Você sabe o que é o ciclo da
violência contra a mulher? Ele pode ajudar a entender por que situações de
agressão se repetem e por que nem sempre é fácil rompê-las. A violência pode
começar com controle, ciúmes excessivos, humilhações, ameaças e tentativas de
afastar a mulher de familiares e amigas.
O ciclo costuma ser explicado em
três fases. Na fase de tensão, aumentam as discussões, as críticas e o
controle. A mulher pode sentir que precisa medir cada palavra ou atitude para
evitar uma nova briga.
Depois pode ocorrer a fase da explosão, quando a tensão se transforma em violência física, psicológica,
sexual, moral, patrimonial ou digital. A forma e a gravidade da agressão podem
variar.
Em seguida, pode vir a fase da lua de mel. O agressor pode pedir perdão, demonstrar carinho e prometer que
vai mudar. A esperança de que a violência não se repita pode surgir, mas a
tensão pode voltar a crescer e o ciclo recomeçar. Esse padrão varia de uma
relação para outra.
Pedidos de desculpas e momentos
de carinho não apagam a violência. A responsabilidade pelas agressões é sempre
de quem as pratica. A mulher que vive essa situação merece acolhimento,
respeito e apoio, sem julgamentos.
Como Mulher Guardiã, acredito que
conversar e compartilhar informação pode ajudar a romper o silêncio. Se você
vive uma situação de violência ou conhece alguém que precisa de apoio, o Ligue
180 oferece orientação e encaminhamento. Em caso de emergência, ligue 190.
Informar-se é uma forma de proteção. Toda mulher tem direito a viver com segurança, dignidade e liberdade.


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