sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Indispensável...




















Por Erlon Andrade


Indispensável

A vida não pode girar apenas em torno de beijos, 
abraços ou algo mais. 
Existe a necessidade de se buscar o real 
significado de se viver. 
Entretanto, dentro desse significado está contido o carinho 
que engloba todos os itens anteriores.

Poesia-Tartufo

Texto de: José Maria Souza Costa

Aponta-me o dedo da acusação
Como se fosse honrado de amor.
Esqueceste na luta da agressão
Que da coitada, és o opressor.
Fingido, saúda a noite e o dia,
Reza aos prantos, uma Ave Maria
Celebra a vida, à sabor de vinhos
E escolhe as rimas com sabedoria.
Veste-se de noivo, e bailando em valsa
Finge a calma tenra de um professor.
Sabe q'entre olhares, quase tudo passa
E se tudo passa, cria-se transgressor.
Entre risos, palmas e aparências, brota um agressor.
Entre argumentos e fingimentos, esconde-se o fingidor.

O que faz o juiz leigo?

A figura do juiz leigo no Brasil é antiga, desde a época do Brasil Colônia. Sua atribuição, hoje, está prevista na Constituição Federal, de 1988, no contexto da criação dos juizados especiais. O inciso I do artigo 98 da Carta Magna informa que os juizados serão providos por juízes togados ou togados e leigos, permitindo, na prática, que os tribunais tenham autonomia para optar ou não pela institucionalização desse profissional. 

Sete anos depois, a Lei dos Juizados Especiais (Lei n. 9.099/1995) trouxe mais detalhes sobre as atribuições dos juízes leigos. Esclareceu que eles são auxiliares da Justiça, recrutados entre advogados com mais de cinco anos de experiência, que não podem exercer a advocacia perante os juizados enquanto permanecerem na função.

O juiz leigo desempenha algumas funções que antes apenas o juiz togado poderia exercer, entre elas, tentar a conciliação entre as partes – papel que também pode ser exercido pelo conciliador. O juiz leigo ainda pode ser acionado caso as partes aceitem resolver o conflito usando solução arbitral. 

Na área cível, a Lei dos Juizados é expressa ao permitir que o juiz leigo faça a instrução do processo e apresente uma proposta de decisão, desde que tudo passe por supervisão final do juiz togado. Em qualquer situação, este último pode fazer alterações ou ainda pedir a realização de novos atos probatórios. 

Já na área criminal, embora a Lei dos Juizados preveja a figura do juiz leigo, suas atribuições não ficam claras. Por esse motivo, juristas divergem sobre o papel do profissional – alguns acreditam que ele deve atuar apenas na composição cível, outros defendem que o trabalho possa se estender a outras fases processuais. 

Os tribunais vêm lançando atos normativos específicos para regulamentar a atividade dos juízes leigos, recrutados por meio de seleção pública. Este profissional já atua em estados como Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, e segundo magistrados togados, têm desempenhado importante papel na solução rápida dos litígios de menor complexidade. 



Deputada maranhense ingressa na luta contra o crack em Brasília

Alguns estudiosos afirmam que o número de usuários de crack no Brasil pode chegar a mais de dois milhões. A droga se espalha pelo Brasil e para a deputada federal Eliziane Gama (PPS) deve ser combatida. Na próxima semana a deputada deverá ser apresentado requerimento em que pedirá ao governo federal detalhes sobre o total de recursos investido em programas e ações para combater o crack.
A preocupação da deputada é direcionada para a manutenção dos recursos destinados para a luta contra o uso de crack. Com o requerimento a deputada pretende descobrir se os recursos empregados aumentam na proporção que a droga se alastra, ou se estão estagnados.
O Jornal O Globo informou, em reportagem, que, dos R$ 4 bilhões anunciados por Dilma Rousseff em 2011 para atender ao programa federal “Crack, é possível vencer”, só a metade foi efetivamente executada. Segundo o diário, a partir de informações da ONG, o governo empenhou R$ 3,5 bilhões no programa, mas pagou apenas R$ 1,9 bilhão. Dos 308 consultórios de rua previstos para estar funcionando até dezembro, só 123 entraram em atividade.
O ofício de Eliziane Gama é endereçado à Casa Civil e ao Ministério da Justiça.
Entre outras informações, a parlamentar maranhense quer saber quanto a União efetivamente pagou da dotação orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional para os programas de combate a drogas e crack entre os anos de 2011 e 2014.
Também requisitou dados sobre o volume de recursos investidos pelo governo federal, no mesmo período, em cada uma das 27 capitais para ações e programas de combate a este tipo de entorpecente.

Juizado do Torcedor de Pernambuco criou cultura de paz nos estádios

Muito antes de o Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014, nascia em Pernambuco um projeto pioneiro no tratamento de pequenas infrações em eventos esportivos. Com a instalação do Juizado Cível e Criminal do Torcedor de Recife, em 2006, surgiu também o programa Futebol Cidadão, que já atendeu mais de 2 mil torcedores em conflito com a lei. 

Idealizador do projeto, o juiz Aílton Alfredo de Souza percebeu que a melhor forma de combater a violência em estádios é por meio de consenso e de adequação de penas  um dos principais pilares do sistema de juizados criado há quase 20 anos (Lei n. 9.099/1995). “Na época, houve uma onda de violência entre torcedores em Recife, com muita gente detida. Pensamos em uma solução que não gerasse impunidade e que ao mesmo tempo tivesse efeitos positivos na vida do infrator”, lembra o magistrado.

Nos dias de jogo, o Juizado do Torcedor atua em regime de plantão nos estádios, com a presença de juiz, promotor, defensor, conciliador e servidores – já foram contabilizadas 776 ações desde 2006. Para lá são encaminhados os casos de menor potencial ofensivo, como tumulto, prática ou incitação de violência, ação de cambistas e posse de drogas. 

Quando há acordo com os envolvidos, os conflitos são resolvidos no próprio estádio em cerca de meia hora. Além de aplicação de multa, a principal medida adotada pelo juizado é o afastamento dos infratores dos estádios nos dias de jogo. Para garantir que a punição está sendo cumprida, os autores são obrigados a comparecer na sede do juizado, onde participam das atividades do programa Futebol Cidadão enquanto as partidas estão em andamento. 

A possibilidade de não ser condenado em ação penal levou Airton de Carvalho, 21 anos de idade, a aceitar o acordo proposto pelo juizado, mas ele admite que a experiência superou suas expectativas. Torcedor fanático do Santa Cruz, ele foi detido no ano passado por iniciar tumulto a caminho de um jogo no estádio do adversário. “Quando me pegaram, nunca esperei parar em um lugar assim. As pessoas te entendem, são comunicativas, orientam em tudo, não só sobre futebol. Eles dão uma lição de moral para a pessoa se orientar e saber o que aconteceu”, conta. 

Cultura de paz Sob a coordenação de uma assistente social, o Futebol Cidadão oferece palestras, atividades culturais e até cursos profissionalizantes durante o tempo de afastamento dos estádios, que dura, em média, de três a seis meses. “Trabalhamos questões tão diversas como respeito às diferenças, relações de gênero e até como se comportar em uma entrevista de emprego”, conta a assistente social Deolinda Brandão, que atua no Juizado do Torcedor desde 2009. 

Em geral, os participantes têm de 18 a 23 anos de idade, não concluíram o ensino médio e ganham até dois salários mínimos. A taxa de evasão do programa é baixa, em torno de 3,5%, assim como a reincidência, que não passa de 2%  geralmente relativa a cambistas e não àqueles que praticam violência. Segundo Deolinda, os participantes se tornam multiplicadores de uma cultura de paz. “Já teve caso de um rapaz que disse que estava pronto para bater na mulher, e então lembrou da palestra que fizemos sobre violência doméstica e graças a isso não cometeu o crime”, conta. 

O esforço do grupo tem dado resultados também nos estádios, com redução de infrações em mais de 80%. “A primeira turma chegou com 80 pessoas, agora são entre 10 a 15 pessoas. Eles saem daqui como amigos e eu pergunto porque não pode ser assim sempre, porque eles acham que pessoas que nem conhecem devem ser inimigos”, avalia Deolinda.

A experiência no Futebol Cidadão foi tão marcante para Melquisedec Cavalcante que o jovem de 19 anos decidiu deixar a torcida organizada do Sport. “Percebi que esse não é o caminho, o programa me fez ver que a violência não leva a lugar algum”, conta. Ele diz que, antes, sempre participava dos tumultos, até o dia em que acabou detido porque um colega de torcida quebrou o teto de um ônibus. Agora, diz que prefere assistir aos jogos com tranquilidade. 

O projeto Futebol Cidadão concorreu ao Prêmio Innovare em 2008, na categoria juiz individual. Anos mais tarde, a experiência em Recife foi aproveitada pelo Conselho Nacional de Justiça no contexto das atividades do Fórum Nacional de Coordenação das Ações do Poder Judiciário da Copa das Confederações Fifa 2013 e da Copa Mundo Fifa 2014. 

Coordenador do Fórum da Copa do CNJ, o conselheiro Paulo Teixeira credita a boa atuação dos juizados durante o evento ao fato de já existirem experiências pioneiras como a de Pernambuco. “Não partimos do ponto zero. Alguns estados já tinham estrutura montada para atender à demanda e ajudaram a levar para outras capitais. Com essa linha de ação, pudemos fazer com que juizado especial mostrasse à população seu real sentido, facilitando os processos e a conciliação”, analisa. 


Chiliques, birras e acessos de raiva

































Chiliques e acessos de raiva são como chuva de verão -- repentina e, às vezes, violenta. Num minuto você e seu filho estão jantando tranquilamente, e no seguinte ele está chorando, esperneando e gritando porque o canudo do suco não é da cor que ele queria. Crianças entre 1 e 3 anos são especialmente propensas a ter esses "ataques". 

Não há por que achar que você está criando um pequeno tirano -- nessa idade, é pouco provável que seu filho esteja tentando ser manipulador. Provavelmente ele está tendo um "surto" por causa de uma frustração, que ele não consegue expressar bem com palavras, porque ainda é muito novinho. 


Faça de tudo para não perder a calma você também
Respire fundo. Claro que os ataques de birra dos pequenos não são uma coisa bonita de se ver. Além de chutar, gritar ou socar o chão, seu filho pode jogar coisas, bater ou prender a respiração até ficar roxo. Nessa hora, ele não escutará nenhuma "voz da razão". 

Uma tática que pode funcionar é ficar perto do seu filho durante o chilique. Sair da sala ou do quarto e deixá-lo sozinho -- por mais tentador que seja -- pode fazê-lo se sentir abandonado. A tempestade de emoções que tomou conta da criança pode ser assustadora para ela, e ela gostará de saber que há alguém por perto. 

Alguns especialistas recomendam carregar a criança no colo, se possível, e dizer-lhe que o abraço é gostoso. Mas outros dizem que é melhor ignorar o chilique até a criança se acalmar, em vez de "recompensar" o comportamento negativo. Você acabará descobrindo o que é melhor para seu filho por meio de tentativa e erro. 

Mas, por mais que o chilique dure, não ceda a demandas pouco razoáveis. Bem que dá vontade de fazer isso, para acabar logo com o escândalo, ainda mais quando se está em público. Tente não se preocupar com o que os outros pensam: todo pai e mãe já passaram por isso. Se você ceder, só vai ensinar ao seu filho que espernear é um bom jeito de conseguir o que quer. 

Além disso, seu filho já está assustado por estar fora de controle, e a última coisa que ele precisa é sentir que você também está sem controle. 

Se a birra aumentar a ponto de ele bater nas pessoas ou nos animais de estimação, jogar coisas ou gritar sem parar, leve-o até um lugar seguro, como o quarto. Explique por que ele está lá ("Você bateu na tia Maria") e deixe-o saber que você ficará com ele até ele parar. 

Em um lugar público, prepare-se para ir embora com seu filho até ele se acalmar. Se ele começar a espernear porque o espaguete veio com pedaços de tomate, por exemplo, leve-o para fora do restaurante até ele se acalmar. 

Quando a tempestade passar, converse com seu filho sobre o que aconteceu. Diga que você entendeu a frustração dele, e ajude-o a colocar os sentimentos em palavras, dizendo algo como: "Você estava muito bravo porque sua comida não era como você queria". 

Deixe-o perceber que, se ele usar palavras para se expressar, vai conseguir resultados melhores. Diga, por exemplo, com um sorriso: "Desculpe por não ter entendido. Agora que você não está mais gritando, consigo saber o que você quer". 


Evite situações que favoreçam os ataques de birra
Tente evitar situações que possam levar seu filho a ter um chilique. Por exemplo, se ele é do tipo que fica muito mal-humorado quando está com fome, carregue pequenos lanches. Se ele tem problemas na transição de uma atividade para outra, avise-o com antecedência. 

Alerte-o de que vocês estão prestes a jantar ("Nós vamos comer quando você e papai terminarem de ler essa história"), o que lhe dará chance de se preparar. 

Nessa fase, seu filho também está às voltas com a independência, então lhe dê a chance de fazer escolhas sempre que possível. Ninguém gosta de receber ordens a todo instante. 

Perguntar se ela quer cenoura ou milho, em vez de simplesmente mandá-la comer milho, dá à criança uma sensação de controle da situação. Fique de olho na frequência dos seus "nãos" para ela. Se isso virou rotina, você provavelmente está criando um estresse desnecessário para vocês dois. Tente relaxar um pouco. Pense bem antes de entrar num impasse. 

Será que realmente vai atrapalhar muito ficar mais cinco minutos no parquinho? E será que alguém realmente se importa se seu filho quiser usar meias de cores diferentes? 


Fique de olho em sinais de estresse

Embora ataques e chiliques diários sejam normais quando a criança tem entre 1 e 3 anos, você precisa ficar de olho em possíveis problemas. Pense se houve algum problema sério na família, uma fase de muita correria na vida de todos, se há tensão entre a mamãe e o papai. Tudo isso pode causar esse tipo de comportamento. 

Se seu filho tem mais de 2 anos e meio e continua tendo altos ataques de birra todos os dias, converse com o pediatra. Se a criança for mais nova, mas tiver de três a quatro ataques por dia e não cooperar em nenhuma das atividades diárias, como se vestir ou guardar os brinquedos, também pode ser o caso procurar outro tipo de ajuda. 

O pediatra pode verificar se há algum problema físico ou psicológico mais sério e sugerir maneiras de lidar com a situação. Também converse com ele se seu filho fica prendendo a respiração de propósito até ficar roxo (há algumas crianças que chegam a desmaiar), o que pode ser bem assustador. Há algumas indicações científicas de que esse comportamento pode estar ligado à deficiência de ferro.

55% dos profissionais de TI sofrem bullying no trabalho

São Paulo - Muitos profissionais de TI já têm que lidar com o velho estereótipo que os define como "nerds", tímidos e antissociais.
Agora, uma pesquisa ainda revela que mais da metade deles sofre bullying no trabalho.
Realizado por uma companhia norte-americana de hospedagem na web chamada Connectria Hosting, o levantamento entrevistou 250 profissionais da área e descobriu que 55% deles já sofreram bullying de um colega de trabalho.
E, além disso, 65% já se sentiram intimidados em ir trabalhar por causa do mau comportamento de outro funcionário.
O estudo é uma iniciativa do próprio CEO da empresa, Rich Waidmann, que deseja acabar com o bullying no trabalho com um movimento chamado “No Jerks Allowed” (algo como "Idiotas não são permitidos" em português).
Isso porque em uma entrevista para o site Business Insider, Waidmann conta que quando fundou a Connectria, em 1996, sua ideia era ter o melhor ambiente de trabalho possível para seus funcionários.
E sua intenção é de que cada vez mais companhias passem a adotar políticas de tolerância zero contra o bullying no escritório.
Aliás, a pesquisa revela que dois terços das pessoas entrevistadas afirmaram já estar trabalhando em empresas com políticas para combater esse tipo de assédio.
Não é de se surpreender que 83% disseram já ter trabalhado com uma pessoa que cometia bullying nos últimos cinco anos e 25% admitiram ter agido assim com outro colega.
Segundo a pesquisa, existem cinco tipos de "idiotas" mais comuns no trabalho:
1. O “Sabe-tudo” (cerca de 30% disseram que esse é o tipo mais comum)
2. “Bully” (26%)
3. “Reclamão” (21%)
4. “Puxa-saco” (16%)
5. “Fofoqueiro” (4%)
O levantamento ainda mostra que esses tipos de funcionários impactam negativamente a companhia em vários aspectos.
Dois terços dos entrevistados afirmaram que o mau comportamento faz com que os funcionários fiquem com a moral baixa.
O funcionário também pode acabar se isolando ao sofrer bullying: 42% dos participantes disseram que o assédio leva as pessoas a trabalharem isoladas e sozinhas em vez de colaborarem com a equipe.
40% também disseram que tal atitude diminui a qualidade de trabalho da companhia, e um terço afirmou que isso atrapalha a rotina do profissional com suas tarefas.
Veja em infográfico a pesquisa completa realizada pelo movimento "No Jerks Allowed".

10 hábitos inteligentes para uma casa sempre limpa e arrumada

Quando se trata de limpeza e organização, toda mulher tem alguns costumes. Porém, é importante também prezar por alguns hábitos que deixem a casa sempre menos bagunçada, o que facilitará na hora de limpar e arrumar. Essas práticas podem e devem ser adotadas por todos que moram na casa e vão te ajudar a poupar tempo de faxina, confira.
1 – Cada coisa em seu lugar
Essa é uma regra de organização que pode ser usada para tudo. Quando usar um pente ou escova coloque de volta em seu lugar. Quando fizer limpeza, coloque tudo de volta no lugar. Desta forma, você evita ter que ficar arrumando tudo que está no meio do caminho antes ou durante a faxina.
2 – Tirem os sapatos
Mesmo quando os sapatos estão aparentemente limpos, eles ainda carregam impurezas e pó que vem da rua e dos lugares por onde passaram. Sem falar nos dias de chuva, em que os sapatos podem ficar cheios de lama.
Retirar os sapatos antes de entrar em casa além de evitar trazer bactérias para seu lar e ajuda a diminuir a sujeira do chão, fazendo com que sua faxina fique mais fácil e rápida.
3 – Use o aspirador e a vassoura a seu favor
Se você faz a limpeza uma ou duas vezes na semana, nos outros dias tente manter os cômodos limpos sem acumular sujeira fazendo algumas limpezas pequenas. Aspire ou varra um cômodo por dia e verá como a faxina ficará mais prática.
4 – Limpeza do banheiro durante o banho
Durante o banho, procure jogar água morna nas paredes para que a sujeira vá diminuindo aos poucos e nunca se acumule. Alguns produtos como condicionador de cabelo podem ficar grudados e são difíceis de remover quando secos. Por isso, jogue água nas paredes antes de deixar o box e remova cabelos que ficam no ralo para manter o local limpo.
5 – Mantenha as pias limpas e secas
Tanto a pia da cozinha quanto a do banheiro quando estão sujas dão a impressão de que a casa toda está suja. Por isso, sempre que usá-las, jogue um pouco de água corrente para remover a sujeira mais grossa e evitar o acúmulo de poeira ou restos de produtos e comida.
Fique atenta a restos de creme dental que ficam na pia do banheiro e restos de comida que podem se acumular e ficar grudados na pia da cozinha. Quanto antes forem removidas, mais fácil será de eliminar estas sujeiras.
6 – Comidas e bebidas só na cozinha
Evitem comer em outros lugares que não seja a cozinha ou sala de jantar para que seja mais fácil de enxergar a sujeira e limpar logo após a refeição. Comer e beber no sofá da sala, por exemplo, pode deixar alguns rastros que dificultam a faxina. Tenha o costume de sempre limpar o local onde comeu e sua casa ficará limpa por mais tempo.
7 – Nunca deixe a louça de hoje para amanhã
Deixar acumular a louça de um dia para o outro pode parecer muito tentador quando você esá cansada, mas além de chamar baratas, este hábito faz com que você demore mais na faxina. Lavando a louça no mesmo dia, você evita que os restos de comida sequem e fiquem duros nos pratos, talheres e panelas. Portanto: comeu, lavou.
8 – Cuidados na hora de cozinhar
Ter um capricho especial na hora de picar o tomate ou na hora de mexer o molho na panela são hábitos que evitam sujar sua cozinha. Tente não cortar alimentos ou mexê-los na panela de forma muito brusca para que estes não respinguem no fogão, na pia e na parede da sua cozinha. Caso isso aconteça, limpe imediatamente enquanto ainda está fácil.
9 – Fique atenta a pequenos acidentes
Alguns deslizes como deixar cair água na hora de molhar uma planta, deixar pingar água do cabelo no chão ao sair do banho e derrubar açúcar no armário ao abrir o pote são completamente evitáveis. Cuidado e carinho ao fazer as coisas em casa te ajudam a impedir estes pequenos acidentes que podem deixar sua casa toda suja.
10 – Oriente quem mora com você
Por fim, essas sugestões podem não adiantar muito se você segui-las, mas os outros habitantes da casa não o fizerem. Por isso, procure orientá-los e encorajar estes hábitos inteligentes. Assim, seu lar fica sempre limpo e arrumado e você gasta menos tempo sofrendo para remover a sujeira e organizar a bagunça.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O que são os xiitas?


Se você é uma dessas pessoas que franzem o cenho e olham para os lados quando alguém comenta a divisão sectária do Oriente Médio, perguntando-se “mas o que são xiitas e sunitas mesmo?“, aproveite que acabo de voltar de uma viagem ao Iraque (leia mais no Orientalíssimo, clicando aqui). Cercado por bandeirolas da peregrinação xiita rumo a Karbala e de imagens de Hussein, neto do profeta Maomé, me senti na obrigação de responder à seguinte pergunta:

 

O que são os xiitas?

 

São muçulmanos. A resposta parece atravessada, mas na verdade é um detalhe que às vezes foge de vista quando a discussão esquenta. Falamos hoje em divisões e em violência sectária, mas os xiitas e os sunitas são ambos muçulmanos e seguem a mesma religião –acreditando na base do islã de que só existe um deus e Maomé é seu profeta. A diferença é histórica e política, para além das divergências religiosas. Como resumiu a mim um jovem iraquiano durante um café: “xiitas rezam com os braços para baixo, sunitas rezam com os braços cruzados”.

 

No que eles são diferentes, historicamente?

 

Na escolha de quem daria continuidade à liderança do profeta Maomé, morto em 632. Maomé havia revolucionado a península Arábica com o livro sagrado que recitara (o Corão), superando as relações tribais pela ideia de uma comunidade religiosa, chamada “umma” em árabe. Mas, quando morreu, Maomé não deixou um herdeiro. Parte dos muçulmanos preferiu que o líder da comunidade fosse escolhido entre seus seguidores (esses são os chamados sunitas). Os xiitas são aqueles que preferiram um líder que tivesse laços de sangue com Maomé (especificamente Ali, seu primo e genro). Os sunitas venceram a disputa e elegeram Abu Bakr, primeiro califa do islã.

 

Mas é só um detalhe?

 

Não. É uma perspectiva. Sunitas apostavam, à época, na ideia de um líder por consenso. Xiitas preferiam uma perpetuação por linhagem de sangue. Essa ideia acompanhou os grupos nas décadas seguintes à morte de Maomé, com violentas disputas pelo poder culminando na morte tanto de Ali quanto de seus filhos, Hussein e Hassan, celebrados como mártires entre os xiitas.

 

Fazendo uma pausa: o que quer dizer “sunita” e “xiita”, em árabe?

 

Sunita vem da “sunna”, que é o nome dado às práticas e aos ensinamentos de Maomé. Xiita vem de “shiat Ali”, ou “partidários de Ali”.

 

Eles vão brigar para sempre?

 

Não. A ideia de uma tensão sectária constante é recente. Conversei recentemente com anciões iraquianos, por exemplo, que me narravam as décadas passadas no país. “Ninguém sabia quem era xiita e quem era sunita. Não usávamos esses nomes”, me disse um senhor. O assunto foi mais urgente, durante a história, quando foi usado por governos para se perpetuar e alienar inimigos, a exemplo do que fizeram o ex-ditador Saddam Hussein e o ex-premiê Nuri al-Maliki.

 

Que países são xiitas?

 

Há grandes concentrações de xiitas no Líbano, no Irã, no Iraque, no Bahrain, no norte do Iêmen e em regiões de Afeganistão e Paquistão, entre outros. Não à toa há sólidas relações entre a milícia libanesa Hizbullah, o Iraque e o Irã, para desgosto dos EUA, que apostam na liderança sunita da Arábia Saudita. Mas xiitas são a minoria no islã –por volta de 10% ou 20% do total, a depender das fontes.

 

E a Síria?

 

Os xiitas estão na região oeste. Ali predomina o ramo alauita, que é uma vertente do xiismo. Esse grupo é representado pelo atual ditador sírio, Bashar al-Assad, que enfrenta hoje uma violenta insurgência contra o seu regime. Mas, apesar do espectro da disputa sectária, a guerra na Síria não é exatamente “sunitas versus xiitas”. Há, por exemplo, sunitas moderados e sunitas radicais, como o Estado Islâmico.

 

As pessoas dizem, no Brasil, que fulano é “radical xiita”. Todo xiita é radical?

 

Não. A expressão não faz sentido. O Estado Islâmico, por exemplo, é sunita. Existem radicais xiitas, sunitas, cristãos, ateus e o que mais precisar. Ou seja: existem radicais. Ponto.





















terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Como o brasileiro encara o sexo em 10 números

São Paulo - Embora os perigos do sexo sem camisinha já tenham sido bem difundidos, a população brasileira insiste em não se proteger.
Segundo uma pesquisa do Ministério da Saúde, metade dos brasileiros entrevistados afirmou não usar o preservativo em todas as relações sexuais. 
O problema afeta também os jovens e gera graves consequências para as meninas: duas em cada 10 adolescentes com menos de 15 anos já tomaram pílula do dia seguinte e quase um terço das jovens entre 14 e 25 anos já engravidou pelo menos uma vez. 
Quando se trata de sexo, no entanto, o brasileiro também pode surpreender: 13% dos homens casados já tiveram mais de 7 amantes e 87% das mulheres brasileiras consomem produtos eróticos. 
Veja, a seguir, 10 números que retratam a forma como a população brasileira encara o sexo:
 13% dos homens casados já tiveram mais de 7 amantes
Seis em cada dez homens brasileiros casados da classe A admitem já ter tido pelo menos uma amante, segundo pesquisa feita pela revista masculina GQ em dezembro de 2013. Do total de entrevistados, 13% afirmam ter se relacionado com mais de 7 amantes. 
O estudo ouviu 500 pessoas entre homens e mulheres, de 11 capitais brasileiras, todos pertencentes à classe social A.
5 em cada 10 brasileiros têm mais de 10 parceiros sexuais
No ano passado, metade dos brasileiros contabilizou mais de 10 parceiros sexuais ao longo da vida, segundo pesquisa do Ministério da Saúde.
Há 10 anos, apenas 18% dos entrevistados admitiam o mesmo número de parceiros. 
A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP) ouviu 12 mil pessoas, de 15 a 64 anos, em todo o país.

9 em cada 10 mulheres brasileiras compram produtos eróticos
Um estudo feito pela empresa Hibou revelou que 42% das mulheres brasileiras afirmaram que iriam para cama com um desconhecido. Outras 87% disseram consumir produtos eróticos. A pesquisa entrevistou 2 mil mulheres em todo o país.
23% das meninas até 15 anos já tomaram pílula do dia seguinte
Um levantamento da Casa da Adolescente, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mostra que 23% das adolescentes já usaram a chamada pílula do dia seguinte, por não terem usado preservativo nas relações.
A pesquisa foi realizada com 600 adolescentes, em 2013.
Só metade dos brasileiros usa camisinha em todas as relações sexuais
Mas o índice é melhor do que há 10 anos. Em 2004, 48% dos brasileiros usavam preservativo em todas as relações sexuais. Em 2013, o índice saltou para 54% da população. 
A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP) ouviu 12 mil pessoas, de 15 a 64 anos, em todo o país.
Um terço dos jovens brasileiros tem o costume de fazer sexo sem proteção
De acordo com a pesquisa Lenad 2014 (Levantamento Nacional de Álcool e Drogas), 3 em cada 10 rapazes e 38% das moças afirmam utilizar camisinha raramente ou nunca em suas relações sexuais.
No total, 34,1% dos jovens brasileiros têm o costume de fazer sexo sem proteção.
Quase um terço das jovens com idade entre 14 e 25 anos já engravidou ao menos uma vez. Entre as que tinham menos de 20 anos, a taxa era de 16,5%. 
4 em cada 10 jovens dispensam a camisinha quando estão em um relacionamento estável
Uma pesquisa feita pela Caixa Seguros, em dezembro de 2012, revelou como os jovens brasileiros encaram o sexo.
Os números revelam que as informações sobre prevenção de doenças ainda não chegam com efetividade a esse público.
Um exemplo: 24% dos entrevistados afirmaram ser possível pegar o vírus HIV pela saliva. A falta de informação se justifica, pois apenas 9,4% deles foram a um centro de saúde nos últimos 12 meses para obter informações ou tratamento para DSTs, doenças sexualmente transmissíveis.
Os números mais expressivos se referem ao sexo seguro: 40% dos entrevistados acham que quando o relacionamento é estável não é necessário usar camisinha.
A pesquisa ouviu 1.208 jovens entre 18 e 29 anos, em 15 Estados e no Distrito Federal.
7 em cada 10 jovens iniciam a vida sexual entre 14 e 18 anos
A pesquisa da Caixa Seguros mostrou que 73% dos brasileiros com idade entre 18 e 29 anos iniciou a vida sexual dos 14 aos 18 anos. A média de idade na primeira vez é de 17 anos.
Um terço dos jovens dispensa a camisinha quando usa drogas
O álcool e as drogas podem ter sua parcela de culpa no alto índice de jovens que não usam camisinha. Segundo pesquisa da Caixa Seguros, 34% dos entrevistados admitiram já ter feito sexo sem proteção após consumir drogas lícitas ou ilícitas.
20% dos meninos acham que mulher que leva camisinha na bolsa não “serve para casar”
Embora os jovens reconheçam que as meninas têm direito de pedir ao parceiro que use camisinha (90% disseram concordar), 2 em cada 10 entrevistados pela pesquisa da Caixa Seguros afirmaram que uma mulher que carrega um preservativo na bolsa não “serve para casar”.