sábado, 30 de agosto de 2014

A arte acessível para todos







O caderno Magazine conversa com Lara Pozzobon, a produtora de cinema responsável pelo Festival Assim Vivemos e o projeto Teatro Acessível


Dar acesso a pessoas com deficiência se transformou numa constante da carreira da produtora. Ela é uma das responsáveis pelo projeto Teatro Acessível, que chegou a Belo Horizonte, no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna, e permitiu que um público diferente pudesse frequentar peças de teatrais sem restrições. Nessa entrevista, ela fala sobre sua trajetória, o projeto de acessibilidade e o futuro.
·         Conte-nos um pouco de onde veio a ideia de desenvolver o projeto de acessibilidade nos espetáculos de teatro.

A ideia surgiu da nossa experiência em produzir o Festival Assim Vivemos, que é um festival internacional de filmes sobre pessoas com deficiência. Foi nesse festival que aparece pela primeira vez e evento cultural o recurso da Audiodescrição no Brasil. Estreamos o festival em 2003, já com todas as acessibilidades, para pessoas surdas e pessoas com deficiência visual. O recurso da Audiodescrição ainda não existia no Brasil, então nós o introduzimos e tivemos a alegria de contar com diversas pessoas cegas na plateia ao longo da semana do festival, e também nos debates, participando totalmente do festival com autonomia.

Depois de alguns anos fazendo esse festival, que é temático, percebemos que a acessibilidade deveria estar em toda e qualquer manifestação artística, cultural e de entretenimento. Começamos a oferecer os serviços de acessibilidade em outros projetos, mas como era difícil convencer as pessoas de que isso era importante, de que a acessibilidade é um direito das pessoas com deficiência, partimos para montar nossos próprios projetos.

Montamos o primeiro portal de entretenimento com acessibilidade, o Blind Tube, onde disponibilizamos filmes brasileiros, curtas-metragens, com um player acessível onde se podia escolher “com Audiodescrição” ou “com Legendas Closed Caption”. Todo o site foi construído visando à acessibilidade também para pessoas com mobilidade reduzida, o que implica em seguir normas internacionais de acessibilidade, que beneficiam a navegação para todas as pessoas.

Depois, oferecemos para a Prefeitura do Rio o projeto de Acessibilidade no Teatro, sugerindo começar pelo Teatro Carlos Gomes, que é municipal, pratica preços populares e tem uma programação bem variada. O acordo com a Prefeitura veio com a parceria com a Petrobras, que patrocinou o projeto durante um ano por meio da Lei Rouanet. Depois de um ano formando uma nova plateia de pessoas com deficiência visual e auditiva, cada vez maior e mais entusiasmada, a Secretaria Municipal de Cultura encampou o projeto e o renovou diretamente, sem buscar patrocínio.

Assim, fomos progredindo nesse projeto exemplar, que rendeu muitos frutos não só na formação da plateia, mas também influenciando outros produtores, gestores públicos e privados a contratarem os serviços de acessibilidade para seus espaços e projetos.

Especificamente no Oi Futuro, tivemos uma peça de teatro infantil patrocinada pela Oi e apresentada no espaço do Flamengo, aqui no Rio de Janeiro, e nela colocamos as acessibilidades. Acredito que vendo o exemplo sendo realizado dentro de casa que a equipe se sensibilizou e priorizou a questão a partir daquele momento.

Vejo que, nesse momento, os gestores que estão atentos às grandes questões internacionais e às demandas da sociedade já compreendem que a acessibilidade é um direito e mais um item indispensável para a construção da cidadania.

·         Essa iniciativa chegou a Belo Horizonte esse ano, como foi a procura desse público específico?

A procura do público é sempre consistente, porque há uma demanda reprimida por cultura e arte com acessibilidade. Assim como rampas e elevadores para as pessoas que usam cadeira-de-rodas, a acessibilidade na comunicação é fundamental em todas as esferas para as pessoas com deficiências sensoriais – visual e auditiva.

·         Com o eminente fechamento do Teatro Klauss Vianna, o projeto se interrompe temporariamente. Como estão as previsões e perspectivas para o futuro dele?

Teremos o trabalho interrompido até que o novo espaço seja inaugurado. Mas acredito que nessa ocasião já estrearemos a acessibilidade junto com a programação regular do novo Oi Futuro.

·         A propósito, vocês planejam levar a acessibilidade a outras cidades? Quais são os planos?

Nossos planos incluem levar projetos como esse para outras cidades, e também capacitar mais pessoas para esse trabalho.

·         Você tem uma carreira como produtora de cinema e a questão do acesso parece ser algo que perpassa seu trabalho.

Sim, foi o primeiro curta-metragem que produzi, chamado “Cão Guia”, que me levou a conhecer o mais antigo festival temático sobre pessoas com deficiência, que é realizado desde 1995 em Munique, Alemanha. O curta foi escrito e dirigido por Gustavo Acioli, meu marido, que também faz a seleção dos filmes do Festival Assim Vivemos junto comigo. O curta tem como personagem principal uma moça cega, mas o filme fala de amor, de um encontro tumultuado entre duas pessoas que se sentem atraídas uma pela outra. O filme foi selecionado para o festival de Munique, e lá conhecemos essa possibilidade de festival temático e assistimos a filmes absolutamente comoventes e impressionantes. 

Trouxemos a ideia do festival e o inscrevemos no edital do CCBB, que abraçou e o patrocinou bienalmente desde então. Apesar de não ter visto a audiodescrição propriamente dita em Munique (lá dois atores faziam apenas a dublagem ao vivo dos filmes, sem descrição da imagem), percebemos que precisaríamos descrever tudo o que aparecia nas imagens dos filmes, nos intervalos dos diálogos, que necessariamente teríamos que dublar. Assim, intuitivamente, começamos. Para preparar o trabalho e fazer a narração ao vivo, convidei a Graciela Pozzobon, atriz que tinha feito o papel da moça cega no curta (com o qual ganhou vários prêmios de melhor atriz em diversos festivais em 1999 e 2000). 

Graciela é minha irmã, eu conhecia bem o trabalho dela como atriz e a capacidade de enfrentar um desafio como esse. Foi mágico! Lembro que nós nos emocionamos muito ao presenciar, pela primeira vez, uma pessoa com deficiência visual debatendo os filmes e criticando muito um dos filmes mostrados, argumentando detalhadamente porque não tinha gostado. Detalhe: aquele era um filme polonês, chamado “Cenas da vida de um homem”, que não tinha diálogos. Então o filme era todo “complementado” pela audiodescrição.

Paralelamente à produção do festival, que seguiu com uma frequência bienal, continuei produzindo filmes, mais três curtas e dois longas, um dos quais está nesse momento em finalização. Produzi também três peças de teatro e várias mostras de cinema. Os outros projetos têm temas variados. O festival nos abriu os olhos para a acessibilidade e desde então pensamos nisso em todos os projetos que realizamos. Assim como a sociedade, os gestores e a imprensa levam um tempo para perceber que é preciso haver uma mobilização massiva para que a acessibilidade se torne universal, nós também levamos um tempo para chegar a essa consciência de que não se pode pensar em um projeto sem prever a acessibilidade em todas as suas manifestações. Cada vez mais, buscamos expandir ao máximo a acessibilidade nos projetos que nos dizem respeito. Há limites de ordem econômica e política, mas devemos empurrá-los para que a oferta de produtos acessíveis seja cada vez maior.

Nosso próximo filme, também escrito e dirigido por Gustavo Acioli, é uma comédia que se passa em Brasília, em um futuro próximo, e as personagens principais são todas mulheres. Dira Paes faz uma Senadora da República e Stella Miranda faz uma ministra. Elas aprontam muito, mas a situação, entre aspas, política, fica mais mirabolante quando suas assessoras começam a bolar seus próprios esquemas. É um filme que vai surpreender, porque tem uma originalidade temática e dramatúrgica que o cinema brasileiro ainda não viu.

·         Mais uma vez, falando em futuro, como estão os planos para o "Assim Vivemos"? E produções de cinema, algo próximo?

O festival deve ter sua sétima edição em 2015, com estreia no CCBB do Rio de Janeiro, seguindo para Brasília e São Paulo, como é a sua tradição. Depois, busco patrocínio para fazer a itinerância dessa edição para outras cidades. Já o levamos para Belo Horizonte em 2010, por meio de patrocínio da Petrobras, e também para Porto Alegre, que o recebeu novamente em 2012. Mas queremos expandir muito mais, porque o festival é um projeto transformador, modifica a vida das pessoas, abre a cabeça, quebra com os preconceitos, que estão enraizados na falta de informação. Temos equipe e capacidade de viajar por todo o Brasil com o festival. Só precisamos de apoios e patrocínio para levar a estrutura toda, sempre com as acessibilidades para todos.

Temos também a intenção de editar os filmes em DVD para que os filmes tenham um alcance maior. Apenas em 2007 conseguimos incluir na produção do festival a edição de um DVD para distribuição gratuita em instituições, graças a uma complementação de patrocínio da Petrobras. Muita gente nos pede os filmes, mas só temos os direitos de exibição no âmbito do festival. Por isso seria muito importante conseguir apoio para editar os DVDs, que seriam destinados em parte para distribuição em instituições, escolas e universidades, e em parte para venda online.

·         Como essa experiência de dar acesso a públicos que ficavam privados de algumas expressões artísticas ajuda na formação de novas plateias? Desde que vocês tomaram essa iniciativa, há uma interlocução com alguma esfera pública ou vocês seguem "sozinhos" nesse projeto?

Essa experiência faz surgir uma plateia que estava alijada da vida cultural no Brasil. São pessoas que representam a sociedade brasileira em sua diversidade, pessoas de todas as classes sociais. O público que vai espontaneamente ao teatro é de pessoas incluídas, que trabalham, pagam seus impostos (e é óbvio, mas não custa repetir), são cidadãos que têm direito a essa autonomia que a acessibilidade permite.

Com a esfera pública, há uma interlocução ainda muito superficial, sempre solicitada, insistida e pressionada por nós. Fazemos de tudo para informar, mostrar os resultados, dar a conhecer a importância da inclusão e dos recursos da acessibilidade, mas ainda é um diálogo muito batalhado. Muitos projetos já poderiam ter sido implementados ou ampliados, mas ficam em compasso de espera enquanto a consciência de sua necessidade não for percebida por poderes públicos e privados.




quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Maranhão tem o candidato a senador mais jovem do Brasil







“Quem me conhece sabe que não fujo da luta. Vamos fazer uma campanha vibrante, alegre e militante com a força do único recurso que temos que é a juventude. São milhões de eleitores jovens que estão sedentos para votar em candidato a senador que tem a cara deles, e temos certeza que a juventude receberá bem as nossas propostas, a minha, do nosso candidato a presidente e do nosso governador. Pode anotar que serei a grande surpresa destas eleições no estado do Maranhão”


Evan de Andrade 212


Evan de Andrade é candidato a Senador pelo Maranhão pelo Partido Comunista Brasileiro.

Dados de Evan de Andrade

Nome: Evandnilson Conceição de Andrade
Idade: 34 anos (30/09/1979)
Naturalidade: MA - São Luis
Estado Civil: Divorciado(a)
Ocupação: Servidor Público Federal
Escolaridade: Superior incompleto

Candidato a Senador Evan de Andrade 212

Número: 212
Nome para urna: Evan de Andrade
Cargo a que concorre: Senador
Estado: Maranhão
Partido: Partido Comunista Brasileiro
Coligação: PCB
Senadora 1º Suplente: Profºª Aneri 
Senadora 2º Suplente: Idalcy 











domingo, 29 de junho de 2014

'' Qual seria sua última oração ? '' - Cartas ao Remetente / Banda Rosa de Saron






Cartas ao Remetente


Há quem amou demais
Há quem chorou demais
E quanto tempo não dão atenção
Ao seu pobre coração

Não se atreve a falar
Não se permite errar
Quem inventou a dor 
Esqueça o ardor
Afinal...

Se Deus te desse só o amanhã pra sentir
O que nunca sentiu, sentiria?
Qual seria sua última oração?

Doeu, deixe curar.
Ficou, deixe passar!
O árduo é trivial, mas a afeição... é etérea!

Se Deus te desse só o amanhã pra sentir
O que nunca sentiu, sentiria?
Qual seria sua última oração?

Mais que uma razão para se viver
Uma verdadeira causa pela qual morrer
Seja o prólogo de quem viveu
A preparar o seu epílogo 
E dito, deu fé

Se Deus te desse só o amanhã pra sentir
O que nunca sentiu, sentiria?
Se de fato fosse mesmo o último adeus
Onde há de estar o seu amor?
E, assim, viva como quem soube que vai morrer
Morra como quem um dia soube viver...









Sistema Eleitoral do Brasil













Geral
Sufrágio universal secreto obrigatório e coligações partidárias momentâneas
Financiamento
Misto (privado: doações de pessoas físicas e jurídicas; público: Fundo Partidário e propaganda política)
Majoritário
Presidentes, senadores, governadores e prefeitos
Proporcional
Deputados federais, deputados estaduais e vereadores
Eleições legislativas
Voto em legenda e nominal em lista aberta
Eleições executivas
Segundo turno, exceto as municipais com menos de 200 mil   eleitores



Sistema eleitoral brasileiro é como chamamos o conjunto de sistemas eleitorais utilizados no Brasil para eleger representantes e governantes. Nosso sistema atual é definido pela Constituição de 1988 e pelo Código Eleitoral (lei 4.737 de 1965), além de ser regulado pelo TSE no que lhe for delegado pela lei. Na própria Constituição já são definidos três sistemas eleitorais distintos, que são detalhados no Código Eleitoral: eleições proporcionais para a Câmara dos Deputados, espelhado nos legislativos das esferas estadual e municipal, eleições majoritárias com um ou dois eleitos para o Senado Federal e eleições majoritárias em dois turnos para presidente e demais chefes do executivo nas outras esferas. A Constituição define ainda no artigo XIV o "sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos", princípio que pauta os três sistemas eleitorais presentes no país.

Sistema Majoritário
O sistema eleitoral majoritário é usado, no Brasil, para eleger o chefe do executivo de todas as esferas (presidente, governador e prefeito), e também para as eleições ao Senado Federal. Nas eleições presidenciais o sistema empregado é de maioria absoluta, onde o eleito precisa obter mais de 50% dos votos válidos, desconsiderados os brancos e nulos, para ser eleito. Para garantir a obtenção dessa maioria num sistema pluripartidário, a eleição se realiza em dois turnos. O primeiro disputado pela totalidade dos candidatos, e o segundo disputado apenas pelos dois candidatos melhores colocados no primeiro pleito. O segundo turno só se realiza caso nenhum candidato atinja a maioria absoluta no primeiro turno da eleição. Este sistema é utilizado também nas eleições para governador e prefeito das cidades com mais de 200.000 eleitores. Caso persistir o empate, é levado em consideração a idade dos candidatos, e o mais velho é eleito.

O Senado Federal é renovado a cada quatro anos nas proporções de um terço numa eleição e dois terços na seguinte. Cada estado elege, por conseguinte, um ou dois senadores a cada quatro anos, ou seja, o cargo de senadores tem uma duração de oito anos. Por este motivo, a eleição para o Senado se dá de forma majoritária dentro de cada estado, para escolher os senadores que representarão aquele estado. Quando apenas um candidato deve ser escolhido, usa-se a maioria relativa dos votos com eleições separadas para cada estado. Neste sistema, conhecido no mundo anglófono como First Past The Post em uma analogia às corridas de cavalo, cada eleitor vota em apenas um candidato e vence a eleição aquele que obtiver o maior número de votos, sem necessidade de segundo turno caso não obtenha maioria absoluta. Este sistema é também usado para eleger prefeitos das cidades com até 200.000 eleitores.

Nas eleições ao Senado onde dois senadores serão eleitos para cada estado, utiliza-se o sistema de escrutínio majoritário plurinominal. Assim, os eleitores votam nos dois nomes de sua preferência e os dois candidatos com maior votação são eleitos. Não há peso ou precedência na ordem dada aos votos, por isso ao se escolher dois candidatos A e B não há diferença entre votar primeiro A e depois B ou primeiro B e depois A.

Críticas
Outra característica do sistema majoritário no Brasil é a formação de chapa: Os candidatos ao cargo de vice-presidente, vice-governador e vice-prefeito, bem como os dois suplentes de cada senador devem registrar a candidatura junto com a candidatura do titular da chapa. Quando o eleitor vota, ele escolhe apenas o titular, sendo que o vice ou suplente é eleito automaticamente. Este sistema, apesar de amplamente empregado para o poder executivo em todo o mundo, é criticado no caso do Senado pois alguns suplentes "usam" a imagem do titular para eventualmente assumir o cargo no lugar dele. É o caso de Joaquim Roriz do Distrito Federal, nas eleições de 2006 foi eleito em 1º turno, mas ao assumir em 2007 renuncia , tendo ficado no cargo apenas 4 meses.Dizem as más línguas que seu suplente Gim Argelo até pagou pela suplência do cargo ,já prevendo algum escândalo que envolvesse Roriz.

Sistema Proporcional
Nas eleições para a Câmara dos Deputados e para os órgãos legislativos estaduais e municipais, a Constituição Federal preconiza o uso de um sistema proporcional. Além disso, na esfera federal, a eleição deve ser realizada, de forma separada, em cada um dos estados e territórios. Candidatos à Câmara só poderão ser votados no estado em que se lançam candidatos, e concorrerão apenas às cadeiras reservadas àquele estado. Além dessas restrições, a Constituição impõe ainda os limites mínimo de 8 e máximo de 70 deputados para cada estado, definidos de forma proporcional à população de cada um.

O Código Eleitoral brasileiro determina que o sistema proporcional utilizado é um sistema de lista aberta, onde os votos são nominais aos candidatos e as listas partidárias são compostas pelos membros mais votados de cada partido. Nesse tipo de sistema, cada partido obtém um número de vagas proporcionais à soma dos votos de todos os seus candidatos, e estas vagas são distribuídas, pela ordem, aos candidatos mais votados daquele partido. O Código Eleitoral permite também a formação de coligação entre partidos para eleições proporcionais como forma de conseguir um maior número de cadeiras, especialmente no caso de partido pequeno que não as obteria sozinho.

Cálculo do número de vagas
O grande problema das eleições proporcionais é o calculo exato das proporções devidas a cada partido. Como o número de votos quase nunca é um múltiplo exato da proporção entre cadeiras e eleitores, um sistema de arredondamento e redistribuição das vagas não preenchidas  precisa ser utilizado. No Brasil utiliza-se um método conhecido como quociente eleitoral para o calculo das proporções e outro conhecido como distribuição das sobras para ocupar as cadeiras não preenchidas pelo quociente eleitoral. Este sistema é a grosso  modo equivalente ao método D'Hondt utilizado em Portugal e diversos países europeus, mas se utiliza uma metodologia diferente para efetuar os cálculos.

O quociente eleitoral é definido como o total de votos válidos dividido pelo número de vagas (este valor é equivalente ao quociente Hare). Cada partido então tem os votos divididos por este quociente e obtém-se assim o quociente partidário. A parte inteira desse quociente corresponde ao número de vagas reservadas àquele partido. As vagas restantes são divididas usando-se o método de distribuição das sobras entre os partidos que houverem atingido o quociente eleitoral. Esta forma de cálculo é equivalente ao método D'Hondt com um cláusula de barreira no valor do quociente eleitoral.

Críticas
Entre os fatores mais criticados no sistema eleitoral proporcional brasileiro está o limite mínimo e máximo para cada estado entre os deputados federais (8 e 70, respectivamente). Esse limite impediria uma verdadeira proporcionalidade do voto, valorando o voto nos estados com menor população, em detrimento dos estados mais populosos. Na eleição de 1998, por exemplo, foram necessários mais de 333.000 votos para eleger um deputado por São Paulo. Já em Roraima, a eleição era possível com apenas 17.000 votos. Haveria, dessa forma, uma violação do princípio "um homem, um voto", ou nos termos da Constituição, um voto não teria "valor igual para todos"[carece de fontes]. Esta crítica entretanto não se aplica diretamente ao sistema proporcional, mas sim aos limites específicos impostos pela Constituição no número de representantes de cada estado.

Outra crítica ao sistema proporcional de lista aberta adotado no Brasil aponta a possibilidade de eleger representantes que obtiveram votação inferior a outros que não se elegeram, podendo até eleger candidatos que não obtiveram votos. Um exemplo disso ocorreu na eleição de 2002, quando o candidato Enéas Carneiro, doPRONA, obteve seis cadeiras para o partido somente com os próprios votos. Os eleitos foram Enéas, com 1.573.112 votos; Amauri Robledo Gasques, com 18.417 votos; Professor Irapuan Teixeira, com 673 votos; Elimar Damasceno, com 484 votos; Ildeu Araújo, com 382 votos e Vanderlei Assis, com 275 votos.









Blogueiro Evan de Andrade ,candidato ao senado,esse coloco fé :D





Recebi hoje uma notícia muito boa, fiquei sabendo que 
o blogueiro Evan de Andrade será candidato ao senado!
Super feliz por ele!  \o/
Sucesso amigo, estou torcendo por você!






                               ( Texto retirado do blog dele do dia 26 de junho de 2014 )

                BLOGUEIRO PODERÁ SER CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO

Neste final de semana, sábado, será a vez do Partido Comunista Brasileiro – PCB realizar convenção, sendo um dos últimos partidos a indicar seus candidatos as eleições deste ano, mas, a agremiação política promete surpresa para o pleito de outubro, principalmente na disputa ao executivo estadual.

Além da escolha dos candidatos a deputados estaduais, federais e senador, o partido também oficializará em ata o nome de seu candidato ao Palácio dos Leões. Já que, no senário nacional, o nome do sociólogo e escritor Mauro Iasi foi indicado como pré-candidato à presidência da república.

Na disputa pela indicação ao executivo estadual estão Aluísio Melo da cidade de Imperatriz e o blogueiro Evan de Andrade, que atualmente coordena a União da Juventude Comunista – UJC no estado.

O evento, antes marcado para acontecer a tarde no Sindicato dos Vigilantes, foi antecipado, pelos convencionais comunistas, para a manhã de sábado, devido ao jogo do Brasil e Chile que acontecerá a partir das 13hs no estádio Mineirão em Belo Horizonte.

Quanto as eleições deste ano, o blogueiro Evan de Andrade, pré-candidato ao governo do estado, antecipa que...“O PCB não vai subir no palanque ou usar o horário eleitoral para atacar nenhum outro candidato, até porque o PCB não é um partido de oposição a pessoas ou governos. Quem é de oposição pode virar governo. E o PCB é um partido de posição, nossa posição é consistente, é firme, é contra esse perverso sistema de corrupção capitalista que diariamente explora o trabalhador negando-lhe dignidade e justiça social” -  assinala.
Apesar do pouco tempo no horário eleitoral, os convencionais do PCB prometem lançar mão de outras mídias gráficas e eletrônicas permitida pela justiça eleitoral para concorrer às eleições ou pelo menos equilibrar a disputa eleitoral, assim os militantes acreditam torna-se na via alternativa para o eleitores maranhenses.

 “O PCB cansou de ser coadjuvante, cansou de “colocar terra na planta dos outros”, já temos maturidade, idade e história para disputarmos qualquer cargo na república. Somos um partido singular. O nosso secretário, Joberval Bertoldo já vem trabalhando pelo crescimento do partido no estado e as eleições de 2014, incorporam esse sentimento de crescimento” - conclui Evan de Andrade, pré-candidato ao governo do Estado.




sábado, 21 de junho de 2014

“...Mas todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar...” Tg 1.19.




Por : Pr. Marcos Tuler

 

DEUS NÃO FALA EM "OFF".

 

Certo dia, entusiasmado com minhas observações sobre “saber ouvir”, decidi fazer uma experiência com meus alunos do curso teológico. No transcurso de uma interessante aula, interrompi abruptamente minha preleção e disse: “Por hoje, é o bastante!” Imediatamente depois, fiz duas perguntas: – No que é que vocês estavam pensando quando interrompi a aula? – O que é que eu estava falando? Não sendo possível detalhar o resultado da minha decepcionante pesquisa, contento-me em apenas informar aos leitores minha infeliz pasmaceira: apenas 28% dos meus alunos, de fato, me ouviam. Os outros, como diriam meus filhos: “estavam em off”; completamente desligados.

Um dos maiores problemas de comunicação, tanto a de massa como a interpessoal, é o de como o receptor, ouve o que o emissor fala. Raríssimas são as pessoas que procuram ouvir exatamente o que a outra está dizendo.

Ouvir depende de concentração. Ouvir é perceber através do sentido da audição. Escutar significa dirigir a atenção para ouvir.

Enquanto uma pessoa normal fala, em média 120 a 150 palavras por minuto, nosso pensamento funciona três ou quatro vezes mais depressa. Conseqüentemente surge um mal hábito na audição: muitas pessoas estão de tal forma ansiosas em provar sua rapidez de apreensão, que antecipam os pensamentos, antes de ouvi-los dos lábios do interlocutor. Isso ocorre quando ouvimos a famigerada exclamação: – já sei o que você vai dizer!

Ouvir, portanto, é muito raro. É necessário limpar a mente de todos os ruídos e interferências do próprio pensamento durante a fala alheia. Ouvir implica uma entrega ao outro. Daí a dificuldade de as pessoas inteligentes efetivamente ouvirem. A sua inteligência em funcionamento, o seu hábito de pensar, avaliar, julgar e analisar tudo interferem como um ruído na plena recepção daquilo que o outro está falando.

Às vezes imaginamos ter tanta coisa “interessante” para dizer, nossas idéias são tão originais e atrativas, que é um castigo ouvir. Queremos falar. Falando aparecemos. Ouvindo nos omitimos. Só ouvir, acreditamos, dá aos outros uma impressão desfavorável da nossa inteligência, por isso falamos, mesmo não tendo nada para dizer. Porém não é esse o conselho bíblico. É melhor ouvir que falar. “...mas todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar...” Tg 1.19.

É através dos sentidos físicos que a alma humana comunica-se com o mundo exterior. No ato de ouvir percebemos e identificamos os sons pelo sentido da audição. Ouvindo atentamente interpretamos e assimilamos o sentido do que percebemos.

Não é de hoje a dificuldade que as pessoas têm de ouvir atentamente o que os outros falam. O próprio Senhor Jesus discorreu sobre o tema quando explicava a seus discípulos a razão de falar-lhes por parábolas. Naquela ocasião o Mestre usou a seguinte expressão: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça...” Mt 13.9. Segundo Champlim essa expressão, inclusive usada por Jesus outras vezes, – sob diferentes circunstâncias (Mt 11.15; Mc 4.9,23; Ap 2.7,11,17,29; e 3.6,13,22), era um ditado comum entre os judeus, empregado especialmente pelos rabinos.

“O adágio era usado para chamar a atenção para a importância do ensino apresentado, o sentido oculto do ensino e a total compreensão do que fica subentendido no ensino. Jesus queria dizer que os seus ensinos deveriam ser ouvidos com atenção e diligência, e que por ausência disso, muitos não poderiam compreendê-lo”.

Naturalmente que os ouvidos foram feitos para ouvir. Jesus usou o pleonasmo para realçar seus verdadeiros propósitos. Não era suficiente apenas ouvir no sentido de identificar os sons das palavras, era necessário interpretar o sentido delas para pratica-las. Significa: ter ouvidos com capacidade para ouvir e entender os mistérios de Deus. Jesus estava dizendo que, falando por parábolas nem todos teriam capacidade de ouvir e compreender o pleno sentido de suas palavras. “Ouvindo, não ouvem, nem compreendem” (Mt 13.13). Ouviram com os seus ouvidos os seus ensinamentos, mas permaneceram surdos para as suas implicações. Isto porque a eficiência do aprendizado através da audição depende da predisposição da pessoa, ou seja, a atitude mental de quem ouve é imprescindível.

Deus outorgou ao homem meios para conhecer a personalidade divina, mas o uso desses meios não é obrigatório. Os indivíduos, por sua própria vontade, podem “fechar” seus ouvidos.

Infelizmente em nossas igrejas muitos ouvem a pregação da Palavra de Deus apenas para cumprir um protocolo eclesiástico. Conforme o dito popular, as palavras “entram por um ouvido e saem por outro” sem sequer serem compreendidas racionalmente. Que dirá refletidas e interiorizadas pela alma e espírito.

Caro leitor. Saiba de uma coisa: Deus quer faze-lo conhecedor de seus inimagináveis segredos. Disponibilize os ouvidos à voz de teu sublimado Senhor. Não basta falar com Deus, é necessário ouvi-lo.

 

O sentido da parábola do semeador

Ao ouvirem a parábola do semeador contada pelo Mestre, os discípulos não hesitaram em questioná-lo. Queriam entender o porquê Jesus ensinava ao povo por parábolas. Recordando a profecia de Isaías concernente ao endurecimento do coração do povo: exteriorizado na verdade pela “proposital incapacidade” de aplicar plenamente os sentidos aos desígnios de Deus.

Jesus deixou claro que não se trata de omitir ou obscurecer a mensagem simplesmente para dificultar a compreensão, e sim, promover interesse genuíno, estimulando a plena concentração do ser total no conhecimento do Reino de Deus.

Analisemos agora o sentido da parábola do semeador pelo prisma da percepção auditiva:

A semente ao pé do caminho representa aquele que ouve a Palavra de Deus mas não entende. Não entende porque está indiferente à mensagem. Trata-se do ouvinte desinteressado. A indiferença é incompatível com qualquer forma de aprendizado; é incompatível com a audição. Ouvir é um ato voluntário e consciente. Você ouve porque quer ouvir, e não ouve porque não quer ouvir. Desse modo podemos dizer: o pior surdo é o que não quer ouvir. Se alguém decidir não ouvir, quem irá persuadi-lo do contrário?

A semente que foi semeada entre os pedregais representa aquele que ouve, compreende, recebe com alegria, mas não permanece em Deus porque ouve com impaciência. É preciso gastar tempo para ouvir. Às vezes a pessoa ouve a Palavra com impaciência: por estar pensando num outro compromisso, por não estar de acordo com quem está falando, ou simplesmente por estar cansada e desejar estar em outro lugar. Inicialmente a impressão é que ela compreendeu tudo; ouviu atentamente a mensagem, porém, mais tarde verifica-se que a semente que germinou não estava aprofundada na terra. Estando na superfície, o sol queima o fruto da empolgação e do emocionalismo.

A semente semeada entre espinhos representa aquele que ouve a Palavra mas os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas o sufoca e fica infrutífero. O cuidado deste mundo e a sedução das riquezas pode aqui referir-se conotativamente ao materialismo, ao antropocentrismo, à racionalização de tudo, ou seja: ouvir com atitude egoísta, como dono do mundo, da situação e do conhecimento. Não conseguimos ouvir o discurso dos outros porque não somos nós os oradores. Interessados em nós mesmos, achamos os outros insignificantes, consequentemente sem mensagem.

Quando conseguimos deixar de lado o egoísmo com o objetivo de ouvir, descobrimos que as pessoas na realidade são brilhantes, criativas, ideativas ou no mínimo têm “algo para nos acrescentar” ou compartilhar. Por último, quando a semente cai em boa terra, ou seja, num coração e ouvido receptivo à compreensão da palavra, insurge uma colossal árvore, frondosa e frutífera.

Como já percebemos, a importância do saber ouvir não está limitada ao contexto das relações humanas, ou mesmo na compreensão dos mistérios do Eterno. O Senhor precisa falar-nos “face a face”; deseja comunicar-se conosco em linha direta, sem reservas ou restrições protocolares. Ele fala em nosso íntimo, imprimindo-nos sua palavra de modo tão maravilhoso que, se inclinarmos legitimamente nossos ouvidos, ouviremos não somente a sua voz, mas, as batidas do seu coração junto ao nosso. Você está sensível à voz do Senhor? Está conectado à Fonte geradora da graça?

Em 1 Samuel 3 1-10 lemos um episódio emocionante que nos mostra quão relevante é inclinar os ouvidos à voz do Todo-Poderoso. Deus chamou a Samuel por três vezes, porém, o jovem se reportara a Eli imaginando ter sido chamado pelo senil sacerdote.

O texto diz que “Samuel ainda não conhecia ao Senhor”, ou seja, não estava acostumado a ouvir a sua voz. Eli ao perceber que Deus queria manifestar-se particularmente ao moço, instruiu-lhe quanto a resposta ao chamamento divino. O futuro consolidador da nação hebraica deveria evidenciar plena disponibilidade e reverência à fala do Deus de Israel: “...Fala Senhor porque o teu servo ouve”. Será que ele não tinha ouvido o Senhor chamar-lhe nas outras vezes? Claro que sim! Porém, era imperioso não apenas ouvir, mas reconhecer a voz do Senhor, ou seja: ouvir tão acuradamente ao ponto de perceber que aquela voz não assemelhava-se a nenhuma fonação humana. Deus sempre está pronto para falar conosco, mas nós, nem sempre estamos em condições de ouvi-lo ou nos aplicarmos a ouvir a sua voz.

Quando em oração adorares a Deus, silencia tua alma para ouvires seus conselhos, consolo e repreensões. Não te preocupes com o tempo. Não te apresses em sair de Sua presença. Contempla-o na beleza de Sua majestade, e permite que a voz do Altíssimo permeie e ecoe em teu ser.

 

Fonte:http://prmarcostuler.blogspot.com.br/2010/02/deus-nao-fala-em-off.html?m=1