para “andarem" de escada rolante. Com mais de 76 mil habitantes o Município de Chapadinha é um dos maiores do Maranhão. A sua sede é uma referência regional, é a maior cidade do alto parnaíba, ainda assim, como de resto em todo o estado, as pessoas não tem acesso as coisas que em outros lugares são corriqueiras ou triviais.

O mais grave não é as pessoas não conhecerem uma escada rolante, formarem filas para usar e a loja até disponibilizar um instrutor para auxiliar as pessoas no uso de tão "moderno" engenho. Isso é o mínimo. A maioria das cidades do estado não possuem construções com mais de dois pisos, na verdade a maioria é de construções térreas. Logo não é estranho que as pessoas não conheçam o engenho que foi inaugurado.

O nosso povo é muito simples, vive em um mundo de muita miséria. Num dos comerciais do governo do estado fica bem explicito esta situação quando um avô narra o encantamento do seu netinho com uma estrada asfaltada. Ele diz que criança voltou para ele contando a maravilha que era a estrada, uma estracinha “brilhosa”. Vez por outra lembro da história da estracinha “brilhosa". Dimensionem isso. A criança encantada com uma estrada. Aí ignoram que as pessoas se espantem com uma escada rolante?

Nossos irmãos, motivos de risos para alguns, são vítimas de uma estado que não lhe garante sequer o conhecimento de coisas básicas, essenciais, capazes de se encantarem com uma estrada, como mostrado no comercial que vende o governo do estado.

Quem conhece o Maranhão sabe que essa é a nossa realidade. A maioria da nossa população vivendo em condições subumanas, sem acesso a coisa nenhuma. Muitos não sabem o que é ter água encanada, muitos não sabem o que é uma rede esgoto, muitos sequer têm banheiro em casa. Muitos que falo, é a maioria da população. Isso em pleno século 21, tempo da alta tecnologia, da robótica, da comunicação em tempo real, da internet, etc. Pois nestes tempos em que para alguns as coisas parecem tão normais, temos pessoas que não sabem o que é ter um banheiro com um vaso sanitário, uma torneira com água corrente, pessoas que não sabem o que é uma estrada asfaltada, muitos amanhecem e anoitecem sem ter o que colocar numa panela para comer. É essa é a realidade.

Antes de nos causar riso, a cena vivenciada em Chapadinha deve nos causar indignação, nos fazer sentir humilhados por vivemos num estado onde, em pleno século 21, esse tipo de coisa ainda acontece.

O vídeo exibido como motivo de escárnio por muitos, assim como a estrada “brilhosa" que o governo do estado exibe de hora em hora, deveria nos fazer refletir, sobre o que vem acontecendo com o nosso estado onde bem poucos tem muito enquanto a maioria da população ainda se encanta com uma escada rolante, com uma estrada, com uma ambulância…Não é engraçado que nossos irmãos vivam na idade da pedra.

As pessoas precisam se darem conta que isso é um dos sinais da nossa desgraça. E, que a desgraça não tem graça nenhuma.




Fonte: https://www.facebook.com/abdon.marinho/posts/663104910407678

sábado, 28 de dezembro de 2013

ESCRAVOS DA POLÍTICA





Por Abdon Marinho


Escravos da política

Nos jornais dos últimos dias tenho visto um tema recorrente: A questão do trabalho escravo. Acho interessante que se apure e se investigue tudo relacionado ao assunto. O que estranho é que somente agora alguns deputados estaduais tenham acordado para um assunto que é tão relevante.

Como se diz no meu interior, desde que me entendo por gente, que escuto as histórias dos "gatos" que arregimentam mão de obra no interior do Maranhão para trabalharem em grandes lavouras, na construção civil, etc, e sobre as condições de trabalho que vivem esses trabalhadores. Não é segredo para ninguém isso. Denúncias sobre condições desumanas de trabalho já foram colocadas nas contas de advogados, juízes, deputados e de diversas empresas.

Pesquisas apontam o Maranhão como um dos estados da federação que mais exportam mão de obra. A falta de perspectivas no estado levam dezenas de jovens, alguns adolescentes ainda é a pais de famílias a irem tentar a sorte noutras paragens.

Este ano mesmo, num acidente numa obra em São Paulo, morreram dez operários, destes, nove eram maranhenses. Eram pessoas que foram em busca de oportunidades que não encontraram no nosso estado. Quis o destino que estes nove maranhenses encontrassem naquela terra longínqua, ao invés do sucesso, a tragédia que lhes levou a vida e se abateu sobre suas famílias.

São milhares de maranhenses compartilhando esta realidade. Ter de deixar suas famílias em busca de um destino melhor. Faz tempo que é assim. Quantos não foram desterrados para os garimpos do Pará, Rondônia, Amapá e até das Guianas? Quantos não tiveram que descer para Tocantins, Goiás. Minas Gerais ou São Paulo? Muitos foram até para o Piauí em busca de melhores condições.

Fico feliz em ver que a Assembleia Legislativa resolveu criar uma comissão para passar essa tragédia anunciada a limpo. Já não era sem tempo. Pois poucos foram, até aqui, a se mostrarem preocupados com a situação dos maranhenses compelidos a deixarem o estado. As tragédias se sucedendo e suas excelências ignorando o êxodo que ocorre sob suas vistas.

Querem discutir a questão do trabalho escravo? Ótimo, que o façam abordando as questões a partir de suas origens e consequências. Investiguem quantos maranhenses tiveram que deixar o estado, onde e como estão? Em que condições estão trabalhando? Que medidas o estado deve adotar para que voltem a trabalhar próximo a suas famílias?

Ainda que por vias tortas, é bom saber, que finalmente a Assembleia Legislativa resolveu enfrentar esse debate, incluindo o assunto na sua ordem do dia. Fico feliz em ver que deputados de quem nunca se ouviu um pronunciamento sobre estas mazelas, sobre a escravidão a que está submetido os nossos trabalhadores, de repente parecem ter incorporado a Princesa Isabel e chamado para si esse grande debate. Não faz muito tempo que um projeto de lei que negava benefícios a empresas com histórico de trabalho escravo penou para ser aprovado e penou mais ainda para ser sancionado pela governadora. Não faz muito tempo, a empresa contratada para organizar o arraial junino, patrocinado pelo próprio governo foi acusada de manter empregados em situação que violava as normas trabalhistas. Neste caso e em tantos outros, que não nos cabe narrar, nunca se ouviu um queixume de protesto. Não lembro de ter ouvido, igualmente, protestos quando da morte dos trabalhadores no Estado de São Paulo. Se alguém disse algo, foi de tal forma discreto que não registramos.

Agora suas excelências dizem que querem investigar esses problemas, como disse, já não era sem tempo. Que se investigue, que se coloque à vista de toda a população a situação dos trabalhadores maranhenses, quais as origens e as razões pelas quais eles têm que se submeter ao trabalho escravo e que apoio recebem do estado para que não se submetam a ela.

Esse é um debate sério demais para servir de pano de fundo para campanha eleitoral ou ser usado por uma politicalha rasteira. Se suas excelências desejam ser levadas a sério que trabalhem de forma transparente, buscando o apoio da sociedade civil organizada e suas entidades, para juntos encontrarem as razões do problema e as melhores soluções para o mesmo.

Fazer diferente é atestar que de fato não querem investigar coisa alguma e que, ao contrário do alardeiam, suas reais preocupações, nada tem a ver com a real situação dos trabalhadores e sim, buscar um discurso contra este ou aquele adversário. O que seria uma pena, pois um debate grande não pode ser diminuído por interesses subterrâneos de homens de caráter diminutos. Estes são tão escravos quanto os trabalhadores que juram quererem libertar. Escravos de uma política que impede o Maranhão de crescer e de se tornar maior que suas mazelas.



Fonte : https://www.facebook.com/abdon.marinho/posts/662799977104838

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Paulo Ghiraldelli falando o que pensa: “filósofo” da extrema-esquerda pede estupro de Rachel Sheherazade



Por Luciano Henrique


Como já falei várias vezes, o fato de entendermos que os esquerdistas adotam uma moral psicopática não implica que todos eles sejam clinicamente psicopatas. Conforme o livro Political Ponerology, de Andrzej Łobaczewski, muitos líderes psicopatas conseguem fazer com que vários de seus seguidores (que muitas vezes não são psicopatas, em termos clínicos) comportem-se de maneira exatamente igual a um psicopata. Ademais, o esquerdismo sempre foi o lar natural dos psicopatas.

Em agosto de 2013 fiz o post “Quando esquerdistas falam o que pensam…”, onde mostrei vários esquerdistas norte-americanos falando aquilo que realmente sentem: vontade de matar e/ou destruir os seus adversários.

Qual o motivo pelo qual fazem isso? Há vários motivos possíveis. Um deles pode ser a pura sede de sangue. Outro, que atende à Lei da Parcimônia, conforme Guilherme Occam, pode ser simplesmente a proteção de benefícios particulares obtidos a partir do esquerdismo.

A dinâmica, neste caso, é simples até demais. O esquerdista beneficiário aprendeu a conquistar a plateia com um discurso focado em “proteção de minorias”, e outros discursos do tipo. Em suma, ele apela ao emocional dos incautos (como os bons psicopatas fazem), mas sempre com um discurso mais falso que propaganda de pasta de dente. Não que proteger uma minoria seja automaticamente uma mentira, mas os discursos de vitimismo que eles fazem sempre são baseados em demandas falsas, geralmente para capitalização política e, naturalmente, vão resultar em solicitações de inchaço estatal. Assim, é esperado que muitos deles reajam violentamente quando denunciamos a falsidade contida neste tipo de discurso, sempre permeado por hipocrisia e vigarice. Não é que eles sejam incoerentes com o seu discurso, mas sim coerentes com o comportamento de psicopatas (ou emuladores de psicopatas, como já disse) que manipulam as emoções da patuleia, mostrando o que realmente são quando são expostos e colocados em situações constrangedoras.

Foi exatamente o que ocorreu com Paulo Ghiraldelli. Qualquer pessoa em sã consciência sabe que todo adepto do feminismo deve morrer de rir daqueles que ainda acreditam que ele e seus amigos lutam contra “uma cultura de estupro”, que seria o pretexto pelo qual eles poderiam apoiar um movimento tão nonsense quanto a Marcha das Vadias. Por isso mesmo não surpreende que ele peça, em público, o estupro de Rachel Sheherazade, jornalista conservadora que tem incomodado muito a extrema-esquerda nos últimos tempos.

Veja abaixo:




Em poucos caracteres, a hipocrisia de Ghiraldelli é revelada de forma retumbante. Ele, que sempre capitalizou defendendo o discurso feminista vitimista dizendo haver uma cultura de estupro somente por que homens valorizam a beleza feminina, agora defende de maneira formal o estupro de alguém que ele não gosta. Novamente, a ironia: aqueles a quem ele e sua turma acusam de “promotores de cultura de estupro” quase sempre são inocentes, enquanto ele é culpado e as imagens do Twitter provam isso. (Para que não digam que eu exagerei leiam os livros de Ghiraldelli “Richard Rorty  - a Filosofia do Novo Mundo Em Busca de Mundos Novos” e até mesmo o recente “Filosofia política para educadores – democracia e direitos de minorias”. Em ambos existe a defesa formal de estipulação de demandas falsas somente a “título de conscientização”. No livro sobre Rorty, ele diz que “inventar direitos inexistentes” é legítimo, se a causa compensar. É praticamente uma apologia da mentira disfarçada de filosofia.)

Rachel Sheherazade, em seu Twiter, questionou:




Parece que Ghiraldelli pediu desculpas, pois, segundo ele, parece que não disse o que disse. Ou talvez ele tenha dito que alguém invadiu a conta dele. Ou talvez um espírito possuiu sua alma para que ele escrevesse aquilo. Mas a imagem abaixo mostra que Rachel tem todas as razões para processar esse sujeito - eu diria até mais: obrigação moral de fazer isso. Deve-se tomar cuidado para não cair na lábia de um especialista em manipular as emoções alheias. O tipo de gente que faz isso eu já falei no início do post, não?

Vejamos, então, o que disse Ghiraldelli:




Espere aí: antes ele disse que não disse o que disse, mas depois disse que “apenas disse” para eliminá-los do Facebook. Contradição clara. Claro que esta última esfarrapada é mais falsa que menstruação de travesti, pois ele não depende de uma mensagem de indução ao crime para expulsar a opinião dissidente de seu Facebook. Na verdade, ele poderia postar qualquer outro chamariz.

Aliás, mais um detalhe inconveniente para Ghiraldelli: o sujeito chama os conservadores de “as fanáticas da direita política”, e aí diz que são “gente fracassada, invejosa, magoada”. Mas se ele usa o gênero feminino para se referir AOS conservadores (que incluem tanto homens quanto mulheres), então rotula os homens conservadores de homossexuais. Ou seja: além de promover a cultura de estupro, que ele imputa a pessoas que nem de longe são culpadas disso (ao passo que a culpa de Ghiraldelli é flagrante), também promove homofobia.

É, Ghiraldelli, parece que a melhor solução para você é ficar calado, pois cada emenda está saindo pior do que o soneto.

Mas que ele não se incomode tanto: não é por causa de seu comportamento que sabemos da extrema hipocrisia da esquerda, junto ao comportamento digno de psicopatas. Cito de novo o post “Quando esquerdistas falam o que pensam…”, quando outros esquerdistas fizeram exatamente o mesmo.

Que Rachel não se deixe manipular pelo jogo emocional de Ghiraldelli, pedindo desculpas, mas depois dizendo que “postou só para obter reação” (a grande desculpa esfarrapada de fim de ano). Qualquer coisa menor do que um processo nas fuças desse sujeito é pouco!



Fonte: http://lucianoayan.com/2013/12/27/paulo-ghiraldelli-falando-o-que-pensa-filosofo-da-extrema-esquerda-pede-estupro-de-rachel-sheherazade/#comment-24402

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Música para crianças pequenas



Esse é meu anjinho,de 2 anos e 4 meses,está ouvindo a canção ''as rosas não falam''(Carlota), na voz da Luciana Mello.

Meu anjo gosta de ouvir músicas antigas,mas também não dispensa as musiquinhas atuais de criança  (rsrsr).Outra antiga que ele gosta é a canção ''ave de arribação''(Javier de Mayabá),na voz da Flávia Bittencourt.Além das músicas clássicas(rsrsr).

Obs: Não é permitido criança menor de 7 anos usar fone de ouvido,meu filho está usando,mas ele ouve bem baixinho,mas costumo mesmo é colocar para ouvir sem fone,pois sei que não é bom para audição dele,ainda mais se o som é alto.Por isso não façam isso com seus filhos (rsrsr).

Fiquem com a matéria abaixo:



Escrito para o BabyCenter Brasil
Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil


Como a música pode ajudar meu filho?

Bebês e crianças pequenas, de 1 a 3 anos, têm muito a ganhar ouvindo música. É divertido e estimula o movimento, o que é importante para os pequenos desenvolverem habilidades físicas e coordenação motora. Crianças aprendem se movimentando. 

A música também ajuda a fortalecer seu vínculo com seu filho, pois ele vai adorar ver você dançar ou cantar. Imagine só a alegria que vocês vão compartilhar dançando ao som de melodias suaves, ou como ele vai se divertir pulando com músicas mais enérgicas. 

Não há provas científicas de que crianças expostas à música desde cedo fiquem mais inteligentes, como se chegou a acreditar. Mas há muitos outros benefícios. 

Que tipo de música é melhor para o meu filho?

Deixe seu filho escutar o que ele gostar. Experimente suas próprias músicas favoritas. Não é porque ele é criança que só pode ouvir música de criança. Teste música erudita, samba, rock, o que quiser. Qualquer opção com uma boa melodia ou uma batida interessante funciona -- mas músicas lentas podem funcionar melhor na hora de dormir. 

De manhã, toque música clássica (experimente algo bem alegre, como um concerto para piano de Chopin ou "As Quatro Estações", de Vivaldi), para ele acordar com o astral leve e para cima. 

Crianças mais velhas podem gostar ainda de músicas com letras que consigam acompanhar. Há muita coisa boa no mercado de música infantil. Músicas de adulto que tenham letras interessantes ou engraçadas também façam sucesso. 

Na hora de escolher a música, pense em algo simples e alegre. Talvez você prefira ficar longe de rock, grunge ou rap, mas tudo depende de cada família. 

As seleções musicais não precisam ser só gravadas. Cante você, de vez em quando. Músicas com trocadilhos, como "O sapo não lava o pé", são divertidas, assim como as com gestos. Se seu repertório está meio enferrujado, pergunte na escola que música as crianças gostam de cantar, ou então em uma loja de CDs. 

Tocar um instrumento musical ajuda a criança?

Sim, se a criança tiver pelo menos 3 anos. É quando os circuitos do cérebro necessários para o aprendizado de música começam a amadurecer. Estudos sugerem que aulas de música beneficiam o cérebro. Uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Irvine mostra que crianças de 3 e 4 anos que estudavam piano se saíram melhor em testes que mediram seu raciocínio espacial e temporal (a capacidade de pensar no espaço e no tempo) do que as que não estudavam o instrumento. 

O autor do estudo, Gordon Shaw, diz que essas crianças podem até aprender a decifrar problemas matemáticos complexos mais cedo do que outros que não tiveram treinamento musical. O piano é um bom instrumento para começar, diz Shaw, porque as crianças não precisam ser boas em um dedilhado especial, como acontece com o violão ou violino. 

Além disso, a progressão linear das teclas do piano ajuda a entender o conceito de escala musical. 

Outro estudo sugere que aulas de música aguçam o cérebro, mas a pesquisa foi feita com crianças mais velhas. Cientistas da Universidade Chinesa em Hong Kong publicaram um estudo na revista "Nature" afirmando que crianças que estudaram música por pelo menos seis anos, antes de completar 12 anos, aprenderam mais palavras do que as outras. 

Martin Gardiner, da Escola de Música de Providence, em Rhode Island (EUA), examinou o efeito das aulas de música e de arte em um grupo de crianças de 5 a 7 anos que eram consideradas "atrasadas". De acordo com a revista "The Economist", após sete meses de aulas, o grupo passou por um teste de leitura, escrita e matemática e mostrou que havia alcançado os outros amiguinhos em leitura e escrita e que os havia ultrapassado em matemática. 

Atenção aos limites

Deixe a música ser uma parte integral da vida de seu filho, mas não tente transformá-lo em um gênio musical. Crianças-prodígio, como Mozart, que escreveu sua primeira sinfonia aos 8 anos de idade, são raras. 

Se você oferecer ao seu filho a chance de viver cercado de música, variando os estilos, ele provavelmente será uma pessoa que gostará de todo tipo de música, o que já é grande coisa. 

Encoraje-o a aprender um instrumento musical, mas não force. Deixe-o curtir. É um processo de enriquecimento. O importante é manter a música presente. Quando você expõe uma criança à cultura, ela adquire um gosto pelas coisas da vida que proporcionam bem-estar e satisfação -- como a música. 

É melhor não deixar seu filho usar fones de ouvido. A audição dele é preciosa. Na adolescência têm sido muito frequentes as lesões auditivas sérias e definitivas pelo uso de fones de ouvido em volume elevado. 

Fones de ouvido só devem ser permitidos a partir dos 7 ou 8 anos de idade, e mesmo assim se a criança obedecer aos pais e não exagerar no volume. Se outra pessoa consegue ouvir qualquer som, que não a que está com os fones, é porque o volume está muito alto. 





Eleições 2014: o que nos espera no próximo ano?




Por Robert Lobato


O ano de 2014 promete.

Tempos de Copa do Mundo e de eleições quase gerais, quando a cidadania será chamada às urnas para escolher presidente da República, senadores, governadores, deputados federais e deputados estaduais, 2014 será, como diria Roberto Carlos, marcado por “muitas emoções”.

No tocante ao Planalto a tendência é a confirmação da reeleição da presidenta Dilma (PT), já que até o momento não há um projeto de nação que se apresente melhor do que este em curso no país desde 2003. Assim: de um lado temos os tucanos meio que perdidos, sem rumo, dando cabeçada. Do outro, o consórcio Rede/PSB sem dizer concretamente a que veio;  ninguém sabe se é oposição, governo, governo envergonhado, se de esquerda, centro ou direita. Na verdade, o projeto Eduardo Campos/Marina Silva ainda é uma ilustríssima incógnita.

Já no Maranhão…

Em relação à sucessão da governadora Roseana Sarney o buraco parece ser mais embaixo.

A eleição de governo tende a ser muito disputada e, salvo maiores surpresas, polarizada entre o candidato do governo, Luis Fernando (PMDB), e candidato oposicionista Flávio Dino (PCdoB).

A candidatura Eliziane Gama (PPS) necessita ainda de certos “temperos políticos” para se viabilizar enquanto projeto que dispute concretamente a eleição, mas ainda assim conta com a simpatia de uma boa parcela do eleitorado que não aceita o Maranhão ser visto apenas em um retratado branco e preto (Sarney x Antissarney).

Tem ainda as candidatura do partidos mais à esquerda do espectro político (PSOL, PSTU, PBC etc), que podem pontuar bem na eleição a ponto de contribuir para que o pleito seja decidido somente no segundo turno.

De qualquer forma, a eleição terá nas pessoas de Luis Fernando e Flávio Dino (se não houver a inversão da chapa, ou seja, Flávio Dino senador e Roberto Rocha governador, mas isso é uma outra história) os protagonistas principais.

A eleição para o Senado Federal, ainda que muito importante, não é a que de fato mobiliza ou chama a atenção do eleitor, que está interessado é sobre quem vai governar os destinos do Maranhão pelos próximos quatro ou mais anos – sem falar que a disputa pelo pleito senatorial ficará mais clara após Roseana decidir se sairá candidata ou permanecerá no governo.

Guardo comigo a convicção de que, seja Luis Fernando, seja Flávio Dino, quem ganhar a eleição para governador terá todas as condições de inaugurar um novo ciclo político, econômico e social no Maranhão.

Flávio Dino

O candidato do PCdoB tem levado a mensagem de “boas-novas” para os maranhenses através dos tais “Diálogos pelo Maranhão”. Ganhando a eleição terá que mostrar serviço desdo o dia 1º de janeiro de 2015. Se começar com o lenga-lenga de que terá que arrumar a casa por causa dos “50 anos da oligarquia” será o sinal de que o seu governo está fadado ao fracasso.

Outro desafio num eventual governo Flávio Dino será o de acomodar interesses dos mais difusos, uma vez que deverá reunir em torno do seu projeto partidos políticos que vão do PCdoB, passando pelo PSB, PDT, PTC, PP até o PROS, do legendário reacionário Zé Vieira. Não é nada fácil imaginar como o comunista administrará um trem desse.

Luis Fernando

Candidato do grupos Sarney vai liderar uma aliança de centro-esquerda que deverá contar ainda com o PT .

Luis Fernando é o candidato que pretende renovar conceitos e práticas de gestão do grupo a qual pertence, tarefa não menos complicada do que a de Dino em querer transformar o Maranhão aliado com gente da extrema-direita e um punhado de sarneysistas arrependidos.

Entretanto, a favor do peemedebista há o fato da sua experiência administrativa associada à consciência de grupo que há em torno de si. Os interesses a serem geridos por Luis Fernando também são muitos, mas todos os atores já estão adaptados às condições do poder, o que ajuda bastante na administração dos conflitos.

O candidato governista tem defendido também a “mudança” numa tentativa da palavra não ser monopolizada pelo seu principal concorrente.

Por fim, ressalta-se que a opinião do Blog do Robert Lobato é dada em cima de fatos que marcam a conjuntura atual. Daqui até as convenções de abril muita coisa pode acontecer e o que hoje se apresenta como “quadro definitivo”, amanhã pode mudar completamente.

Não podemos esquecer que estamos tratando sobre política, onde os adversários que trocam ofensas atualmente, no futuro podem trocar deliciosos e apaixonados beijos.

E na boca…



Fonte :http://robertlobato.com.br/eleicoes-2014-o-que-nos-espera-no-proximo-ano/

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Quais são os equívocos mais comuns sobre o nascimento de Jesus Cristo?

























A típica história que nós repetidamente ouvimos é:

"Na noite de 25 de Dezembro, cerca de 2000 anos atrás, Maria se dirigia a Belém montada em um jumento, à beira de dar à luz o seu bebê. Embora fosse uma emergência, todas as hospedarias lhes negaram abrigo. Então eles tiveram Jesus em um estábulo. Em seguida, os anjos cantam aos pastores, e depois todos se juntam aos três reis magos montados em camelos no louvor ao silencioso recém-nascido."

O problema é que essa história pode estar quase completamente errada. Os eventos que rodearam o nascimento têm sido recontados tantas vezes de tantas formas - em peças, poesias, livros e filmes - que a maioria das pessoas têm uma visão distorcida dos verdadeiros eventos. O único registro preciso é o que se encontra na Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus.


  • Maria montou num jumento para chegar em Belém? Talvez, mas há várias outras possibilidades. A Bíblia não diz como ela chegou a Belém. Diz apenas que ela foi acompanhada por José.



  • Maria chegou a Belém na noite em que ela deu à luz? A Bíblia não sugere isso. Eles podem ter chegado semanas antes. A Palavra de Deus simplesmente diz: "E aconteceu que, estando eles ali [em Belém], se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz" (Lucas 2:6). Chegar na cidade bem antes dessa data faria mais sentido. A jornada de Nazaré a Belém normalmente durava três dias.



  • José ou Maria falaram com algum hoteleiro? Talvez, mas não há razões bíblicas fortes para acreditar que sim. Embora hoteleiros sejam importantes personagens em muitas peças de Natal, nenhum hoteleiro é realmente mencionado no registro bíblico do nascimento de Cristo. Além do mais, é bem possível que Maria e José tenham na verdade se hospedado numa casa com parentes, não em algum tipo de hotel dos tempos bíblicos. 


  • Jesus nasceu em um estábulo?Ou em um celeiro? Ou em uma caverna? A Bíblia não menciona nenhum desses três lugares em conexão com o nascimento de Cristo, menciona apenas uma manjedoura. A Escritura diz apenas que eles deitaram Jesus em uma manjedoura porque não havia nenhum lugar para ele no quarto de hóspedes. A palavra grega usada na Escritura é kataluma, e pode significar quarto de hóspedes, alojamento ou hospedaria. Na única outra vez que aparece no Novo Testamento, essa palavra significava um quarto amplo e mobiliado de um sobrado, dentro de uma casa particular. É traduzido como quarto de hóspedes, não como hotel (Marcos 14:14-15). De acordo com nossos peritos em arqueologia bíblica, Jesus provavelmente nasceu na casa de parentes, mas for a da sala e do quarto de hóspedes.



  • "Longe, numa manjedoura, o bebê acorda, mas o pequeno Senhor Jesus, não grita nem chora." Embora essas palavras sejam a tradução de uma bela canção, não podemos ter certeza de que Jesus não chorava. A Bíblia não registra isso.



  • Os anjos cantaram aos pastores fora de Belém? Talvez, mas a Bíblia não diz especificamente que os anjos cantaram. Ela diz que primeiro um anjo apareceu e falou, "e, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus" (Lucas 2:13).



  • Os anjos estavam presentes na hora do nascimento? Parece lógico presumir que sim, mas, a Escritura não menciona isso, e não há provas de que os anjos estivessem visíveis a Maria e José nesse momento.



  • Três reis magos montados em camelos estavam presentes no nascimento de Jesus? A Bíblia não fala que nenhum rei ou camelo visitou Jesus.


Ela menciona que homens sábios (“magos”) foram, mas não diz quantos. Nenhum dos primeiros Pais da Igreja sugeriu que os magos eram reis. Como a palavra "magos" usada na Bíblia está no plural, havia aparentemente ao menos dois deles, e pode ter havido mais - até mesmo muitos mais deles. A Bíblia menciona apenas que três presentes caros foram dados por eles - ouro, incenso e mirra, mas isso não indica necessariamente o número dos magos. Não há prova de qual era o país de origem desses homens.

E mais, os sábios homens claramente não visitaram Jesus enquanto ele ainda estava deitado na manjedoura, como é comumente apresentado em cartões e peças. Os magos não chegaram até algum tempo depois da apresentação de Cristo no Templo em Jerusalém (Lucas 2:22-39). Nesse momento, a Escritura se refere a Jesus como uma "criança", não como um "bebê". É possível que o pequeno Jesus já estivesse andando e falando então. Com base nos cálculos do Rei Herodes e dos magos (Mateus 2:16),Jesus podia já ter dois anos ou menos.


  • Jesus nasceu em 25 de Dezembro, ou ao menos em Dezembro? Embora não seja impossível, parece improvável. A Bíblia não especifica um dia ou mês. Um problema com Dezembro é que seria fora do comum que pastores estivessem “pastoreando nos campos” nesse frio período do ano, quando os campos ficavam improdutivos. A prática normal era manter os rebanhos nos campos da Primavera ao Outono. Além disso, o inverno seria um tempo especialmente difícil para Maria viajar grávida pelo longo caminho de Nazaré a Belém (70 milhas).


"Um período mais provável seria em fins de Setembro, no tempo da Festa dos Tabernáculos, quando uma viagem como essa era comumente admitida. Além do mais, crê-se (embora não seja certo) que o nascimento de Jesus foi próximo ao final de Setembro. A concepção de Cristo, contudo, pode ter ocorrido no final de Dezembro do ano anterior. Nossa celebração de Natal pode ser vista como uma honrada observação encarnação do 'Verbo que se fez carne' (João 1:14).

…É provável que esse maravilhoso anjo liderando as hostes celestiais em louvor, fosse Miguel, o arcanjo; essa ocasião foi posteriormente comemorada pela igreja primitiva como Miguelmas ('Miguel enviado'), em 29 de Setembro, a mesma data da Festa dos Tabernáculos. Seria no mínimo apropriado para Cristo ter nascido nessa data, porque foi em Seu nascimento que que 'o Verbo se fez carne e habitou (literalmente tabernaculou) entre nós' (João 1:14).

Isto significaria, então, que Sua concepção, não Seu nascimento, ocorreu no final de Dezembro. Além disso, pode perfeitamente ser que quando celebramos o nascimento de Cristo no chamado 'Natal', nós estejamos na verdade celebrando Sua concepção miraculosa, o tempo em que o Pai enviou o Filho ao mundo, no ventre da virgem. Esse, o mais obscuro período do ano, o período da festa pagã 'Saturnália', e o período em que o sol (a 'luz do mundo' física) está mais distante da Terra Santa - seria certamente um período apropriado para Deus enviar a 'luz do mundo' espiritual ao mundo, como o 'Salvador, que é Cristo o Senhor' (Lucas 2:11)" [Dr. Henry M. Morris, The Defender's Study Bible (notas de Lucas 2:8,13)].

(O Natal é uma celebração especial da ceia do Senhor - chamada de missa pela Igreja Católica Romana e de ceia pela maior parte das Igrejas Protestantes.)


  • Por que muitos cristãos celebram o Natal em 25 de Dezembro, se não foi nessa data que Cristo nasceu?


Essa data foi escolhida pela Igreja Católica Romana. Devido ao domínio de Roma sobre o mundo "Cristão" por séculos, a data se tornou tradição por toda a cristandade…

O significado original de 25 de Dezembro é que esse dia era um popular dia festivo de celebração do retorno do sol. Em 21 de Dezembro ocorre o solstício de inverno (o mais curto dia do ano e assim um dia chave no calendário), e 25 de Dezembro era o primeiro dia no qual os antigos podiam notar claramente que os dias estavam se tornando maiores e que a luz do sol estava retornando.

Assim, por que 25 de Dezembro foi escolhido para lembrar o nascimento de Jesus Cristo com uma missa (ou ceia)? Como ninguém sabe o dia de Seu nascimento, a Igreja Católica se sentiu livre para escolher essa data. A Igreja queria substituir o festival pagão com um dia santo Cristão. O método se valia do fato de que é mais fácil tirar um festival mundano, mas tradicional, da população quando podemos substituí-lo com um bom festival. De outra forma, a Igreja teria deixado um vácuo onde antes havia uma tradição de longas datas, e se arriscado a produzir descontentamento na população e um rápido retorno à prática pagã.


Os vários equívocos acerca do nascimento de Cristo ilustram a necessidade de sempre testarmos tudo o que ouvimos contrário à Palavra de Deus, não importa qual seja a fonte da informação. A Bíblia é a autoridade decisiva.




Fonte: http://www.christiananswers.net/portuguese/christmas/mythsaboutchristmas-pt.html