sexta-feira, 29 de maio de 2015

Música :Dejame Quererte Para Siempre (Jaci Velasquez)









Dejame Quererte Para Siempre
En el mar de tus ojos
Siento que puedo anclar
Y al llegar a tu fondo
Nunca mas naufragar
Amarte no es difícil
No se puede evitar
Déjame quererte para siempre

Darte todo lo que tú mereces
Por la puerta de tu amor
Quiero pasar

Quiero ser completamente tuya
Quiero de un millón en ti ser una
Como si hoy mi vida
Fuera a terminar

En la paz de tus brazos
Déjame descansar
Y volar tras tus pasos
Y jamás regresar
Nadie te necesita
Mas que mi corazón

Déjame quererte para siempre
Darte todo lo que tú mereces
Por la puerta de tu amor
Quiero pasar

Quiero ser completamente tuya
Quiero de un millón en ti ser una
Como si hoy mi vida
Fuera a terminar

Ygual que rio buscara sempre el mar
Hoy sueño poder me encontrar
Contigo en la eternidad

Déjame quererte para siempre
Darte todo lo que tú mereces
Por la puerta de tu amor
Quiero pasar

Quiero ser completamente tuya
Quiero de un millón en ti ser una
Como si hoy mi vida
Fuera a terminar

Para siempre


Deixe-me Te Querer Para Sempre
No mar de teus olhos
Sinto que posso ancorar
E ao chegar a teu fundo
Nunca mais naufragar
Te amar não é dificil
Não se pode evitar
Deixe-me te querer para sempre

Te dar tudo o que você merece
Pela porta do teu amor
Quero passar

Quero ser completamente tua
Quero de um milhão em ti ser uma
Como se hoje minha vida
Fosse terminar

Na paz de teus braços
Deixe-me descançar
E voar seguindo seus passos
E jamais regressar
Nada precisa de ti
Mais que o meu coração

Deixe-me te querer para sempre
Te dar tudo o que você merece
Pela porta do teu amor
Quero passar

Quero ser completamente tua
Quero de um milhão em ti ser uma
Como se hoje minha vida
Fosse terminar

Como o rio que procura sempre o mar
Eu sonho em poder me encontrar
Contigo na eternidade

Deixe-me te querer para sempre
Te dar tudo o que você merece
Pela porta do teu amor
Quero passar

Quero ser completamente tua
Quero de um milhão em ti ser uma
Como se hoje minha vida
Fosse terminar

Para sempre



sexta-feira, 8 de maio de 2015

'Contra Deus'? A difícil escolha dos pais que fazem testes genéticos

"Quando o médico nos disse que a doença não tinha tratamento nem cura e que meu filho poderia falecer aos dois anos foi um choque. A gente foi tentando viver um dia após o outro para não pensar na morte dele."
Oito meses após o nascimento de seu primeiro filho, a fisioterapeuta Tatiana Vasconcelos, de Presidente Prudente (SP), descobriu que ele era portador da gangliosidose GM1 tipo 1, uma doença genética que afeta uma a cada 100 mil pessoas. Cumprindo o prognóstico dos médicos, Leonardo faleceu pouco depois de completar dois anos.
Após o diagnóstico, o casal descobriu que a doença estava nos genes de ambos, apesar de nunca ter se manifestado em suas famílias. Por causa da gravidade da condição, os médicos também vetaram uma nova gravidez.
"Pensamos em ter outro filho para fazer um transplante de medula óssea, mas o nosso médico geneticista disse que (isso) não ajudaria o Leo. Ele também disse que não deveríamos engravidar novamente por vias naturais por causa do risco de termos outros filhos doentes. Aí caiu outro balde de água gelada, porque sempre sonhamos em ter mais filhos", disse Tatiana à BBC Brasil.
Desde então, o casal considerou submeter-se a um processo de fertilização in vitro com diagnóstico pré-implantacional – procedimento em que o examina-se o DNA dos embriões, em seus primeiros estágios de formação, para selecionar somente os que não teriam a possibilidade de desenvolver a doença.
Apesar do alto custo – o procedimento completo pode chegar a R$ 30 mil – a procura por testes deste tipo no Brasil cresceu até 40% nos últimos três anos, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil.
A opção pelo diagnóstico pré-implantacional, no entanto, não é tão simples: os pais costumam enfrentar dilemas morais e a resistência de colegas e familiares à decisão de descartar determinados embriões e manter outros.
'Contra Deus'
Para Tatiana e seu marido, as decisões difíceis começaram ainda no período em que Leonardo estava vivo.
Aos três meses, o garoto começou a apresentar sinais da doença e, com pouco mais de um ano, tinha crises convulsivas e parava de respirar durante 30 a 40 segundos. Os pais se revezavam à noite para permanecer ao lado do filho e aplacar as crises.
"Quando o levamos para a UTI, o médico me disse que não havia muito o que fazer e perguntou se eu queria que ele fosse entubado, caso fosse necessário. Eu trabalho em UTI, então para mim foi muito difícil decidir. Como eu não iria querer que ele salvasse meu filho? Ao mesmo tempo, só iríamos prorrogar o sofrimento dele. Meu marido e eu não queríamos mais vê-lo sofrer e optamos por não entubá-lo, apenas mantê-lo sedado até a hora em que ele tivesse de ir."
Leonardo chegou a se recuperar e voltou para casa, onde seus pais montaram uma espécie de UTI doméstica. Com dificuldades renais crescentes, ele viveu mais um ano, passando por internações frequentes no hospital.
"Em novembro de 2013, ele estava em situação muito grave. Ele só ficou dois dias internado na UTI dessa vez, nós o vimos ir embora aos poucos. Nosso amor segurou muito ele aqui", relembra Tatiana, emocionada.
Meses após a morte da criança, o casal decidiu ter outro filho via fertilização com o diagnóstico pré-implantacional. A fisioterapeuta conta que, apesar do apoio dos amigos, sofreu preconceito dentro da própria comunidade médica.
"A maioria dos familiares e amigos me apoiou, mas alguns médicos com quem eu trabalho acharam um absurdo. Eles diziam que era antiético, contra a moral e contra Deus. Mas eu não estava escolhendo cor de cabelo, cor dos olhos, se é menino ou menina. Estava tentando excluir uma doença que matou meu filho", afirma.
Não é para todos
O geneticista Salmo Raskin, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica e criador do laboratório Genetika, no Paraná, diz que a mobilização da sociedade civil em torno de doenças raras influenciou o aumento da procura pelo diagnóstico pré-implantacional.
"O crescimento de movimentos da sociedade civil no Brasil fez com que surgissem ONGs de pacientes de familiares de pessoas com doenças genéticas. Essas pessoas vão transmitindo informações sobre os testes para outras", afirma.
"O índice de natalidade no Brasil também caiu drasticamente, então se existe já alguém na família com uma doença hereditária, as pessoas querem evitar passá-la para seus filhos, já que terão menos filhos do que antigamente."
O grande avanço da pesquisa científica sobre o genoma humano nos últimos dez anos também barateou o custo do escaneamento de genes - e ajudou a popularizar os testes genéticos. Desde 2014, os planos de saúde brasileiros já cobrem 29 testes para doenças genéticas específicas, desde que requisitados por geneticistas.
Testes com variados níveis de complexidade podem ir de R$ 70 a R$ 10 mil. Em alguns casos, as pessoas podem encomendar uma análise do seu DNA que busca traços de até 800 das doenças genéticas mais comuns na população mundial – entre cerca de 15 mil conhecidas.
Raskin diz, no entanto, que nem todos os testes genéticos têm verdadeira utilidade para os pacientes, já que o conhecimento atual da genética humana ainda tem muitas lacunas.
Para o geneticista, testes que buscam determinadas doenças genéticas que já estão presentes na família, ou que buscam traços de uma doença nos pais a partir do diagnóstico do filho, como no caso de Tatiana Vasconcelos, são os que oferecem mais retorno aos pacientes.
"A indicação é não fazer o teste apenas por curiosidade e sem o acompanhamento de um geneticista. É um procedimento caro e que não será muito útil para quem não sabe o que procura. E ainda pode ser maléfico, por causar pânico", afirma.

Opção
Para a fisioterapeuta baiana Nadja Quadros, de 41 anos, a descoberta, durante a segunda gestação, de que a filha teria síndrome de Down provocou "luto" – mesmo que ela lidasse diariamente com crianças na mesma condição.
"Entrei em crise porque percebi que eu não era a profissional que aparentava ser. Eu dizia aos pais que as crianças com Down poderiam ter uma vida plena como as outras crianças, mas, quando me vi diante daquela realidade, eu imaginei que seria um fardo na minha vida", disse à BBC Brasil.
No entanto, ela reconhece que o nascimento de Ana Beatriz, há cinco anos, mudou para melhor a vida do casal. Em pouco tempo, Nadja e o marido, também médico, haviam criado um programa de pós-graduação sobre o tema, um centro de referência no atendimento de portadores da síndrome de Down no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília, onde moram, e uma ONG que luta pela inclusão dos portadores da síndrome de Down na sociedade.


"A vinda de Ana Beatriz teve um propósito muito grande em nossas vidas, mas ainda não estou completamente bem resolvida. Ela tem uma vida plena hoje, mas o futuro é uma preocupação minha. Ainda existem muitas barreiras sociais para pessoas como ela e eu milito porque quero mudar essa realidade."
Mesmo engajado, o casal também optou pela fertilização com diagnóstico genético dos embriões ao decidir ter o terceiro filho, para evitar uma nova ocorrência do distúrbio, cujas chances aumentam com o avanço da idade da mulher.
"Minhas chances (de ter outra criança com síndrome de Down), nem eram tão grandes, mas eu tinha muito medo. Minha vida é tranquila com Beatriz, mas eu não queria correr o risco de ter outra criança na mesma condição."
"O impacto emocional e financeiro de um distúrbio genético na família é grande. Há crianças que nascem muito comprometidas, precisam de tratamento e estímulo para desenvolvimento. Nós pudemos fazer tratamentos, mas há muitos pais que estão aqui em uma fila enorme esperando uma cirurgia cardíaca, por exemplo", afirma Nadja.
Nadja submeteu-se a um procedimento semelhante ao de Tatiana, mas que analisa somente os cromossomos dos embriões – já que a síndrome de Down é causada por uma alteração cromossômica aleatória. Em fevereiro, o casal recebeu a confirmação da gravidez de Rafael, cujo nome foi escolhido pela irmã.
Para o geneticista Ciro Martinhago, que cuidou tanto de Tatiana quanto de Nadja, o desconhecimento sobre a técnica ainda estimula certo tabu na sociedade.
"As decisões se tornam mais difíceis porque nem todas as doenças genéticas são letais. É possível, apesar de muito difícil, conviver com elas. A maioria dos pais com Down ama seus filhos e diz que não deixaria de tê-los. Mas hoje você tem a opção de prevenir a ocorrência de uma doença, antes não tinha", disse à BBC Brasil.
"Já me perguntaram se eu me sinto Deus escolhendo embriões. Eu respondi que não, pelo contrário. Me sinto um instrumento de Deus. Se Deus não me permitisse, eu não estaria fazendo o que eu faço."
Organizações religiosas em todo o mundo se dividem em relação ao procedimento. A Igreja Católica posicionou-se repetidas vezes contra a manipulação e a seleção de embriões humanos.
'Eugenia positiva'
Martinhago diz que 70% dos testes que faz atualmente em embriões são para detectar alterações cromossômicas, como as que causam a síndrome de Down. O procedimento custa entre R$ 1.200 e R$ 1.900 por embrião.
Em outros casos, casais que têm conhecimento prévio de doenças na família podem fazer um teste conhecido como matching, para saber quais são as chances de que os filhos venham a ter as mesmas doenças. Neste caso, o preço chega a R$ 6 mil.
A escolha de embriões pelo sexo ou por outras características físicas – ideia que preocupa muitos brasileiros, segundo Martinhago – não é permitida no Brasil. "Selecionar embriões por características físicas é uma eugenia negativa. Nós fazemos uma eugenia positiva, que é separar os embriões perante as doenças graves que podem acometer a criança", afirma o geneticista.
Assim como Nadja Quadros, Tatiana Vasconcelos não considerava o aborto uma opção. No entanto, ela defende que pais possam se prevenir das doenças, que causam desgaste físico e emocional.
"Os testes genéticos evitam o sofrimento de uma criança e de uma família inteira. Se eu soubesse que havia a chance de uma doença entre eu e meu marido, teria feito todo o escaneamento. Depois que já tínhamos nosso filho, pensamos apenas em enfrentar o que Deus mandou, mas se a gente pode evitar, eu acho que é válido", afirma.
Em janeiro, Tatiana fez uma segunda tentativa de fertilização, após selecionar geneticamente os embriões livres da doença que matou Leonardo. Agora, está à espera de gêmeos. "Sei que, onde estiver, Leo está torcendo por nós", diz.


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Comissão de Direitos Humanos realiza Audiência Pública em defesa dos Autistas

Atendendo ao requerimento do deputado Wellington do Curso (PPS), a Comissão de Direitos Humanos e das Minorias da Assembleia Legislativa realizou, na tarde desta quinta-feira (23), no Auditório Fernando Falcão, uma Audiência Pública em defesa dos Direitos dos Autistas.

A reunião contou com a participação do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, deputado Zé Inácio (PT); do secretário de Estado dos Direitos Humanos, Francisco Gonçalves; do promotor de Infância e Juventude, Márcio Thadeu; da presidente da Associação Brasileira de Autismo, Marisa Fúria; além de representantes de órgãos públicos municipais e estaduais; e pais de crianças espectro autistas, que discorreram sobre os desafios da convivência com pessoas autistas e forneceram informações sobre a síndrome.

Ao fazer a abertura da reunião, o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Wellington do Curso (PPS), reafirmou que continuará empenhado na  defesa pelos direitos sociais e das minorias e será a voz no parlamento dos menos favorecidos.

"Não me calarei diante das mazelas e anseios da população. Como defensor da dignidade humana, quero destacar que o autismo não pode ser mais tratado como algo desconhecido. Cabe a todos nós essa união na busca por políticas públicas em defesa das pessoas com deficiência e, ao parlamento, que não nos omitamos de nossas responsabilidades enquanto deputados. Destaco o meu apoio, minha voz, minha energia e minha defesa a todos vocês, pais e defensores dos autistas", ressaltou.

Na ocasião, os organizadores exibiram um vídeo-documentário apresentando depoimentos e histórias de vida de pais com filhos autistas. Em seguida, a representante das mães, Telma Sá, e o presidente da Associação dos Amigos dos Autistas (AMA), Iomar da Silva explicaram sobre o transtorno espectro autista e as condições vivenciadas por eles na realidade atual. Destacaram também a importância de cada município em disponibilizar um Centro de Assistência ao Autista.

Também presente na audiência, a promotora da Educação, Luciane Belo, fez referência à última pesquisa do IBGE que somou mais de 1 milhão de autistas só em São Luís, o que levou o Maranhão a ser o segundo Estado com o maior número de pessoas com a síndrome.




ENCAMINHAMENTOS

O deputado Zé Inácio encerrou a Audiência Pública com o seguinte encaminhamento: reunião de trabalho para a primeira quinzena de maio com representantes das secretarias de Educação, Saúde e Direitos Humanos e a presença de Associações representativas do Autismo.

O petista registrou, ainda, uma Audiência a ser realizada no Tribunal de Justiça, na qual será entregue uma carta proposta ao Governo do Estado solicitando urgência em políticas públicas e projetos voltados para a Educação, Saúde e Assistência Social em defesa dos autistas.




segunda-feira, 6 de abril de 2015

Ajude o seu próximo!

Verdade, as pessoas esquecem que seres humanos formam outros seres humanos,e seja qualquer palavra...ação que não é bem esclarecida ...machuca a alma...o corpo.Precisamos uns dos outros,essa é a realidade...não adianta dizer que esse ou aquele fulano tem tudo do bom e do melhor...a vida para ser completa e feliz tem como base as coisas simples desse mundo.


Nossas crianças vem sofrendo com esse mundo horrível...sem amor,sem carinho,sem atenção,sem mãe,sem pai...sem família.Estão sendo limitadas a cada dia.O que vão levá-las ao lado obscuro desse mundo.É triste,mas hoje as pessoas não querem mais pensar com amor ao seu irmão,apenas com o ódio ao seu semelhante.E não passa disso.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Superintendência de Combate à Corrupção será instalada no MA

O secretário Jefferson Portella de Segurança Pública anunciou a criação da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção, que terá como meta o combate ao desvio de recursos públicos no Estado.
A medida integra o plano de metas estabelecido pelo governador Flávio Dino para garantir o combate à corrupção e controle social das contas públicas no Estado. Também com este intuito, o governador Flávio Dino criou a Secretaria de Transparência e Controle (STC), com a missão de assistir direta e imediatamente no âmbito da defesa do patrimônio público. “O objetivo primordial será o combate à corrupção, narcotráfico e homicídio, haja vista que este tripé, de forma direta, infelizmente, é responsável por grande parte da violência”, enfatizou o secretário Portella.
Também no âmbito da transparência, o governo do Estado reestruturou o Portal da Transparência, retirando filtros colocados no sistema pelo governo passado, que impediam acesso à parte dos gastos realizados pelo Estado, além de implantar a Lei de Acesso à Informação. “Estamos cuidando da boa aplicação dos recursos públicos, garantindo que de fato as obras e serviços planejados possam ser executados com qualidade e fazendo com que o conjunto do Governo tenha um maior controle e a sociedade possa acompanhar os gastos”, afirmou o governador Flávio Dino.
Combate à corrupção e investigações
O governo do Estado priorizou a reabertura das investigações sobre a máfia da agiotagem no Maranhão. Segundo o secretário Jefferson Portela, o governador Flávio Dino exigiu a imediata retomada das investigações, para que os envolvidos fossem responsabilizados, no rigor da lei.
Paralisado desde 2013 o inquérito foi reaberto e garantirá investigações dos crimes de agiotagem. De acordo com o secretário, a Superintendência terá papel fundamental e ficará responsável pela investigação, de imediato, dos crimes de agiotagem, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. Um das prioridades da Superintendência será o combate direto no desvio do erário. Todo este trabalho será desencadeado em parceria com o Grupo de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público Estadual.
“Não tenham dúvida que, nos próximos meses, este trabalho vai alcançar quem quer que tenha cometido atos de corrupção. A nossa missão é recambiar de volta aos cofres públicos o que foi saqueado por pessoas travestidas de gestores públicos, mas que atuavam de forma lesiva e contrária à sociedade maranhense”, pontuou Jefferson Portela.
Tal posicionamento foi ratificado pelo representante do Parquet Estadual, Marco Aurélio. “O raio apuratório desta investigação será feito caso a caso e, independente, de bandeira, cor ou partido político, alcançará quem precisa ser alcançado, não tenham dúvida disto”, frisou Marco Aurélio.
Operação Imperador
A “Operação Imperador” feita em parceria entre a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual, resultou na prisão da ex-prefeita de Dom Pedro, Arlene Barros. O filho da ex-gestora, Eduardo Barros, conhecido como Eduardo DP, Imperador, é apontado nas investigações como o líder do grupo que agia para fraudar licitações na gestão de Arlene Barros entre os anos de 2009 e 2012, e que teria desviado algo em torno de R$ 5 milhões.
De acordo com o delegado Roberto Fortes, da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), Eduardo Barros montou, durante a gestão da mãe, dez empresas laranjas que seriam responsáveis pelo fornecimento de merenda escolar, medicamentos e aluguel de máquinas pesadas e veículos. Eduardo, assim como todos os envolvidos, teve mandado de prisão temporária, de cinco dias, expedido pela justiça.
A investigação é fruto do trabalho de combate à agiotagem, que ganhou destaque após a morte do jornalista Décio Sá, em abril de 2012, que apura a participação de prefeitos e outros agentes públicos no desvio de dinheiro público e relação com agiotas.

domingo, 29 de março de 2015

Os quatro reinos autistas

Por Alysson Muotri

“O autismo é, para as doenças neurológicas, o mesmo que a África para os assuntos sociais”, definiu o jornalista Caryn James, em declaração publicada no “New York Times”, em 2007. Com a frase, James buscou enfatizar o emergente reconhecimento público sobre o autismo durante a década passada. Movimentos emergentes pro-África acabaram por polarizar opiniões dos envolvidos, causando certa confusão na percepção pública sobre o assunto. Afinal como ajudar a África? O mesmo acontece com o autismo hoje em dia.

Parte da polarização de opiniões sobre o autismo está relacionada com seu caráter heterogêneo: chamamos de autista um garoto de seis anos de idade que não fala, um jovem de 20 anos que estuda computação e tem “tiques estranhos” e um homem de 40 anos que segue uma rotina religiosa e não tem interesse na vida social. “Autismos” seria a melhor definição para esse espectro de comportamentos sociais. Não existe um autismo típico, cada caso tem sua própria natureza. A outra contribuição da polarização vem dos profissionais de saúde. Pessoas com autismo são vistas sob óticas diferentes dependendo do profissional – seja pediatra, neurologista, psiquiatra, terapeuta comportamental, dentista, psicólogo, fonoaudiólogo ou tantos outros que se relacionam com o autista.

É a velha história dos cegos e do elefante, em que cada um apalpa uma parte do bicho e acredita estar diante de um objeto diferente. Cada um tem uma perspectiva diferente da condição autista, com opiniões fortes de como o autismo deve ser encarado e tratado. Outros ignoram completamente o problema, buscam aceitação, levantando a bandeira da diversidade, rejeitando opções de tratamento e cura. É óbvio que isso tudo deixa os familiares confusos e pulveriza a força politica pró-autista.

Pois bem, no espírito da conciliação, de encontrar o que é comum e válido entre as diversas tribos pró-autistas, proponho quatro perspectivas de comunidades interessadas em autismo que se especializaram tanto na forma como falam sobre o autismo que se tornaram reinos ou feudos isolados e distintos. Cada reino tem suas verdades, mas todos falham na tentativa de entender ou mesmo reconhecer que suas verdades não são aceitas fora de suas fronteiras.

Primeiro Reino: o autismo como doença. A condição autista foi descrita pela primeira vez pelo médico Leo Kanner em 1943. Desde então, a pesquisa médica tem sido focada encarando o autismo como se fosse uma doença. Nesse reino encontram-se médicos, pesquisadores, familiares e pacientes. Todos veem o autismo como uma doença do cérebro que pode ser tratada com medicamentos. Investigam a melhoria do diagnóstico, intervenções e a cura como objetivo final. Teorias médicas evoluíram da mãe-geladeira para formas complexas da neurogenética. Buscam-se marcadores moleculares da doença e novas drogas. Ao contrário dos que veem o autismo como uma deficiência, buscando melhores serviços e suporte, esse reino foca na lógica puramente científica para justamente reduzir o número de serviços e suporte dado ao autista. Querem cortar o mal pela raiz.

Segundo Reino: o autismo como identidade. Nesse reino, os integrantes substituem a classificação de autismo como doença por uma questão de diversidade – ou mesmo de  identidade. Esses, juntos com as comunidades de deficientes, veem o autismo como sendo apenas mais uma entre milhares de variações cognitivas da humanidade, com necessidade de aceitação, não de cura. Pessoas com autismo leve que podem viver de forma independente, mas que não se sentem totalmente acolhidas socialmente, fazem parte desse grupo. Em vez de buscarem formas de se tornarem “normais”, focam na inclusão e aceitação social. Exigem reconhecimento de que o autismo é uma forma de pensar diferente, que pode produzir soluções inovadoras para problemas difíceis. Muitos veem os resultados genéticos como uma forma de eugenia, não acreditam em explicações de causalidade e acham que tratamentos são uma forma compulsória de conformismo social. Como as comunidades de deficientes, membros desse reino buscam apoio da sociedade, melhorias educacionais, serviços ocupacionais e direitos cívicos.

Terceiro Reino: o autismo como lesão. Talvez um dos argumentos mais acalorados sobre o autismo seja o papel da vacina como causadora de uma lesão levando ao autismo. Membros dessa comunidade são pais que observaram regressões de desenvolvimento de suas crianças após vacinação. Mesmo frente a fortes evidências epidemiológicas de que vacinas não causam autismo, defensores dessa teoria sugerem que esses estudos estejam mascarando casos raros que foram causados por vacinas. Ao contrário do grupo anterior, os pacientes autistas nesse caso são afetados de formas severas, não verbais, com disfunções imunológicas, gastrointestinais e ataques epiléticos. Familiares desse grupo, sentindo que a ciência e medicina ainda não geraram medicamentos eficazes, buscam alternativas como dietas específicas e desintoxicação, entre outras. A grande distinção desse grupo é que acreditam o autismo fora causado por uma determinada lesão cerebral, causada por algum episodio específico na historia de vida do individuo. Portanto, levantam a bandeira da prevenção, reconhecendo que ao descobrir a causa poderíamos frear a prevalência do autismo.

Quarto Reino: o autismo como modelo. Da mesma forma que cientistas usam a cegueira para entender o sistema visual, membros desse grupo buscam no autismo a oportunidade de entender o cérebro social. Esse grupo é composto primordialmente por neurocientistas interessados em compreender o comportamento social humano, usando ferramentas como neuroimagem e neuroanatomia em tecidos cerebrais. O objetivo é mapear o cérebro para encontrar vias nervosas que processam informações socais específicas, tais como reconhecimento de faces, postura em grupo e teoria da mente. Esses cientistas apostam em modelos animais ou estudos de ressonância magnética do cérebro humano como instrumentos importantes para se ganhar insights sobre a natureza humana, sem necessariamente se preocupar com a causa ou cura do autismo.

Reconheço que esses quatro reinos não necessariamente representam todo o universo do espectro autista. No entanto, descrevem de forma ampla perspectivas distintas que hoje em dia dividem opiniões sobre o autismo. Esses feudos criaram estruturas super organizadas como sociedades profissionais, ONGs ou redes sociais, para se fortificarem. Infelizmente essa atitude serviu também para criar barreiras entre si, dificultando interações construtivas e trocas de idéias entre seus membros menos extremistas. Assim, podemos entender as críticas que sofrem os geneticistas, que veem o autismo como doença e buscam diagnóstico pré-natal, que seriam agentes abortivos dos autistas da próxima geração.

Mas quem afinal está certo? Da mesma forma que ainda não sabemos qual a melhor politica para ajudar a África, não existe uma resposta clara para o autismo. É provável que todos os cegos estejam certos parcialmente. O importante é notar que cada um dos reinos autistas tem oportunidades de oferecer algo de construtivo. Precisamos tanto de melhores diagnósticos e tratamentos, como melhores serviços, estratégias de prevenção e um entendimento mais apurado do cérebro social humano. Acredito que quanto mais os membros desses grupos se mantiverem isolados, pior será para o autismo. Acho que deveríamos buscar o oposto, abrindo a fronteira desses reinos e favorecendo a fertilização cruzadas de ideias. Essa atitude pode mostrar o que existe de comum entre esses reinos. Por exemplo, a luta por melhores serviços profissionais que atendam a demanda autista. Outro exemplo seria a de criar um centro de excelência que testasse sem bias idéias vindas das diversas áreas. Propus algo assim para o Brasil recentemente e fiquei pasmo com a recepção positiva de pessoas com opiniões bem diferentes sobre o autismo o que sugere que a proposta mereça ser considerada.

Com o crescente número de crianças autistas tornando-se adultos com autismo, a situação começa ficar crítica e requer ação imediata. Penso que nada de muito positivo vá acontecer se cada grupo insistir na sua própria visão. Será uma pena olharmos do futuro para o que acontece hoje e concluirmos que poderíamos ter lutado juntos por algo transformador, buscando cooperação ao invés de conflito. Acho é possível unirmos forças para atingir metas a curto prazo, como melhores escolas para os autistas, e também soluções a longo prazo. Dessa forma teremos um mundo melhor para crianças e adultos autistas.


sexta-feira, 27 de março de 2015

Editando o genoma humano

Muitas novidades científicas, discutidas amplamente em âmbito internacional, às vezes demoram a chegar no Brasil. Na área de células-tronco isso é ainda mais preocupante. Lembro que o país ainda refletia sobre o uso de células-tronco embrionárias humanas quando o mundo já tinha deixado essa discussão de lado pela reprogramação genética. Acredito que a restrita massa crítica nacional nessa área, somando-se à superficialidade das relações internacionais típicas da nossa comunidade científica, sejam parte do problema. Mas isso não vem ao caso agora.

Recentemente, grupos de cientistas de diversas nações vêm se reunindo para discutir restrições ao uso de enzimas de edição do genoma em células-tronco pluripotentes. A ideia é gerar um moratório sobre alterações no DNA que possam ser transmitidas de forma hereditária. O assunto é polêmico e importante, por isso resolvi tratá-lo aqui, na esperança de alertar autoridades nessa área do conhecimento para que o país não continue passivo nessas discussões.

Nas últimas décadas, enzimas artificiais que modificam o DNA tem ficado cada mais fáceis de usar e acessíveis. Além disso, nos últimos anos essas enzimas estão cada vez mais específicas, como no caso das CRISPR/Cas9, enzimas altamente eficientes. É difícil encontrar um laboratório de biologia molecular hoje em dia que não esteja utilizando essas ferramentas.

A facilidade assusta: da mesma forma que a tecnologia pode ser usada para corrigir defeitos genéticos em doenças humanas, pode também ter aplicações estéticas ou cognitivas, como a busca de uma maior inteligência. De forma simples, pode-se hoje em dia manipular a hereditariedade humana, algo que alguns anos atrás era considerado apenas teórico. É justamente esse o dilema ético que está sendo fervorosamente discutido no mundo.

Com o poder de reparar ou alterar qualquer gene humano, estamos nos confrontando com uma questão fundamental sobre decidir o futuro genético da humanidade daqui para frente. Seria tomar o controle ativo da nossa própria genética, interferindo nas forças naturais da seleção natural.

Na Europa e nos EUA, a ideia é criar um consenso sobre o uso dessas ferramentas de edição genética. Nos EUA, por exemplo, é muito provável que qualquer uso humano tenha que ser aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration), órgão fiscalizador americano.

Porém, existe uma preocupação com países que ainda não começaram a perceber importância dessas discussões e, portanto, estariam ainda relaxados ou desprevenidos nas questões regulamentais. Uma preocupação é do estabelecimento de clínicas em “paraísos biotecnológicos mais flexíveis”, se aproveitando do atraso nessa discussão ética para começar trabalhos envolvendo edição de células germinativas.

Ao contrário do conceito de terapia gênica, cujas alterações genéticas morrem junto com o indivíduo, a manipulação em células germinativas propagaria novas variantes genéticas direto no pool genético de populações humana. As consequências são difíceis de se imaginar, pois sabemos muito pouco sobre como o ambiente altera ou interage com o genoma. O mesmo pode-se dizer quando aplicarmos esse conhecimento em modelos animais: corremos o risco de alterar completamente a biosfera, afetando o estilo de vida de diversos seres vivos no planeta.

Do ponto de vista ético, existem pelo menos duas visões sobre a modificação em células germinativas: uma é pragmática e busca o balanço entre o risco e o benefício; a segunda sugere que a humanidade teria que impor limites no que é possível.

Na teologia, católicos são, em geral, contrários à ideia de “brincar de Deus”. Já outras religiões, como o islamismo, acreditam que é função humana melhorar o mundo. Dá para perceber que não existe consenso e será preciso discutir o assunto considerando diferentes perspectivas.

Semana passada, a Sociedade Internacional de Células-Tronco divulgou um memorando dando apoio ao uso científico, em laboratório, mas restringindo o uso clínico dessa tecnologia de edição genética, pelo menos por enquanto. Acredito que a maioria dos países irão se posicionar rapidamente sobre o assunto, pois diversos grupos privados já estão se armando para oferecer esse tipo de alteração genética em futuras crianças.

Acredite, leitor, estamos vivendo um momento transformador, mesmo que você nunca tenha ouvido falar sobre isso antes pela mídia convencional. Estimular essa discussão fascinante no Brasil irá aproximar nossos cientistas e políticos das decisões internacionais nessa área, auxiliando a otimizar as discussões feitas pela sociedade brasileira no nascimento de uma nova era na biologia e genética. Não podemos perder o bonde mais uma vez.



quinta-feira, 26 de março de 2015

Combate à corrupção com transparência e controle social


Por Flávio Dino
A corrupção está no centro da agenda política nacional. Sem dúvida, é uma crise de grandes proporções. E em momentos de crise, as democracias maduras devem produzir pactuações que iniciem ciclos virtuosos para o futuro. No caso brasileiro, a pactuação que precisamos é olhar para o futuro e estabelecer um grande consenso entre governo e oposição sobre o aprimoramento de normas institucionais que combatam esses problemas adiante.
Não é momento de ficar apenas competindo sobre o passado. É chegado o momento de tomar medidas concretas que construam um futuro melhor, cada um fazendo a sua parte. No início da semana que passou, estive em Brasília e participei, na Presidência da República, do lançamento de um pacote de medidas de combate à corrupção que foram enviadas para a apreciação e votação no Congresso Nacional. No Maranhão, também empreendemos esforços para a consolidação dos avanços no sistema democrático, garantindo o controle social sobre o Poder Público e a promoção de justiça social, de forma cada vez mais firme e clara.
Aqui, me refiro a uma extensa agenda em nosso Estado que representa vitórias da sociedade maranhense em relação às quais nenhum outro governo poderá retroceder. Ela diz respeito à transparência dos gastos e ao controle interno e externo da gestão pública. Recebemos em São Luís o ministro da Controladoria Geral da União, Valdir Moysés Simão, para compartilhar com o Brasil a formalização dessas ações que sublinham a nova fase que o Maranhão vive.
Optamos pelo fortalecimento do direito que todo cidadão tem de conhecer o destino e o volume de investimentos oriundos da contribuição dada por todos os cidadãos, através do pagamento de tributos. Conseguimos propor e aprovar, mesmo com três anos de atraso em relação aos demais estados, a Lei de Acesso à Informação Estadual – que disciplina a abertura dos dados da execução financeira em todos os setores da administração pública. Neste ponto, agradeço à sensibilidade da Assembleia Legislativa em votar com agilidade a primeira lei maranhense que dá integral acesso às informações públicas.
O Portal da Transparência do Governo do Estado também passou por reformulação e, agora, tem 100% dos gastos publicados e facilmente acessíveis, acabando com todos os filtros existentes anteriormente e que faziam com que grande parte da execução financeira fosse ocultada da população. Tais filtros constituíam uma fraude manifestamente ilegal e imoral. Abrindo a possibilidade de realizar o controle social dos gastos públicos, o Maranhão dá um grande passo rumo à ampliação da participação de todos os segmentos da sociedade na fiscalização dos serviços públicos.
Também  incrementamos a capacidade do Estado na fiscalização das despesas  públicas , com a nomeação e posse de mais 31 auditores concursados para compor o quadro permanente do Governo do Estado. Com os novos membros, conseguimos já no terceiro mês de gestão dobrar o número de auditores e aumentar a capacidade do Estado em monitorar o uso dos recursos públicos. Para fortalecer ainda mais o controle interno, iniciamos no mesmo evento a Força Estadual de Transparência e Controle, que vai atuar visitando as obras públicas para verificar, com apoio de engenheiros, a plena execução dos objetos contratados pelo Executivo.
Merece menção também a edição do manual de procedimentos e sindicâncias, que vai garantir investigações céleres e compatíveis com as garantias constitucionais.
O sentido de todas essas ações é garantir que os recursos públicos cumpram a sua função, de fazer com que os serviços e obras cheguem aos usuários com qualidade e com preço justo. Acreditamos nessa nova postura administrativa, da qual toda a nossa equipe está imbuída e, por isso mesmo, não transige na defesa do conjunto de valores garantidores de uma administração voltada exclusivamente ao interesse público.
Nesses primeiros 80 dias de Governo, já avançamos bastante na garantia de direitos e aprimoramento das instituições. Sempre afirmamos que o Maranhão pode ser exemplo para o Brasil por suas coisas boas. Nossa determinação é fazer um Governo que seja um exemplo de transparência e bom uso do dinheiro público, que não titubeia diante da corrupção e a combate com firmeza. Estamos construindo um Maranhão de fatos positivos, que será para o Brasil um exemplo de superação de dificuldades.

quarta-feira, 25 de março de 2015

sábado, 14 de março de 2015

Três dicas com embasamento científico para melhorar a sua memória

Você sabia que jovens com idade entre 18 e 34 anos têm mais dificuldade para memorizar datas, lugar onde guardou as chaves, de fazer o almoço e até de tomar banho do que pessoas com mais de 55?

Quando o assunto é a dificuldade para lembrar de datas o placar foi 15% (para os mais novos ) vs 7% (para os mais velhos). Na hora de lembrar onde as chaves foram guardadas, 14% dos novinhos costumam perdê-las vs 8% dos maiores de 55.

Entre os mais jovens 9% às vezes se esquecem de fazer o almoço vs 3% dos mais velhos. E por fim, 6% das pessoas com idade entre 18 e 34 anos às vezes se esquecem de tomar banho contra 2% dos cinquentões.

Para quem acha que faz parte deste seleto grupo de esquecidos, a Galileu criou algumas dicas. São três métodos que, se aplicados no cotidiano, podem ajudar, e muito, os esquecidinhos de plantão.

1. Memórias e objetos físicos
Sabe aquela situação embaraçosa quando você acabou de conhecer uma pessoa e logo em seguida se esquece do nome dela? Uma maneira de evitar esse tipo de constrangimento é associar o nome a algum objeto que esteja próximo no momento da apresentação. Por exemplo, você conheceu o Fernando perto do piano, então deve pensar que conhecer o Fernando do piano. Pode parecer bobagem ou absurdo, mas funciona na prática, foi comprovado cientificamente e pode salvar a sua pele principalmente em contextos profissionais.

2. Evite memorizar por repetição
Quando precisar falar em público evite memorizar as falas por repetição. O ideal é ter em mente o que você precisa dizer e entender bem o contexto geral da coisa. Falas decoradas podem desaparecer da mente num momento de nervoso, o que não acontece quando você apenas sabe o conteúdo que tem que ser dito e pode improvisar na hora da apresentação.

3. Escreva, rabisque, desenhe
Estudos científicos constataram que escrever enquanto você absorve novas informações ajuda a fixar o conteúdo e aumenta a capacidade da memória, como na escola.  Uma pesquisa realizada em 2009 demonstrou que as pessoas que escreviam enquanto escutavam uma lista de nomes sendo falada lembravam 29% a mais dos nomes do que as que não escreviam.


terça-feira, 10 de março de 2015

Autismo é quase inteiramente ‘causado pela genética’, aponta estudo

RIO - Uma nova pesquisa realizada pelo Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido sugeriu que o autismo é quase inteiramente de origem genética, com a constituição biológica sendo responsável por entre 74% e 98% dos casos. O estudo se concentrou em um total de 516 gêmeos e descobriu que as taxas de Transtorno do Espectro Autista (TEA) foram maiores em gêmeos idênticos que compartilham o mesmo DNA, apontando, portanto, que a condição pode ser mais hereditária do que se pensava.

Publicado na revista “JAMA Psychiatry”, o levantamento também mostrou que genes foram responsáveis ​​por traços autistas e comportamentos da população em geral.

“Nossa principal descoberta foi a de que a hereditariedade do TEA foi alta. Esses resultados demonstram ainda a importância dos efeitos genéticos sobre a doença, apesar do aumento dramático na prevalência da doença nos últimos 20 anos”, observa a autora principal do estudo, Beata Tick, Instituto de Psiquiatria do Conselho.

A partir da análise de dados da base populacional do Estudo de Desenvolvimento de Gêmeos (Teds, na sigla em inglês), que abrange gêmeos criados na mesma casa, pelos mesmos pais, os pesquisadores avaliaram, no entanto, que não era possível excluir completamente a influência de fatores ambientais.

Já o professor e coautor do estudo, Patrick Bolton explicou que a comparação de gêmeos idênticos e não-idênticos é uma forma bem estabelecida de esclarecer o grau de influências genéticas e ambientais no autismo, principalmente com o aspecto inovador desse levantamento que foi a inclusão de gêmeos independentemente de terem tido um diagnóstico clínico.

“Isso nos permitiu obter uma imagem mais precisa de como as experiências ambientais de uma criança e sua composição genética são influentes no TEA, bem como em expressões mais sutis de habilidades e comportamentos autistas”, explicou.

A pesquisadora Francesca Happe afirmou, ainda, que as taxas mais elevadas de autismo nos últimos anos poderiam ser atribuídas a diagnósticos mais corretos. A desordem, um espectro de condições que varia muito de pessoa para pessoa, pode ter sido previamente classificada como uma dificuldade de aprendizagem, e não reconhecida como autismo, informou à “BBC”.

“Nossos resultados sugerem que fatores ambientais são menores, o que é importante, uma vez que alguns pais estão preocupados se fatores como alta poluição possa estar causando o autismo”, disse ela. “Algumas pessoas acham que pode haver um componente ambiental grande, porque o autismo tem se tornado mais comum nos últimos anos, mas o que aconteceu muito rápido para a genética para ser uma causa provável.”

Aprovada em 6 concursos, miss DF vira juíza aos 28: 'Houve preconceito'

Quem vê a brasiliense Alessandra Baldini atuando como juíza federal aos 28 anos não consegue imaginar a trajetória da magistrada: bacharel em direito, ela tem pós-graduação pelo Ministério Público e foi aprovada em seis concursos nos últimos três anos. As conquistas profissionais dela não se restringem, entretanto, ao mundo acadêmico. A jovem ostenta o título de Miss DF 2011 e, durante um ano e meio, seguiu carreira internacional de modelo na Ásia.

Ainda há preconceito de que uma modelo não é inteligente, mas eu sempre fui boa aluna. As pessoas ficam surpresas ao saber que uma modelo-miss passou em vários concursos e hoje é juíza federal. Na verdade isso deixa a vitória ainda mais gratificante."

A paixão pelas passarelas começou na adolescência e continuou no período da faculdade. Ela entrou para o curso aos 17 anos e, aos 18, decidiu trancá-lo para desfilar na China, Tailândia e Filipinas. "Busquei conciliar as duas carreiras, mas sempre priorizando os estudos. Embora tenha interrompido os estudos para 'modelar' na Ásia, sabia que era temporário. Serviu de experiência de vida para amadurecer como pessoa", conta.

De volta ao Brasil e depois de se formar, Alessandra decidiu então fazer uma pós-graduação e começar a se preparar para concursos públicos. Ela afirma que já quase não fazia mais campanhas, mas acabou aceitando o convite da organização do Miss DF Universo para se inscrever no concurso de 2011. A jovem decidiu interromper os estudos temporariamente mais uma vez e se candidatou ao posto. Com 24 anos, foi eleita Miss Cruzeiro e então Miss DF 2011.

"Percebi que seria uma honra ter a oportunidade de representar o Distrito Federal em um concurso de nível nacional. Além disso, a interrupção temporária da pós-graduação não geraria prejuízos à minha formação", explica. "O Miss Brasil 2011 foi realizado em São Paulo. Foram 27 participantes. Eu e mais 26 meninas ficamos duas semanas na capital paulista por conta do evento. Participávamos de eventos culturais e turísticos, bem como ensaiávamos para o grande dia. Fiquei nas semifinais."

Alessandra continuou com a rotina de miss, acordando às 6h30 e fazendo musculação, tratamentos estéticos e dermatológicos, aulas de etiqueta, teatro e maquiagem e frequentando eventos sociais até passar a coroa em 2012. Depois, mudou radicalmente a rotina. Ela passou a estudar nove horas por dia, inclusive aos fins de semana, para se dedicar às provas.

A jovem conta que no início não trabalhava. "Advogava pouco, tinha uma parceria com um escritório em que eu fazia algumas peças, mais pela prática mesmo. Os estudos eram diários, atividade física moderada e lazer mínimo. Fiz vários cursos, desde os mais genéricos até os mais específicos, e fazia várias provas de concursos diversos, bem como realizava exercícios e simulados em casa. Tive o apoio dos meus pais, até que eu fui aprovada e chamada no primeiro concurso e comecei a ter minha própria renda. Aí comecei a conciliar trabalho e estudo."
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Além da experiência na advocacia, Alessandra atuou como especialista em regulação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e analista do Supremo Tribunal Federal. Ela também foi aprovada como analista do Superior Tribunal de Justiça, defensora pública e procuradora do Banco Central. No dia 29 de janeiro, vencendo uma concorrência de 90 candidatos por vaga, tomou posse como juíza do Tribunal Regional Federal.

Para alcançar o cargo, Alessandra passou por várias etapas: prova objetiva, provas escritas, investigação da vida pregressa, exame de sanidade física e mental, teste psicotécnico, prova oral e avaliação de títulos acadêmicos. O certame aprovou 56 dos 5.209 inscritos – pouco mais de 1% dos candidatos.

Mundos diferentes
"É uma quebra de paradigma. É a transição de dois mundos completamente diferentes. Em 2012 eu ainda estava cumprindo as tarefas de miss e, em menos de três anos, estou no curso de formação de juiz federal. Embora o perfil das misses tenha se alterado, contando com meninas universitárias, ainda há o preconceito de que a miss apenas lê 'O Pequeno Príncipe'. [...] Tomar posse como juíza federal substituta do TRF é um símbolo de vitória", diz a jovem.

A magistrada conta que mesmo durante a graduação a capacidade dela era posta em dúvida. "Na época da faculdade houve preconceito. A maioria das pessoas não acreditava que eu pudesse ser uma boa aluna, já que era modelo. Ainda há preconceito de que modelo não é inteligente, mas eu sempre fui boa aluna. As pessoas ficam surpresas ao saber que uma modelo-miss passou em vários concursos e hoje é juíza federal. Na verdade isso deixa a vitória ainda mais gratificante. A quebra de paradigma funcionou como um plus na vitória."

A juíza afirma que a experiência com o mundo das misses poderá contribuir com eventuais problemas na nova etapa de vida. "Aprendi a lidar com situações adversas – concorrência, fracasso etc – desde nova, em razão da competitividade do meio da moda. Independentemente da idade da modelo, os problemas advindos da carreira são de 'gente grande'. [...] E, sim, a carreira de modelo e o miss me ensinaram a cuidar de mim mesma. Além de reforçar a vaidade, também me ajudou a ser mais disciplinada e determinada. Mantive dieta e academia, mesmo durante os estudos."

Futuro
Alessandra afirma que não pretende fazer mais concursos públicos agora. O desejo de se tornar juíza veio do contato com magistrados na faculdade, na pós-graduação e no trabalho. A ideia de ir além da aplicação da "letra fria da lei" encantou a jovem.

"É um sonho realizado. Não preciso fazer mais concurso nenhum, pois esse era exatamente o que eu queria: chegar ao TRF e ser magistrada federal. Agora é iniciar a carreira com dedicação total", diz a magistrada.

Segundo ela, o trabalho pode ser exercido em qualquer lugar do país. "O ingresso na magistratura federal implica a responsabilidade de concretizar o princípio fundamental do acesso amplo à Justiça. Há a possibilidade de ser lotada em locais mais distantes. Se isso ocorrer, será uma honra poder fazer parte desse processo de interiorização da Justiça Federal, bem como me dará a oportunidade de conhecer a realidade e a diversidade existentes em um país tão extenso e culturalmente rico como o Brasil. Essa nova fase demandará não apenas o conhecimento jurídico adquirido ao longo dos anos, mas também maturidade e sensibilidade para lidar com conflitos concretos", diz.