sábado, 24 de fevereiro de 2024

Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil

Você sabia que até 1931 as mulheres não votavam nas Eleições no Brasil?

Por isso, hoje, na data de 24 de Fevereiro comemoramos a conquista do Voto Feminino no Brasil. Luta incansável que foi feita através de muitas mulheres que estão cada dia mais ocupando um espaço social para que nossos direitos possam ser exercidos. Por isso não devemos deixar de votar em cada eleição, temos que exercer esse direito, além do fato de ocupar cada vez mais o espaço político que ficamos por muito tempo de fora. E chegou o nosso momento, vamos votar! Vamos ocupar o que é nosso por direito!

sábado, 22 de fevereiro de 2020

TUDO O QUE VOCÊ PRECISOU DESAPRENDER PARA VIRAR UM IDIOTA #meteoro.doc



Existem teorias conspiratórias definindo políticas públicas no Brasil. Há um grupo de pessoas que chama essas conspirações de "filosofia" e há outro grupo que tenta entender como essas ideias, antes marginalizadas, passaram a pautar nossas vidas e a definir nossos destinos. "Tudo o que você precisou desaprender para virar um idiota", lançado pela Editora Planeta, pode ser uma leitura útil para ambos os grupos.
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Você pode ter mais informações sobre o livro "Tudo o que você precisou desaprender para virar um idiota" nesse link, mas só se você quiser: https://amzn.to/2M5YsTe 
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O Meteoro já caiu no facebook, no twitter e no instagram: 



Intoxicações eletrônicas na primeira infância | Julieta Jerusalinsky


Vivemos tempos da virtualidade das relações, independente da idade. A exigência de estar permanentemente on-line inaugura uma forma de convívio onde as pessoas podem estar de corpo presente, mas, psiquicamente ausentes, olhando cada um para sua janela virtual. Como essa nova maneira de estar junto está afetando nossas vidas e principalmente o universo infantil?
A psicanalista Julieta Jerusalinsky discute esse tema.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Mudanças no Maranhão


Por Flávio Dino

Começamos o ano com uma ótima notícia: o site G1, que avalia a atuação de todos os governos, mostra que já cumprimos 80% do nosso programa de governo, com tarefas concluídas ou com resultados parcialmente cumpridos. Isso nos coloca no 2º lugar entre os governos mais eficientes do Brasil. Ou seja, um site jornalístico nacional certifica o acerto do núcleo de nossa estratégia para desenvolver o Maranhão: a combinação firme de investimentos públicos com políticas sociais.

Esses resultados positivos tornam-se ainda mais significativos considerando que foram conquistados em mares agitados por muitas tempestades. Com efeito, o país vive uma das mais profundas crises de sua história. Crise econômica, que vítima 12 milhões de desempregados em todo o Brasil. E um cataclismo político que aniquilou o diálogo institucional, em nome de uma briga pelo poder sem regras e limites, gerando essa confusão generalizada que trava a retomada do crescimento de nossa economia. Diante desse cenário caótico, lembro do ensinamento de Gramsci: devemos ter espírito crítico na análise da situação que nos cerca. Mas não perder a vontade e o otimismo de transformar essa realidade.

É com essa postura, cabeça erguida e pé no chão, que trabalhamos os 365 dias do ano que findou para construir um Maranhão melhor. Os primeiros resultados já podem ser vistos. Sou grato a Deus por estarmos pagando os servidores em dia e cumprindo nossos compromissos de ampliar os serviços públicos de hospitais, escolas e estradas. Concluímos e colocamos para funcionar 5 hospitais macrorregionais, transformando obras inacabadas em benefícios diretos para a população. E em 2017 teremos mais inaugurações na saúde. Entregamos mais de 440 viaturas policiais, superando nossa própria meta e, com as nomeações que farei em fevereiro, serão 2.500 novos policiais no estado. Reconstruímos totalmente 63 escolas e reformamos 300 em 2016. Na semana passada, assinei ordem de serviço no valor de R$ 27 milhões para a reforma de outras 211 unidades de ensino ainda no primeiro semestre deste ano, o que totalizará 574 escolas entregues em melhores condições para a atividade educacional. Essa ação faz parte do Programa Escola Digna, que já começa a se refletir no IDEB, principal índice educacional, no qual tivemos um crescimento de 10% na última avaliação. E o Programa Mais Asfalto continua vigorosamente, em estradas estaduais e no auxílio a municípios com suas vias urbanas.

Esse 2016 que se encerrou também foi o ano em que o povo do Maranhão disse de forma clara e cristalina que confia no caminho de transformação que começou a ser trilhado. Que aprova o que foi realizado até aqui e compreende que, com trabalho honesto e prioridades certas, é possível fazer mais. Estamos também mostrando ao país que nós repudiamos a imagem de falcatruas que tanto mancharam nosso passado, por força de uma elite que sugou os recursos do estado para construir impérios de mídia e fortunas pessoais inimagináveis, que mantêm sucessivas gerações sem trabalhar, vivendo só de heranças.

Agora, o Maranhão é de todos nós. Sem donos, livre, lutando por um futuro digno, com direitos e serviços públicos melhores. Em 2017, faremos muito mais e venceremos as adversidades. Estou convicto em nossa vitória diante da crise neste ano que se inicia. Porque contamos com a força e a fé de um povo que já mostrou que é capaz de resistir às maiores provações para construir um futuro melhor para todos nós. Viva o Maranhão. Viva o Brasil. Feliz ano novo.

 

Fonte:https://www.facebook.com/notes/fl%C3%A1vio-dino/2017-novos-passos-da-mudan%C3%A7a/678578972302879

 

sábado, 2 de abril de 2016

A importância do Dia Mundial da Conscientização do Autismo



Por Andrea Werner Bonoli

Pedro tem 2 aninhos e parece meio alheio a tudo. Não olha quando é chamado, não atende a comandos verbais simples e, às vezes, parece nem se importar quando o pai chega do trabalho. Passa horas deitado no chão observando as rodinhas de seu carrinho vermelho. Pedro também não fala nada além de "mamã". Ao relatarem esses fatos à pediatra, os pais ouviram que está tudo bem, que são ansiosos demais e que isso é falta de estímulo porque a mãe, principalmente, trabalha demais.

Rita foi abandonada pelo marido, está desempregada e depende do auxílio financeiro do governo. Seu filho Guilherme tem 4 anos e ainda não fala. Já faz mais de um ano que ela pediu, no posto de saúde, para que ele passasse no neuro. Continua esperando.

Rafael tem 3 anos e fala de forma diferente: repete, incansavelmente, vários bordões de desenhos animados que assiste em seu tablet e sabe todos os números de 1 a 100, em português e inglês. Mas parece incapaz de responder às perguntas simples de sua mãe, como, por exemplo, o que ele fez na escola naquele dia. Quando está nervoso, grita muito, se joga no chão e até bate a cabeça na parede. Sua mãe, cansada de ser julgada pelos olhares alheios na rua, resolveu levá-lo a um neuropediatra. O médico o olhou por 10 minutos e disse que ele não é autista porque "faz contato visual" e "é afetuoso".

Gabriela é um bebê de quase 2 anos. Sua mãe relatou, em um grupo materno no Facebook, que ficou preocupada porque a filha parece "desaprender" as coisas. Parou de dar tchauzinho, de bater palmas, não gosta dos brinquedos, mas pode passar horas acendendo e apagando luzes ou abrindo e fechando portas de armários. Também tem um apego estranho por objetos como caixas de fósforos e garrafas pet. Ouviu da maioria das mães que não deve se preocupar, porque cada criança tem seu tempo.

Bernardo tem 8 anos, é extremamente inocente e tem dificuldades para entender linguagem não verbal e ironias. Com isso, virou alvo fácil do bullying na escola. Cansada de ver o filho chorar dizendo que ninguém gosta dele, a mãe foi à escola. Ouviu da diretora que crianças são assim mesmo e não há nada que possa ser feito.

Mariana já rodou a cidade de norte a sul e não consegue encontrar uma escola para seu filho Fernando, de 5 anos, que é autista. As vagas existem. Mas, quando ela menciona o autismo do filho, elas somem misteriosamente.

Todas as crianças acima são autistas. Algumas vão ter seu diagnóstico atrasado pelo desconhecimento de pais, professores e profissionais da área da saúde. Serão meses ou anos perdidos, um tempo precioso que poderia estar sendo revertido em intervenção precoce.

Umas vão ficar sem escola. Outras serão aceitas, mas ficarão "encostadas", sem profissionais qualificados e capacitados para ajudá-las em seu jeito único de aprender. Muitas vão sofrer bullying graças ao desconhecimento de professores e alunos.

Ah, a conscientização! Palavra bonita e importante que toma um sentido especial para todos os autistas e seus familiares no dia 2 de abril. Este é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, decretado pela ONU! Há vários anos, como parte da celebração, muitos edifícios importantes do mundo - como o Empire State Building e até o Cristo Redentor - ficam iluminados de azul.

Segundo a estatística americana, 1 em cada 68 crianças tem autismo. Isso é muita coisa! Como vamos diagnosticar essas crianças cedo o suficiente para quem tenham a intervenção precoce, que é tão importante? Como vamos qualificar profissionais da saúde e da educação? Como vamos alertar os pais para que fiquem atentos aos sintomas? Como vamos acolher e cuidar dos autistas mais velhos, cujos pais já estão idosos e não têm condições de olhar por eles?

Meu filho Theo foi diagnosticado pouco antes de fazer 2 anos. Dois pediatras disseram que ele não tinha autismo, mas estavam enganados. Ainda bem que não aceitamos as respostas confortáveis, mas equivocadas!

Vivemos de perto o drama de "em que escola meu filho vai estudar". Começamos as terapias bem rápido e, hoje, não gosto nem de pensar como ele estaria se não tivéssemos agido imediatamente. Theo vai fazer 8 anos em junho, não fala, mas se comunica bem através de um sistema que usa figuras. Atualmente, moramos na Suécia, onde ele conta com assistência boa e gratuita, além de uma escola que está totalmente preparada para ensiná-lo. Ele está, inclusive, sendo alfabetizado, aprendendo a contar, tudo da melhor forma e respeitando suas particularidades.

É exatamente por isso que precisamos da conscientização. Para que o Brasil possa, um dia, dar as mesmas condições a seus autistas. Para que situações como as relatadas no início deste texto sejam cada vez menos frequentes. Conscientização para gerar ação, conhecimento, capacitação, menos preconceito.

Quer ajudar a espalhar a conscientização do autismo? Então, no dia de hoje, vista uma peça de roupa azul, poste uma foto das redes sociais e use a hashtag #azulpelosautistas !

E fique atento em casa: criança que, aos 2 anos, perde habilidades que já tinha, não usa a fala para se comunicar, não aponta e não olha quando chamada pelo nome, precisa ser avaliada por um neuropediatra ou psiquiatra infantil. Quanto mais cedo as terapias começam, maiores as chances de que estas crianças possam ter uma vida independente no futuro!

 

Fonte:http://revistacrescer.globo.com/blogs/Blog-daCrescer/Blogueiros-convidados/noticia/2016/04/importancia-do-dia-mundial-da-conscientizacao-do-autismo.html?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter

''Coalizão de ladrões’ quer derrubar Dilma para adotar ‘agenda entreguista'’, diz Ciro Gomes






























Por Luís Eduardo Gomes

Em Porto Alegre para participar do Seminário Dívida Pública, Desenvolvimento e Soberania Nacional,  promovido pelo Sindicato dos Engenheiros (Senge), na PUCRS, o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) afirmou que o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) está sendo movido por uma “coalizão de ladrões” que deseja implementar uma “agenda entreguista”, submetida a interesses internacionais.

 

Em entrevista concedida ao Sul21 e ao Jornal Já, Ciro Gomes afirmou que a saída do PMDB do governo federal, sacramentada em votação que durou três minutos na tarde de terça-feira (29), em Brasília, tem o objetivo de acelerar o processo de impeachment para tentar impedir que as investigações da Operação Lava Jato atinjam mais nomes da classe política brasileira.

 

“O doutor [Rodrigo] Janot, procurador-geral da República, está de posse de mil contas na Suíça, com US$ 800 milhões já identificados e bloqueados, com a fina flor dos políticos e dos empresários com eles conexos. Por isso que eles precisam aceleradamente [do impeachment]. Faz cinco meses que o processo de cassação do Eduardo Cunha não anda um passo sequer na Câmara e uma presidência da República da oitava economia mundial, em menos de 15 dias, pelo que nós estamos contando hoje, pode cair”, afirma Ciro.

 

Para o ex-governador, provável candidato a presidência da República pelo PDT em 2018, o impeachment da presidenta ainda não é inevitável, mas será preciso que o “povão acorde” e que haja uma mudança no contexto nacional para que ele seja barrado. Ciro ainda prevê que, caso se concretize a queda de Dilma, o vice-presidente Michel Temer terá muitas dificuldades para governar diante da crise econômica e política vivida pelo país.

 

Confira a seguir a íntegra da entrevista.

 

Como você avalia a saída do PMDB do governo?

 

Ciro Gomes: Isso é a crônica de uma morte anunciada. Se não fosse uma tragédia para o país, eu seria um dos brasileiros que poderia estar dizendo, com muita moral e coerência, que eu avisei. Quantas vezes eu falei com o Lula, eu falei com a Dilma, lá na ancestralidade desse projeto, o quanto estúpido e equivocado era colocar esse lado quadrilha da política brasileira na linha de sucessão do País. Prevaleceu o pragmatismo que acabou entregando organicamente ao PMDB a resultante do poder no Brasil, sem voto. E agora eles estão percebendo que podem consumar o fato, eliminar os intermediários e assumir diretamente. São componentes absolutamente escandalosos e enojantes. Eu não estou exagerando em nenhuma palavra, porque assistir o País ir para o risco que está correndo, para o Michel Temer, organicamente vinculado a tudo que está errado sob o ponto de vista institucional e de corrupção no Brasil – eu sei muito bem o que estou falando, é só pesquisar meu mandato de deputado federal, com ele na presidência da Câmara – e parceiro íntimo do Eduardo Cunha, que vira vice-presidente da República.

 

Com isso eles vão, apoiados pelo PSDB nesse instante, cumprir a segunda tarefa depois de assaltar o poder, que é matar a Lava Jato, que agora, sob o ponto de vista dos politiqueiros de Brasília, parece ter saído do controle. Só para eu lhe dar alguns dados que não saem na grande mídia porque não interessa. O doutor [Rodrigo] Janot, procurador-geral da República, está de posse de mil contas na Suíça, com US$ 800 milhões já identificados e bloqueados, com a fina flor dos políticos e dos empresários com eles conexos. Por isso que eles precisam aceleradamente [do impeachment]. Faz cinco meses que o processo de cassação do Eduardo Cunha não anda um passo sequer na Câmara e uma presidência da República da oitava economia mundial em menos de 15 dias, pelo que nós estamos contando hoje, pode cair.

 

O que acontece nos dias seguintes à chegada do Temer à presidência?

 

Ciro: O que acontece é que um governo ilegítimo se constitui. Esse governo não é gravemente negativo para o país só porque é ilegítimo e viola a democracia. Esse governo vem com uma agenda basicamente entreguista, dos últimos interesses nacionais que essa gentalha não conseguiu entregar para o estrangeiro. Anote o que eu estou lhe dizendo: petróleo e gás. Mas também para arrebentar com o rudimento de avanço social que o país experimentou, porque eles têm uma convicção, está nos textos do Armínio Fraga, de que o salário mínimo, que é base para toda massa salarial brasileira, passou do limite, que tem que ser reduzido.

 

Nos textos deles está lá que a política social não deve mais ser universal, e sim focada em pequenos grupos como defende o neoliberalismo mais tacanho, que inclusive está superado internacionalmente. Enfim, é uma tragédia completa para o Brasil. O que significa dizer que, dado que esses politiqueiros não conhecem o Brasil que existe hoje, que nós dissolveremos muito rapidamente esse quase consenso que está sendo construído que é pela negação, porque a sociedade brasileira está machucada pela crise econômica e indignada com a novelização do escândalo. Mas, na hora que esse consenso negativo provocar uma ruptura imprudente da nossa tradição democrática, no dia seguinte essa energia não vai para casa. E eu estarei junto com eles tocando fogo, porque não toleraremos que o Brasil seja vendido.

 

O senhor já disse que será o primeiro a entrar com um pedido de impeachment do Temer se ele assumir a presidência..

 

Ciro : É todo um contexto. Eu não sou ninguém e há muita manipulação nesse Facebook, com perfis falsos. O que eu disse, e vou repetir, é que o impeachment é um procedimento jurídico-político. Ele não pode ser nem só político e nem só jurídico, e está escrito na Constituição que essa interrupção de um mandato de um presidente da República só se dará na condição de cometimento de crime de responsabilidade. A Dilma não foi acusada de nenhum cometimento, de nenhuma dessas figuras penais da lei de responsabilidade. O pretexto do pedido que está tramitando e pode derivar numa ruptura democrática do país é o que eles chamam de pedalada fiscal, que é um crime contábil, completamente errado, não defendo, mas que todos os governos vêm fazendo e nunca, em circunstância alguma, é crime. Entre o elenco formal da lei não é crime. Portanto você tem um golpe.

 

E eu disse na entrevista e vou repetir pro senhor, se foi esse o pretexto que vai levar à ruptura do Brasil e há esse risco de ninguém mais governar o nosso país pelos próximos 20 anos, eu estou comovidamente convencido disso, eu entrarei imediatamente com um pedido de impeachment baseado no fato, que eu já tenho todos os documentos, de que o Michel Temer, como vice-presidente ocupando a presidência da República, assinou dezenas de decretos de pedaladas fiscais, igualzinho a Dilma. Portanto, se valer para ela juridicamente – evidentemente que isso é só pretexto -, vai ficar a sociedade brasileira muito esclarecida de que isto também foi uma molecagem de golpe. Mas vou entrar na hora.

 

A partir do impeachment da Dilma e de um possível impeachment também do Temer, qual seria a solução? Novas eleições?

 

Ciro: Um impeachment só acontece quando há uma construção consensual. Hoje, esse consenso não existe ainda. Ele se acelerou muito por conta de você ter feito encontrar interesses internacionais poderosos, que têm uma influência importante na formação da mega mídia, especialmente de São Paulo, que se autodenomina imprensa nacional, e do Rio de Janeiro, com uma sociedade muito angustiada com a crise econômica e com a loucura da denúncia moral, que foi extremamente passionalizada com aquilo que pareceu ao povo uma jogadinha miúda, metendo o centro da República nela, que é trazer o Lula para dentro do Palácio. Eu espero que ainda dê tempo e que essa marcha da insensatez se interrompa. Não acontecendo, o próximo passo de um impeachment do Michel Temer é muito improvável, porque imediatamente ele passa a ser o representante no poder dos interesses internacionais, que hoje estão na clandestinidade, balançando as bases da democracia brasileira.

 

É só vocês fazerem uma pesquisa rapidinha: quais são os lugares da Geografia do mundo onde há petróleo com algum excedente e você imediatamente vai ver a mesma instabilidade que há no Brasil, até agravada. Agravada, por exemplo, como é o caso do Iraque. Agravada pelas tensões no Irã, agravada pelas tensões no Egito, pelas tensões na Líbia. É uma coisa que não é coincidência. Arábia Saudita está balançando. A Venezuela, na nossa América Latina, está completamente em frangalhos, a sua institucionalidade. Isso é um jogo bruto, não é um jogo para criança. Agora, esse interesse passa a vencer. Imediatamente a mídia correlata já está fazendo o que para qualquer brasileiro é uma coisa enojante. Um partido que está há 10 anos mamando, roubando, escandalosamente e fisiologicamente entranhado no governo, que, portanto, se tem alguma coisa boa no governo, ele pode reclamar para si também e, se tem alguma coisa completamente errada, o PMDB também é responsável por isso. Sai (do governo) e a Rede Globo faz uma novela dignificando, nobilitando o gesto do PMDB. É a novilíngua. George Orwell, no livro “1984”, escreveu sobre isso.

 

Ciro, você fala de entreguismo do PMDB…

 

Ciro: Está escrito. Leia o que eles estão chamando ridiculamente de Ponte para o Futuro.

 

O senhor acha que o PMDB tem condições políticas de implementá-lo?

 

Ciro: Nenhuma chance. É uma grande fraude. É uma grande e imensa fraude porque o Brasil hoje tá pinçado por três crises, e uma alimenta a outra, e “trocar Chico por Manel” não resolve nada. Pelo contrário, quando você excita expectativas simplórias, grosseiras, como está acontecendo hoje, em que todo o problema brasileiro seria essa novela moral, que nós vamos trocar uma pessoa que não tá acusada de nada por uma linha de sucessão que é Michel Temer, Eduardo Cunha, Renan Calheiros – os três estão citados na Lava Jato e ela é a única que não foi citada nem é investigada em coisa nenhuma -, o que acontece no dia seguinte? Eles vão trabalhar para desarmar a Lava Jato, mas as três crises vão estar do mesmo tamanho.

 

Vamos lá, crise número 1: internacional. Um constrangimento, eu diria para você, paradigmático. O Brasil encerrou um ciclo, nós perdemos qualquer veleidade de ter um projeto de desenvolvimento, nisso o PT comete talvez seu maior erro. Fez um avanço, mas não institucionalizou nada, não mexeu em estrutura nenhuma do País. O resultado prático é que, quando terminar o ano de 2016, entre produtos industrializados que nós vendemos para o estrangeiro e produtos industrializados que nós compramos do estrangeiro, o buraco já está em US$ 110 bilhões. A gente vinha, até 2014, pagando este buraco com um ciclo de commodities muito caras. Então, eu estou trabalhando na CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), nós vendíamos, em 2014, uma tonelada de minério de ferro por US$ 180. Chegamos a vender por US$ 40. O petróleo, quando nós comemoramos a maravilhosa descoberta do pré-sal, eu estava lá ajudando a fazer a lei de partilha, aquilo tinha e tem ainda o condão no futuro de mudar radicalmente a estrutura brasileira social, econômica e de infraestrutura, o que acontecia, o petróleo custava US$ 110. Então, a gente gasta US$ 41 para tirar um barril de petróleo, com este nível de escala hoje, e vendíamos a US$ 110. É uma fortuna. Pois bem, o petróleo custa US$ 41 para tirar e nós estamos vendendo a US$ 30. “Micou” o pré-sal. Você tem a soja, o milho, etc., que não caíram tanto, mas caíram 15%, 20% todos. Ou seja, a gente artificializou de fora para dentro uma conta macroscópica do Brasil com o estrangeiro e esse ciclo morreu e morreu para sempre – pelo menos pelas duas próximas décadas. O país está desafiado a celebrar toda a sua matriz de desenvolvimento agora, catando outro lugar aonde assentar essa imprudência de não termos uma política industrial de comércio exterior. Então, segura a primeira crise que eu quero ver como esses golpistas vão tratar.


Segunda crise, quando você tem um desequilíbrio nas suas contas externas, você transfere para dentro do país uma variável que é a desvalorização da moeda. Eu não tenho tempo aqui, mas, basicamente, se eu tenho um buraco nas contas com o estrangeiro, a consequência prática dentro do país, a primeira, é que a moeda se desvaloriza. O real se desvaloriza perante o dólar. Isto imediatamente se irradia para os preços, todos os preços que são imediatamente sensíveis ao câmbio. Por exemplo, você compra pão, pão é trigo, o Brasil não produz trigo com suficiência, importa, é dólar. Então, se você tem uma desvalorização do real frente ao dólar, o pão fica mais caro, a pizza fica mais cara. Remédio, 75% da química fina brasileira é importada. Se você desvalorizada a moeda, o remédio fica mais caro. Passagem de ônibus, a principal variável é o diesel, diesel é petróleo, petróleo é câmbio. Então, você tem uma pressão de preços relativos que dá uma miragem de inflação. Tentaram botar desde o senhor Fernando Henrique, e o PT manteve a mesma equação, a economia num tal piloto-automático do inflation target, que aqui tomou o nome de meta da inflação. Aí você atira com taxas de juros. Você tem a maior recessão, que não é mais, é depressão econômica, da história do Brasil, e a taxa de juros do Brasil é a maior do mundo. Eu quero ver o que essa calhordice aí, desses golpistas salafrários, vai fazer no dia seguinte que tomar posse.

 

E, terceiro, a crise política. Ou você acha que PT, MST, CUT, Ubes, eu e todos nós que estamos convencidos de que há um golpe em marcha no Brasil vamos deixar esse governo governar para vender o País para o estrangeiro. Nenhuma chance. Nós vamos para o pau contra eles. Eu não reconheço legitimidade nesse governo que está querendo se construir em cima do golpe. Eu não reconheço e vou lutar, no meu limite, com as ferramentas que estiveram a meu alcance, para que essa tragédia não se abata sobre o Brasil.

 

O impeachment é inevitável?

 

Ciro: Não é inevitável. Eu estou lhe falando e é preciso que a gente date as coisas, porque as coisas estão muito frenéticas no Brasil, mas o que a sociedade precisa saber é que o processo de cassação do Eduardo Cunha, pilhado com milhões de dólares no estrangeiro roubados da Petrobras, flagrantemente, tudo demonstrado com interações internacionais constrangedoras, faz cinco meses não deu o primeiro passo ainda na comissão, e essa coalizão de ladrões, esta cleptocracia que está se organizando ao redor do senhor Michel Temer, está querendo derrubar uma presidente em 20 dias. Tá marcado para o dia 17 de abril e, no momento em que eu estou lhe falando, só um milagre nos salva. Esse milagre é possível de ser praticado se o nosso povo acordar, não só nós que já estamos na luta, mas o povão, que ainda está vendo as coisas, com muita razão, com um pé atrás, mas eu ainda tenho esperança que Deus toque o coração e a cabeça da sociedade brasileira. E isso pode mudar as coisas.

 

 

Fonte:http://www.sul21.com.br/jornal/coalizao-de-ladroes-quer-derrubar-dilma-para-adotar-agenda-entreguista-diz-ciro-gomes/





domingo, 9 de agosto de 2015

Diploma em 60 prestações


Por Edson Vidigal

Outro dia, infelizmente, ouvi de um aluno, com profunda tristeza e indignação, que este estava pagando por um produto: o conhecimento. Algo dito em alto e bom tom, com absoluta convicção.

Fico muito triste pela mentalidade que restou consagrada nos bancos acadêmicos de um tempo onde se pensa que o conhecimento é um produto, e que este pode ser comprado.

Na verdade, há muito, muito tempo atrás, em uma galáxia muito, muito distante, esta quase poderia ter sido uma máxima sofista. Foram os sofistas gregos que advogaram ser o conhecimento nada mais que a arte de convencer, a exemplo de Protágoras, que dizia ser o homem a medida de todas as coisas. Eles foram os primeiros professores profissionais da História ocidental, pois cobravam para ensinar tal arte. Mas mesmo eles não vendiam conhecimento. (Platão em alguns de seus diálogos iria além na polêmica aqui tratada, questionando: A verdade pode ser ensinada?)

Por mais que não concorde com tal visão sofística do conhecimento, acrescento que a sofística daquele tempo era feita com argumentos válidos, frutos de profunda reflexão e de árduo trabalho de pesquisa, de leitura, de pensamento, de discussões dialéticas e de construção de conhecimento. De preparo e dedicação a uma causa na qual acreditavam.

Muito pior que aquela, a nova sofística é oca, vazia de tudo, alienada, desprovida de razão, de estudo, de preparo. Desprovida de conteúdo e, principalmente, de valores.

Uma sofística que acredita que tudo pode ser vendido, ou comprado.

Cabe ponderar que o conhecimento não é algo independente do sujeito. Não se pode simplesmente abrir uma embalagem bem transada de conhecimento e ingeri-lo aos goles. Ainda não inventaram a pílula do conhecimento.

O conhecimento não se vende, não se compra. Não é produto alienável.

É fruto de uma relação entre um sujeito que quer conhecer e um objeto que pode (ou não) ser conhecido.

Nenhum professor, nem ninguém, consegue abrir a cabeça de um aluno e enfiar nela conhecimento. Nenhuma faculdade consegue isso, e nenhuma faculdade pode vender um produto chamado conhecimento.

As instituições de ensino vendem, sim, um serviço. O serviço de propiciar aos alunos o contato com o conhecimento produzido por outros. O serviço de tentar expô-los a métodos que podem levar o próprio aluno a encontrar o seu conhecimento. Ou, como entendo, que possa levá-lo a construir o seu conhecimento.

O processo de construção de conhecimento é árduo, cansativo, difícil, lento e arriscado. E o pior de tudo é que ninguém pode trilhar esse caminho pelo aluno. O máximo que se pode fazer é pegá-lo pela mão e conduzi-lo por entre as veredas do conhecimento, por caminhos que você já seguiu e que já conhece um pouco mais que ele.

Poucos alunos atualmente estão dispostos a seguir por este caminho na busca de construírem o seu conhecimento. A grande maioria prefere acreditar que simplesmente se pode pagar por um produto.

E isso tudo em apenas 60 prestações.

A pior mentira é aquela que contamos a nós mesmos…

 

Fonte:http://blog.jornalpequeno.com.br/edsontravassosvidigal/2015/08/07/diploma-em-60-prestacoes-2/

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Autismo:o lado bom


Ludwig Wittgenstein, gênio da filosofia, começou a falar só aos 4 anos. Estudou com tutores particulares em sua casa, em Viena, até os 14 anos. Sem conseguir passar no vestibulinho do colegial, foi parar em 1903 na escola técnica de Linz (a mesma de Adolf Hitler, de quem não foi colega, pois o futuro ditador estava dois anos atrasado nos estudos). Mas ele simplesmente não se interessava pelos colegas. A solidão e a dislexia fizeram dele um perfeito alvo de bullying. "Nunca consegui expressar metade do que queria. Na verdade, não mais que um décimo", contou em suas memórias.

 

Assim foi o jovem Wittgenstein. Mas sua excentricidade e o fato de ter revolucionado a filosofia no século 20 não são uma contradição, segundo o professor Michael Fitzgerald, do Trinity College, em Dublin. O psiquiatra vê em sua biografia sintomas que caracterizam a síndrome de Asperger - um tipo de autismo que, aliado a um intelecto avantajado, pode ser a base da genialidade.

 

Todo autista se foca obsessivamente em interesses muito específicos, tem comportamentos repetitivos e não se interessa em interagir com outras pessoas. Mas, enquanto a imagem mais comum é a da criança ensimesmada balançando para a frente e para trás, o espectro do autismo vai desde o atraso mental até o desenvolvimento linguístico e cognitivo completo - caso da síndrome de Asperger. Quem tem essa síndrome não se interessa em dividir experiências e emoções, tem padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento e de interesses e não abre mão de sua rotina. Isso torna o convívio difícil - mas pode ter um efeito colateral inesperado.

 

"Muitas características da síndrome de Asperger aumentam a criatividade", escreve Fitzgerald em Autism and Creativity (Autismo e Criatividade). "Pessoas assim têm uma capacidade extraordinária para focar-se em um tópico por um longo período - dias, sem interrupção nem mesmo para as refeições. Não desistem diante de obstáculos." E não é apenas a concentração. A forma como entendem o mundo é diferente. Quando veem uma coisa, apreendem o detalhe para então sistematizar como funciona o geral - enquanto a maioria das pessoas apreende o geral para depois se afunilar em detalhes. Isso é um enorme ponto positivo para engenheiros, físicos, matemáticos, músicos.

 

Não que não haja um lado negativo. Portadores da síndrome de Asperger também têm dificuldade em aceitar e adotar regras sociais. Por isso, muitas vezes parecem ter personalidade infantil. Quando entrou para a faculdade de engenharia, Wittgenstein se fascinou pela obra Os Princípios da Matemática, de Bertrand Russell. Em 1911, mudou-se para a Universidade de Cambridge para estudar com Russell. Nos primeiros dias, chegava à sala do mestre à noite e seguia até a manhãzinha desdobrando suas ideias como que em um monólogo. Em 1926, quando terminou a defesa oral de sua tese de doutorado, deu um tapinha nos ombros dos examinadores. "Não se preocupem. Eu sei que vocês nunca conseguirão entender", disse. Wittgenstein começou então a dar aulas. Em seus seminários, era como se não houvesse uma audiência. Lutava com seus pensamentos e volta e meia caía em silêncios que nenhum estudante ousava interromper. Qualquer comentário que considerasse estúpido era retrucado brutalmente.

 

Para escrever Investigações Filosóficas, sua maior obra, ficou isolado numa cabana na Irlanda. Certa vez, o caseiro, que o havia visto conversando, perguntou-lhe se tivera uma boa companhia. A resposta foi: "Sim, falei muito com um ótimo amigo - eu mesmo". Numa carta a Bertrand Russell, escreveu: "Estar sozinho me faz um bem infinito, e não acho que agora poderia suportar a vida entre pessoas". O único grande prazer social do filósofo era discutir seus interesses - lógica, linguística e música. O mundo real pouco lhe importava.

 

O gene da engenharia

Todo engenheiro é um pouco autista. Essa é a conclusão, polêmica, do psiquiatra Simon Baron-Cohen, de Cambridge. Simon buscava identificar se estudantes com sintomas da síndrome de Asperger tinham predisposição a escolher alguma área específica de conhecimento. Fez um levantamento com graduandos de Cambridge e viu que alunos de exatas eram os mais propensos a ter os sintomas. O estudo fez barulho suficiente para que os pais de alunos de Eindhoven, na Holanda, entrassem em contato com ele depois de identificarem uma epidemia de autismo na cidade, conhecida pela concentração de empresas tecnológicas. Baron-Cohen comparou Eindhoven com Haarlem e Utrecht - que têm número semelhante de habitantes - e levantou a porcentagem de pessoas empregadas em tecnologia: 30, 16 e 17%, respectivamente. Depois, pesquisou a prevalência de autismo diagnosticado nas cidades: 229 por 10 mil crianças em Eindhoven, contra 84 e 57 nas outras. Para Baron-Cohen, isso é indício de que regiões onde pais têm empregos relacionados à "sistematização", como o da tecnologia da informação, terão uma taxa de autismo maior em suas crianças. É um resultado polêmico: indica que as pessoas naturalmente mais aptas para as ciências exatas carregam mais genes ligados ao autismo do que a média da população. E mais: é uma evidência de que essa aptidão seja, por si só, uma forma leve de autismo.

 

Einstein, o autista

O psiquiatra Michael Fitzgerald identificou traços da síndrome de Asperguer, uma forma moderada de autismo, em 42 personalidades históricas. Conheça algumas delas.

 

ALBERT EINSTEIN

"Meu senso de justiça e de responsabilidade social sempre se contrastou com minha falta de necessidade de contato direto com outras pessoas ou comunidades. Sou de fato um viajante solitário e nunca pertenci a meu país, à minha casa, aos meus amigos ou mesmo à minha família", escreveu o físico nos ensaios Como Vejo o Mundo.

 

GLENN GOULD

Um dos maiores pianistas do século 20 não deixava ninguém tocá-lo e, quando mais velho, só se comunicava com o resto do mundo por telefone ou por cartas. Aos 32 anos parou de tocar em público e se fechou no estúdio. Afinal, para ele tocar música era um ato tão íntimo que não dava para conciliá-lo com a audiência.

 

LEWIS CARROLL

O escritor americano Mark Twain chegou a dizer que Carroll, matemático autor de Alice no País das Maravilhas, era interessante "somente para olhar." Era o homem "mais estiloso e mais tímido" que já tinha visto. Não dava autógrafos nem deixava ser retratado - mesmo sendo ele mesmo um fotógrafo amador. "Minha aparência e minha escrita pertencem somente a mim", escreveu em uma carta.

 

 

 

Fonte:http://super.abril.com.br/comportamento/o-lado-bom-das-coisas-ruins

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Homem de Verdade

Homem de Verdade

Marcela Taís

 

Ele te tira pra dançar descabelada

sem motivo em qualquer lugar

Sabe, homens desse tipo são poucos

mas ainda se pode encontrar

Ele te arranca sorrisos, valoriza

te gosta do jeitinho que é

Do tipo raro que não ama só corpo

mas ama a alma da mulher

Ele é o homem de verdade

Que trata a filha do outro bem

 

Sabe que um dia também será pai

E quer que tratem sua filha assim também

Pois nem todos são iguais

Há homens puros e originais

Talvez não estampa em revistas

Mas, totalmente sensacionais

Que alma a alma da mulher

 

Homem de verdade, que sabe amar uma mulher

Ele é o homem de verdade

que sabe amar uma mulher

Homem de respeito, de atitude, de outro nível

Do tipo que ela quer de pai pros seus filhos

Não é status, nem bom papo

Homem de verdade é forjado de bom caráter

Não é perfeito, mas dá seu jeito

Por sua família luta

É do tipo que cuida e faz sua mulher segura

 

Ele é o homem de verdade

que sabe amar sua mulher

Ele é o homem de verdade

que sabe amar sua mulher



Poema Hebreu


1 Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.

2 Qual o lírio entre os espinhos, tal é meu amor entre as filhas.

3 Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos;desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento;e o seu fruto é doce ao meu paladar.

4 Levou-me à casa do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor.

5 Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs, porque desfaleço de amor.

6 A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abrace.

7 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira.

8 Esta é a voz do meu amado; ei-lo aí, que já vem saltando sobre os montes, pulando sobre os outeiros.

9 O meu amado é semelhante ao gamo, ou ao filho do veado; eis que está detrás da nossa parede, olhando pelas janelas, espreitando pelas grades.

10 O meu amado fala e me diz: Levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem.

11 Porque eis que passou o inverno; a chuva cessou, e se foi;

12 Aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra.

13 A figueira já deu os seus figos verdes, e as vides em flor exalam o seu aroma; levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem.

14 Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e a tua face graciosa.

15 Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor.

16 O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios.

17 Até que refresque o dia, e fujam as sombras, volta, amado meu; faze-te semelhante ao gamo ou ao filho dos veados sobre os montes de Beter.


Cânticos 2:1-17

 

Fonte: https://www.bibliaonline.com.br/acf/ct/2



quinta-feira, 9 de julho de 2015

Wellington apresenta Projetos de Lei em benefício dos doadores de sangue


Durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa, na manhã desta quinta-feira (9), o deputado Wellington do Curso (PPS) apresentou dois Projetos de Lei em defesa dos doadores de sangue: um institui a Semana Estadual de Orientação e Incentivo à Doação de Sangue nas escolas de Ensino Médio das redes pública e privada; o outro dispõe sobre a baixa de pontuação na Carteira Nacional de Habilitação aos doadores de sangue do Maranhão.

 

De acordo com o parlamentar, que sempre esteve em defesa da solidariedade, tornam-se pertinentes os projetos, visto que, à medida com que cresceu o número de doadores, é importante que a população saiba que a necessidade de transfusões também aumentou.

 

"A doação de sangue é um ato que atrela a si a solidariedade e a preocupação com o próximo. Quem doa sangue, doa vida. O banco de sangue sempre está precisando de doação. Ao longo dos anos, o número de pessoas que doam constantemente cresceu, mas é importante que a população saiba que a necessidade de transfusão também aumentou. A Semana deverá ocorrer no mês de novembro, em alusão ao Dia Nacional do doador de sangue; quanto ao espaço físico, salienta-se que a Escola, além de ser um espaço propulsor do conhecimento, é um espaço direcionado à formação do senso crítico e, ainda, da ênfase nos valores sociais e direitos fundamentais da terceira geração", justificou.

 

Sobre o outro Projeto, o parlamentar ressaltou que a medida não prevê a exclusão de pontos que sejam fruto de infrações gravíssimas, mas uma forma de incentivar as pessoas a doarem sangue.

 

 

Fonte: http://www.al.ma.leg.br/not.php?id=32314

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Prefeito Edivaldo e governador Flávio Dino anunciam construção de 14 vias interbairros

O prefeito Edivaldo e o governador Flávio Dino assinaram nesta segunda-feira (6), no Palácio dos Leões, a ordem de serviço para construção de 14 novas vias interbairros, que vão melhorar de forma significativa a mobilidade urbana na capital maranhense. Com investimentos da ordem de R$ 32 milhões, resultado de parceria celebrada entre a Prefeitura de São Luís e o governo do Estado, o "Projeto Interbairros" vai criar vias alternativas e paralelas para desafogar os grandes corredores de fluxo intenso da cidade. A previsão é que as intervenções sejam concluídas em um prazo de seis meses.
O prefeito Edivaldo destacou a importância da obra para a melhoria da mobilidade urbana na capital e para a qualidade de vida da população ludovicense. "São 14 grandes intervenções no trânsito, que vêm ao encontro dos anseios da população, que sempre demandou melhorias nessa área. Trata-se de mais uma importante parceria celebrada entre o governo do Estado e a Prefeitura, nesse novo momento no qual o Estado e Município trabalham juntos em favor da cidade e da população", ressaltou Edivaldo.
As 14 novas vias vão fazer a conexão entre os bairros e terão um traçado geométrico de forma que os veículos não necessitem trafegar pelas vias principais para chegar ao seu destino. Ao todo serão 21,4 quilômetros de novas vias que representam melhoria do aspecto urbanístico, proporcionam bem-estar e mais qualidade de vida ao cidadão e nova configuração ao trânsito de São Luís.
O governador Flávio Dino relatou que as intervenções foram planejadas para proporcionar melhorias efetivas e concretas à mobilidade urbana da capital. "É isso que buscamos: realizar intervenções que transformem de fato a vida das pessoas, que beneficiem o cotidiano da população, que deem sinergia à cidade e contribuam, inclusive, com o desenvolvimento da economia local. São Luís tem recebido um olhar todo especial da nossa gestão e isso é só o começo", disse o governador Flávio Dino.
As vias interbairros foram planejadas pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) e serão executadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra). Os serviços serão realizados pela empresa Edeconsil Engenharia. O titular da Semosp, Antônio Araújo, fez a apresentação detalhada do projeto durante o lançamento da ação. O secretário explicou as interconexões e informou que todas as vias vão receber asfalto de qualidade, drenagem superficial com sarjetas, meios-fios e calçadas, além de sinalização horizontal e vertical, que modificarão todo o aspecto urbanístico, proporcionando ainda mais fluidez ao tráfego de veículos.
Entre as interconexões que vão ser implementadas estão a ligação entre os bairros do Vinhais Velho e Recanto dos Vinhais à Avenida Daniel de La Touche; Estrada da Maioba à Avenida dos Holandeses; Via Expressa com a Rua A, no Maranhão Novo; Rua 21 com a 38, interligando a Cidade Operária ao Jardim São Cristóvão; Rua Boa Esperança à Rua do Aririzal; Rua Duque de Caxias e Derci Batista interligando o Pão de Açúcar ao Bequimão.
Serão interligadas ainda a Avenida 2 com a Rua Haroldo Paiva, a Avenida Sabiá à Vila Maranhão, a Rua São Bento à Vila Conceição, a Rua do Arame ao São Cristóvão, a Rua Projetada ao João Paulo, Rua da Boa Esperança ao Angelim e Turu. "Todas as vias planejadas criam rotas alternativas e proporcionam novas opções de tráfego para motoristas e pedestres, ou seja, haverá mais opções para escolher o percurso que se vai utilizar para deixar o filho na escola ou ir para ao trabalho, por exemplo", disse Antônio Araújo.
O titular da Sinfra, Clayton Noleto, frisou que, embora sejam intervenções pontuais, elas representam um grande esforço de engenharia que vão apresentar resultados reais de melhoria no trânsito da capital, em pouco tempo. "Vamos trabalhar dia e noite, ininterruptamente, para entregar esse conjunto de obras o mais rápido possível à população", frisou Noleto.
Participaram ainda do lançamento do "Projeto Interbairros" o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Humberto Coutinho; o deputado federal Weverton Rocha, que no ato representou a Câmara Federal; além de secretários municipais e estaduais, parlamentares estaduais federais, entre outras autoridades políticas.
MAIS ASFALTO
Ainda como resultado de parceria celebrada com o governo do Estado, a Prefeitura de São Luís também está realizando obras de requalificação de aproximadamente 120 km de avenidas e ruas de bairros, por meio do programa estadual "Mais Asfalto". Só na região Itaqui-Bacanga, vão ser recuperados mais de 36 quilômetros de vias urbanas. Os serviços já começaram no Anjo da Guarda e Vila Embratel, e abrangerão ainda os bairros do São Raimundo, Vila Bacanga, Vila Isabel, Vila Ariri, Vila São Luís, Vilas Mauro Fecury I e II e Alto da Esperança.
Os demais bairros da capital maranhense contemplados com a requalificação de pavimentação asfáltica são a Cidade Operária - onde os serviços também já iniciaram nos 42,1 quilômetros previstos -, a Cohab, com 10,9 quilômetros; João de Deus e São Bernardo, com 7,4 quilômetros; Vila Luizão, com 9 quilômetros; Coroadinho e Vila Nova República, com 6,7 quilômetros cada um. A extensão total abrange aproximadamente 300 vias, a maioria componente do corredor de ônibus, com camada asfáltica comprometida devido à presença de buracos ou fissuras.

domingo, 5 de julho de 2015

Todo jardim começa com uma história de amor


Por Rubem Alves
Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma. Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles.

Uma análise crítica do conceito de política na visão de Aristóteles


Por Rodrigo Pereira Costa Saraiva

Antes de analisar o conceito de política para o filósofo Aristóteles, se faz necessário traçar algumas diretrizes a despeito da política, a primeira delas: é que a política não se resume a sua vertente partidária, em outros termos, a política não se resume tão somente a política eleitoral, aos partidos políticos, a segunda: buscar-se-á neste trabalho relatar a essência da política, ou seja, abordar o verdadeiro espírito e a finalidade da política no contexto social brasileiro.
Para se falar em política na visão aristotélica, é interessante se narrar de forma breve a história do surgimento da política no mundo, este se deu simultaneamente com a origem e formação da família. A família surgiu de uma necessidade de relacionamento entre os homens nas épocas mais remotas de nossa civilização, mais adiante se vislumbrou a relação homem e mulher, a relação do homem com a sua propriedade, a relação do homem com o seu escravo. A relação de escravidão é bastante peculiar, posto que esta relação remete a ideia de subordinação absoluta, nesse sentido a relação é entre uma pessoa (dono) e uma coisa (escravo), de outra maneira o escravo não detinha nenhum direito, era um mero objeto. Ainda cabe salientar que existem outras concepções do termo escravidão, como aquela em que o próprio indivíduo se escraviza, ou seja, existem pessoas que são escravos de sua ignorância, falta de conhecimento, falta de virtudes e, talvez seja esta a pior modalidade de escravidão.
 Nesse diapasão, Aristóteles ressalta:
“É dessas duas associações, entre o homem e a mulher, e o senhor e o escravo, que se forma inicialmente a família [oikía]; e foi com razão que Hesíodo disse que a primeira família foi composta “pela mulher e o boi feito para o labor”, pois o boi exerce o papel do escravo entre os pobres. A família é, pois, a associação estabelecida pela natureza para atender às necessidades do dia-a-dia do homem, constituída pelos, como disse Carondas, vivem da mesma provisão, ou, como disse Epimênides de Creta, partilham o sustento".
É interessante a concepção de família e das relações sociais de Aristóteles, doravante cabe uma crítica, tal entendimento do filósofo é excelente para a época em que foi construída, atualmente se concebe como ilegal à relação de escravidão. Desse comentário do autor pode-se extrair em suma que as necessidades fizeram com que o homem se relacionasse, que a partir dessa relação associativa futuramente nasce à política. Note bem que apesar dos milhares de anos entre o que escreveu o ilustre filósofo e a realidade atual, ainda se vê hoje a relação de escravidão, alguns empregadores transformam seus empregados em verdadeiros escravos, a título de exemplo o que ocorre na região sudeste com as confecções têxteis, caso dos bolivianos e demais estrangeiros escravizados nessas fábricas.
Nessa linha de raciocínio, Aristóteles aduz:
“A sociedade que se forma em seguida, formada por várias famílias, constituídas não só para apenas atender às necessidades cotidianas, mas tendo em vista uma utilidade comum, é a aldeia (komé). Ela assemelha-se a uma colônia de famílias. Cujos membros foram alimentadas pelo mesmo leite. É por isso que as cidades foram originariamente governadas por reis, como ainda hoje o são algumas nações, posto que eram constituídas pela reunião de pessoas que já viviam sob o governo de um rei: toda casa, com efeito, sendo governada pelo componente mais velho da família, tal como por um rei, continuava a viver governada pela mesma autoridade, em razão do parentesco”.
Eis o ponto crucial do surgimento da política, foram as diversas relações experimentadas pelo homem, seja com a sua mulher, seja com o seu escravo, seja com outras famílias dentro de sua comunidade ou aldeia, todo esse conjunto de relações fez com que surgisse necessariamente a política, em seu termo original, a política é a arte de convencer(poder de convencer outrem), da palavra, da argumentação num debate de ideias, a política enquanto um poder, poder esse que exerce um chefe de família no seio familiar, poder esse que exerce um rei no que toca aos seus súditos. O termo “Poder” tem uma gama variada de significados, aqui irá se tomar poder como ferramenta para a arte de convencimento, seja pela força, seja pela articulação, seja pela arte de melhor administrar, seja provocando medo ou temor nas pessoas.
Nessa linha de raciocínio, Aristóteles ressalta:
“Fica evidente, pois, que a Cidade é uma criação da natureza, e que o homem, por natureza, é um animal político [isto é, destinado a viver em sociedade], e que o homem que, por sua natureza e não por mero acidente, não tivesse sua existência na cidade, seria um ser vil, superior ou inferior ao homem. Tal indivíduo, segundo Homero, é “um ser sem lar, sem família, sem leis”, pois tem sede de guerra e, como não é freado por nada, assemelha-se a uma ave de rapina”.
Nessa perspectiva cabe acrescentar que o surgimento da política se deu em meio ao surgimento das relações entre as pessoas, surgimento da sociedade, da própria Cidade (Pólis), na visão deste autor a política surgiu naturalmente das necessidades a serem supridas no dia-a-dia. Cristalino é que o homem por ser um animal necessariamente político vive em uma sociedade, mas cabe aqui uma reflexão: Por que o homem vive em sociedade? Por que o homem é um ser político? Par responder tais questões é necessário retomar a ideia de política enquanto o poder de convencer outrem, ou seja, o homem nas épocas mais remotas percebeu que era mais prático, mais fácil e menos arriscado viver em grupo do que viver isolado, como um nômade. Posto isto, é evidente que o líder de um bando, grupo de homens se utilizou da política para convencer a todos a viverem em conjunto, o que mais tarde fez surgir às sociedades e as cidades, cabe salientar que a posição do filósofo em análise é diversa, ele acredita que a Cidade é anterior a tudo. A arte do convencimento, o poder da palavra, a capacidade de dialogar com intuito de convencer, de ter a sua concepção como a preponderante é o conceito resumido da política.
O ilustre filósofo salienta:
“Assim, por natureza a Cidade é anterior à família e ao indivíduo, uma vez que o todo é necessariamente anterior á parte. Se o corpo é destruído, não existirá nem o pé nem a mão, exceto por simples analogia, quando se diz, por exemplo, de uma mão de pedra. Todas as coisas são definidas pelas suas funções; e sim que tão-somente têm o mesmo nome (homônima). Dessa forma, é evidente que a Cidade existe por natureza e que é anterior ao indivíduo; pois o indivíduo não tem a capacidade de bastar-se a si mesmo; e; relativamente à cidade, está na mesma situação que a parte relativamente ao todo. Ora, homem que não consegue viver em sociedade, ou que não necessita viver nela porque basta em si mesmo, não faz parte da Cidade; por conseguinte, deve ser uma besta ou um deus. Assim, há em todos os homens uma tendência naturala uma tal associação; aquele que a fundou no princípio foi o maior dos benfeitores. Pois o homem, quando atinge esse grau de perfeição, é o melhor dos animais, mas, quando está separado da lei e da justiça, ele é o pior dentre todos”. (grifo nosso)

O filósofo parte de uma premissa que a cidade é anterior ao indivíduo e a própria família, ou seja, o estudo dele tem como ponto de partida a ideia clara de que a cidade é o alpha e que tudo decorre dela. Nessa linha de pensamento, cabe a reflexão que se a cidade é o todo e o indivíduo é uma parte deste todo, o que precede este todo? Como era a civilização no mundo antes da formação da cidade? O homem que não vive em sociedade é necessariamente um deus ou uma besta? Para responder eminentes questionamentos tem-se que destacar a posição de Aristóteles, este expressava nas suas ideias a teoria naturalista, de outra forma, de que a Pólis surgiu naturalmente, em outras palavras ela foi a origem de tudo. Critica-se tal posição posto que não a como se conceber que a Cidade surgiu antes do indivíduo, antes da sociedade, antes da própria política, senão veja que para a formação de uma sociedade organizada, a formação de uma Pólis, é extremamente necessário, primeiro a existência de indivíduos, sem a qual não existe sociedade e nem a cidade e, que os indivíduos se utilizem de uma das vertentes da política, ou seja, que certos indivíduos lancem mão do poder de convencimento, da persuasão, do diálogo, do poder de influência ideológica para que seja daí formada um grupo, formada uma comunidade, formada uma tribo, formada uma cidade,etc. Nessa senda, fica evidente que a política é a precursora, em outros dizeres, sempre existiu a política, visto isso é plenamente possível que um homem viva fora da sociedade, seja um eremita, não há óbice para que o homem viva tranquilamente fora do seio de uma sociedade e nem por isso deve ser considerado um deus ou uma besta. Importante é relatar como era o mundo nos tempos mais remotos, antes da formação da Cidade, será que era um caos, uma desordem plena, ou um meio-termo entre a ordem e o caos? Não se sabe com certeza tais respostas, doravante é imperioso salientar que naquela época seja qual dessas situações prosperou dali, já se percebeu a utilização da política mesmo que de um modo primitivo, seja na hora de caçar, seja na hora de coletar alimentos, seja na hora de se proteger ou de se agrupar, ou de se proteger do frio ou de animais ferozes, o homem primitivo usou da arte e do poder do convencimento e, não existe forma melhor de convencer outrem do que a real necessidade, e até nesses casos de tribos bem antigas se usava a política da violência, determina e manda o mais forte. O homem enquanto ser político, dotado de razão, diferentemente dos demais animais, sempre vai ter uma nova necessidade e, necessidade de se proteger, necessidade de aprender e buscar novos conhecimentos, etc, dessa necessidade surge à política.
Os conceitos de política, da relação entre homem e mulher, escravidão de Aristóteles são muitos importantes até hoje, doravante deve-se ter cuidado posto que tais conceitos não são aplicáveis atualmente como o foram na época. Em suma, o atual conceito de política vai muito além daquele tido como correto pelo senso comum no Brasil, alguns populares falam com fervor: “Eu não me envolvo em política”, mas calma ao se expor essa frase o indivíduo está fazendo política, ou seja, ele não está somente se envolvendo como produzindo, como expondo aos demais sua posição com o intuito de convencer ou meramente informar alguém sobre a sua pretensão de não se meter em política, ou seja, para este indivíduo a ignorância prospera, reduzir a política ao período prévio e posterior as eleições e ao direito eleitoral é um tremendo absurdo. Nessa banda, até mesmo esse que vos escreve está fazendo política, querendo que a sua tese, a sua posição seja a preponderante, sirva de base e influência para outras teses. Isto posto, não a razão para reducionismo no que tange ao conceito de política, mesmo que a cultura do reducionismo seja disseminada pelo Brasil.
Ainda no que tange a este assunto vale a pena relembrar a cultura do reducionismo, esta é aplicada em larga escala no Brasil, posto que é bem mais interessante aos detentores do poder econômico e do poder político deixar o cidadão no escuro, na ignorância do que lhe proporcionar à luz, lhe proporcionar o conhecimento, a título de exemplo: ao se retomar ao questionamento anteriormente feito a um cidadão, o que você entende por política? Este vai de pronto responder: são as eleições, os políticos corruptos do congresso nacional, não me envolvo em política, voto por que sou obrigado, etc. A questão crucial é o porquê disto? Por que reduzir o conceito de política a isto? Há possibilidade de mudança nesse cenário? A expectativa é que a mudança comece agora, inclusive com as revoltas e protestos sociais, e uma transformação do pensamento e da reflexão das pessoas, essa devendo ser paulatina e não abrupta que não surta o efeito esperado tanto no indivíduo, na sua família e na sociedade.
Em outra perspectiva, não se deseja aqui fechar, petrificar um conceito de política, dar um conceito único sobre o que é a política para todos os seus campos de estudos, aliás não se acredita num conceito único, isto depende de cada seara aonde é estudada a política, em exemplo: a política financeira, a política jurídica, a política eleitoral e partidária, a política econômica, a política de mercado, dentre outras. Neste diapasão, se fixa uma premissa de que o conceito de política é dinâmico, acompanha o desenrolar dos fatos sociais, acompanha a evolução da sociedade, doravante isto, pode-se de forma genérica analisar a política como sendo a arte do convencimento, da persuasão, arte da argumentação com intuito de convencer alguém ou todos que a sua ideia é a correta para certo caso, conclui-se que a política deve ser vista pelos cidadãos brasileiros na perspectiva narrada neste texto, ou seja, que o cidadão abra sua mente, comece a olhar as coisas ao seu redor de uma outra forma, retire aos poucos das suas entranhas essa cultura reducionista absurda não somente no que toca ao conceito de política.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
ARISTÓTELES. POLÍTICA. COLEÇÃO OBRA-PRIMA DE CADA AUTOR. ED. MARTIN CLARET LTDA. 6 º EDIÇÃO. 2013. TRADUÇÃO DE POLITIKÓN, PEDRO CONSTANTIN TOLENS.

Sobre o autor:
Rodrigo Pereira Costa Saraiva, OAB/MA nº 10.603
Advogado e consultor jurídico em São Luís- Ma, Professor do Curso Preparatório para o Exame da ordem do Imadec, diretor do Escritório Rodrigo Saraiva Advocacia e Consultoria Jurídica, Coordenador do grupo de estudos em Direito Constitucional da Oab/Ma desde 2013. Doutorando em Direito pela UNLZ (Universidade Nacional de Lomas de Zamora), membro da comissão dos jovens advogados da OAB/MA